Pieces Portugal

Alfacinhas…de onde vem a tradição?

Existem várias teorias para a atribuição do nome “Alfacinhas” aos Lisboetas. Há quem refira que nas colinas de Lisboa primitiva verdejavam alfaces, utilizadas na culinária, na perfumaria e na medicina. ‘Alface’ vem do árabe, o que poderá indicar que o cultivo da planta começou aquando da ocupação da Península pelos árabes.

 Há também quem sustente que, num dos cercos de que a cidade foi alvo, os habitantes da capital portuguesa tinham como alimento quase exclusivo as alfaces das suas hortas. 

O certo é que a palavra ficou consagrada e, de Almeida Garrett a Aquilino Ribeiro, de Alberto Pimentel a Miguel Torga, os grandes da literatura portuguesa habituaram-se a tomar ‘alfacinha’ por lisboeta.

Contudo, foi Almeida Garret o primeiro a fazer referência clara ao termo quando em meados do século XIX, na obra “Viagens na Minha Terra” (1846), escreveu: “Pois ficareis alfacinhas para sempre, cuidando que todas as praças deste mundo são como a do Terreiro do Paço…“.

E assim ficou. Vivam os Alfacinhas!

Doçaria Conventual Portuguesa…um legado riquíssimo

Foram os conventos que nos deixaram o legado, daí o nome de doçaria conventual: os doces eram confeccionados por freiras nos conventos e na sua maioria, compostos por grandes quantidades de açúcar e gemas de ovos. Na altura eram utilizadas muitas claras de ovos nos conventos (confeção de hóstias, clarificação dos vinhos e na engomadoria dos hábitos/vestes das religiosas), daí terem surgido a confeção de doces para aproveitarem as gemas dos ovos.

A origem da doçaria conventual em Portugal terá origem no século XV e terá sido neste período que o açúcar entrou na tradição gastronómica dos conventos. O principal adoçante até esta altura era o mel, sendo o açucar um ingrediente vulgar. Com a colonização da Ilha da Madeira, o açúcar recebe uma atenção especial, sendo cultivada a cana de açúcar.

A lista de doces conventuais é extensa e abrange todas as regiões de Portugal. Salienta-se, aínda, que a confecção de um determinado doce pode variar consoante a região, e o convento de origem. Alguns exemplos: pudim abade de priscos, pastel de Santa Clara, pastel de Belém, papo de anjo, leite-creme, barriga-de-freira, brisas do lis, fios de ovos, arroz-doce, toucinho do céu. Seja doce de colher, pequeno doce ou bolo grande, quem não gosta?

Mas deixo-vos uma lista dos doces conventuais por cada Região de Portugal:

Minho

  • Charutos de Ovos
  • Meias Luas
  • Papas doces de carolo
  • Fidalguinhos
  • Fataunços
  • Pasteis de São Francisco
  • Bolachas do Bom Jesus
  • Suspiros de Braga
  • Clarinhas de Fão
  • Barrigas-de-Freira

Douro Litoral

  • Sapatetas
  • Perronilhas
  • Lérias de Amarante
  • Tabafe
  • Pescoços de freira
  • Cavacas de Santa Clara
  • Amarantinos
  • Pão podre
  • Foguetes de Amarante

Trás-os-Montes

  • Morcelas
  • Jerimús
  • Madalenas do Convento
  • Doce de viúvas
  • Bolos de nozes de Bragança
  • Sestas
  • Pitos de Santa Luzia
  • Creme da madre Joaquina
  • Velharocos
  • Toucinho do Céu
  • Queijadas de Chilas

Beira Litoral

  • Pasteis do Lorvão
  • Nabada de Semide
  • Morcelas de Arouca
  • Arrufadas de Coimbra
  • Nógado de Semide
  • Lampreia de ovos das Clarissas de Coimbra
  • Melícias
  • Trouxas de ovos moles
  • Manjar Branco
  • Pastéis de Tentúgal

Beira Alta e Beira Baixa

  • Lâminas
  • Grades
  • Bolo de São Vicente
  • Argolinhas do Loreto
  • Taroucos de Salzedas
  • Esquecidos
  • Cavacas de Santa Clara
  • Bicas
  • Bolo Paraíso
  • Bolo São Francisco
  • Sardinhas Doces de Trancoso

Ribatejo

  • Sonhos da Esperança
  • Sopapo do Convento
  • Palha de Abrantes
  • Celestes de Santarém
  • Fatias de Tomar
  • Tigeladas de Abrantes
  • Broas das Donas

Estremadura

  • Bom bocado
  • Pão-de-ló do Mosteiro de Alcobaça
  • Argolas
  • Travesseiros
  • Tibornas
  • Bolos de Abóbora
  • Delícias de Frei João
  • Fitas de Páscoa
  • Castanhas de Ovos
  • Marmelada Branca de Odivelas
  • Toucinho do Céu de Odivelas
  • Pão-de-Ló de Alfeizerão
  • Nozes de Cascais
  • Pastéis de Belém
  • Pastéis de Feijão

Alentejo

  • Bolo podre conventual
  • Fatias reais
  • Bolo de mel de Santa Helena
  • Bolo de chavão
  • Coalhada do Convento
  • Biscoitos do Cardeal
  • Padinhas
  • Almendrados
  • Orelhas de Abade
  • Sopa dourada de Santa Clara
  • Toucinho do Céu de Santa Clara de Portalegre
  • Bom bocado
  • Encharcada
  • Sericaia
  • Pão de rala
  • Formigos
  • Tiborna de Ovos
  • Torrão Real de Ovos
  • Bolo Fidalgo
  • Queijo Dourado
  • Lampreia de Amêndoa de Portalegre
  • Presunto Doce

Algarve

  • Biscoita
  • Bolo de alfarroba
  • Bolo de chila e amêndoa
  • Bolo de amêndoas e nozes
  • Bolo de figo e amêndoa
  • Doce fino
  • Folar
  • Filhós algarvias das freiras de Tavira
  • Morgado
  • Queijo de figo
  • Queijinhos
  • D. Rodrigos
  • Massapão
  • Pudim da Serra
  • Torta de alfarroba
  • Torta de amêndoa
  • Torta de laranja

Ilha da Madeira

  • Bolo preto
  • Bolos de mel da Madeira
  • Bolinhos de azeite
  • Mexericos de freiras
  • Rabanadas de Vinho da Madeira
  • Frangolho
  • Creme de chocolate madeirense

Açores

  • Bolo micaelense de Nossa Senhora da Esperança
  • Bolo do diabo
  • Hóstias de amêndoa
  • Malassadas
  • Rendilhados
  • Coquinhos
  • Cornucópias
  • Pudim Irmã Bensaúde

Dornes…paraíso dos templários

Dornes é uma localidade situada numa pequena península do concelho de Ferreira do Zêzere, com 21,91 km² de paraíso. Foi sede de concelho entre 1513 e 1836, situa-se no extremo norte do distrito de Santarém e está turisticamente integrada na Região de Turismo dos Templários.

Terra muito antiga, anterior à fundação da nacionalidade, como o atestam os monumentos e os vestígios arqueológicos, onde foi documentada a presença de um religioso de Dornes no Foral de Arega, em inícios do século XIII. Ainda neste século existem referências à Comenda Templária de Dornes.

Mais tarde, no século XV, Dornes, enquanto Comenda Mor da Ordem de Cristo teve por Comendador D. Gonçalo de Sousa, homem muito influente, da Casa do Infante D. Henrique e que aqui mandou construir, em 1453, a Igreja de Nossa Senhora do Pranto. Este local de culto deu à povoação, parte da importância que esteve na origem, em 1513, da atribuição do Foral Manuelino.

Aqui nasceram, um século mais tarde, muitos dos heróicos combatentes que por volta de 1650 se bateram nas fronteiras para assegurar a independência nacional.

Do “modus vivendus” das gentes de Dornes, destacamos a produção e comercialização da madeira de castanho.

Dornes é a sala de visitas do Concelho de Ferreira do Zêzere, um enorme polo de atração turísitica e outro dos pequenos paraísos de Portugal.

Pela Rota dos Templários…vivências que inspiram

Nada melhor do que vivenciar de perto todas as emoções que nos dão o nosso Património histórico e cultural. Vivências que ficam para sempre. Decidi finalmente conhecer o Castelo de Almourol (fotos acima), em Tancos, Concelho de Vila Nova da Barquinha e no Distrito de Santarém.

Erguido num afloramento de granito a 18 m acima do nível das águas, numa pequena ilha de 310 m de comprimento por 75 m de largura, no médio curso do belíssimo Rio Tejo, um pouco abaixo da sua confluência com o rio Zêzere, deparamos com este mítico Castelo, o qual integra a Região de Turismo dos Templários. 

Tudo no local nos faz viajar no tempo e divagar, divagar muito…a nossa alma é inspirada pela beleza e paz do local. Queremos simplesmente ficar ali e “degustar” toda aquela natureza, todo aquele espaço envolto em mistério e romantismo.

 Com a extinção da Ordem do Templo, o castelo de Almourol passou a integrar o património da Ordem de Cristo (que foi a sucessora em Portugal da Ordem dos Templários). À época da Reconquista cristã da penísnula ibérica, quando esta região foi ocupada por forças portuguesas, Almourol foi conquistado em 1129 por D.Afonso Henriques (1112-1185). O soberano entregou-o aos cavaleiros da Ordem dos Templários, então encarregados do povoamento do território entre o rio Mondego e o Tejo, e da defesa da então capital de Portugal, Coimbra.

Mas, o Convento de Cristo em Tomar esperava-me e segui caminho.

Aí chegada, fui de novo envolvida. O Convento de Cristo (fotos abaixo) é um  monumento nacional de Portugal e classificado pela UNESCO como Património Mundial. Possui traços românicos, góticos, manuelinos, renascentistas, maneiristas e barrocos.

Fundado em 1160 pelo Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, D. Gualdim Pais, ainda conserva memórias desses monges cavaleiros e dos herdeiros do seu cargo, a Ordem de Cristo, os quais fizeram deste edifício a sua sede. 

Actualmente é um espaço cultural, turístico e ainda devocional. 

A Rota dos Templários é de facto divina…transmissora de muita fé e paz.

Amei. Templária por um dia.

Tróia…as maldivas portuguesas

Tróia foi uma estação lusitano-romana, situada na península com o mesmo nome, defronte da cidade de Setúbal. Foi pensada à escala do Império e foi o maior centro de produção de salga de peixe do mundo romano. Tem simplesmnete 6 séculos de história.

Os tanques de salga do pescado, estendiam-se em 1858 numa extensão de 4 km de onde se conclui que outrora ali se ergueu um povoado industrial, com uma vultosa indústria de conservas de peixe, cuja produção seria exportada para fora da península. Deverá então fazer o percurso até às ruinas romanas onde recua no tempo até ao séc. I  d.C. e onde pode ver casas, fábricas, termas, mausoléu e necrópole, vestígios da cidadania romana.

A estação lusitano-romana de Troia é importante sob o ponto de vista religioso e arqueológico, apresentando vestígios de culto pagão e cristão. Tróia faz parte da Rede Natura 2000 e é a “Pompeia de Setúbal”, conforme foi referida por Hans Christian Andersen. 

Tróia é um espaço abençoado pela natureza, em que a biodiversidade é um fator de diferenciação, tendo sido inventariadas até à data mais de 600 espécies na sua área, das quais:

233 de flora

152 de aves

12 de mamíferos

11 de répteis

4 de anfíbios

207 de organismos que vivem na zona entre-marés

Tróia…bem-vindos a Pompeia…deslumbrem-se.

Monsaraz…um dos 25 locais mais bonitos de Portugal

Devido à sua posição geográfica, a colina de Monsaraz sempre ocupou um importante lugar na história do Concelho, tendo sido ocupada por diversos povos desde a pré-história. No séc. VIII, Monsaraz cai sob domínio do Islão através das invasões muçulmanas que ocuparam grande parte da Península Ibérica. 

Em1167, foi conquistada aos muçulmanos por Geraldo Sem Pavor numa expedição que partiu de Évora, também esta recém-conquistada mas, após a derrota de D. Afonso Henriques em Badajoz, Monsaraz cai novamente em poder dos árabes. Em 1232, apoiado por cavaleiros templários, D. Sancho II reconquista-a em definitivo, sendo posteriormente doada à Ordem do Templo.

Em 1512, D. Manuel concede novo foral à Vila de Monsaraz, reformulando a vida pública e jurídica do Concelho. 

A sua condição de vila medieval acastelada, o impetuoso crescimento das aldeias de Reguengos, a riqueza das actividades artesanais e vinícolas e a fidelidade da população de Monsaraz aos ideais miguelistas derrotados na guerra civil (1828-1834) foram os factores que contribuíram para a transferência da sede de Concelho de Monsaraz para Vila Nova de Reguengos em 1838, onde se estabeleceu definitivamente em 1851.

Forte S. João Batista…de Mosteiro a Forte…a beleza histórica e natural das Berlengas

O arquipélago português das Berlengas, situa-se no Oceano Atlântico, a oeste do cabo Carvoeiro. Foi a primeira área protegida do país quando, em 1465, o rei Afonso V de Portugal proibiu a prática de caça na ilha principal das Berlengas (Berlenga Grande). A Reserva Natural das Berlengas é considerada Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO desde 30 Junho de 2011.

Fazem parte deste arquipélago três pequenas ilhas:

Berlenga Grande

Estelas

Farilhões

Na Berlenga Grande  encontra-se o Farol Duque de Bragança, o Forte de São João Batista, a Praia do Carreiro, restaurantes e parque de campismo.

A ocupação humana da Berlenga Grande remonta à Antiguidade, sendo assinalada como ilha de Saturno pelos Romanos. Posteriormente foi visitada por navegadores Muçulmanos, Vikings, corsários franceses e ingleses. Em 1513, com o apoio da rainha D. Leonor, monges da Ordem de São Jerónimo aí se estabeleceram com o propósito de oferecer auxílio à navegação e às vítimas dos frequentes naufrágios naquela costa, assolada por corsários, fundando o Mosteiro da Misericórdia da Berlenga. Entretanto, a escassez de alimentos, as doenças e os constantes assaltos de piratas e corsários tornaram impossível a vida de retiro dos frades, muitas vezes incomunicáveis devido à inclemência do mar.

Sob o governo de D. João IV  (1640-1656), o Conselho de Guerra determinou a demolição das ruínas do mosteiro abandonado e a utilização de suas pedras na construção de uma fortificação para a defesa daquele ponto estratégico do litoral. Em 1655, quando ainda em construção, resistiu com sucesso ao seu primeiro assalto, ao ser bombardeada por três embarcações de bandeira turca. Sem maior valor militar, diante da evolução dos meios bélicos no século XIX, foi desartilhada em 1847 e abandonada passando a ser utilizada como base de apoio para a pesca comercial.

Em meados do século XX foi parcialmente restaurada e aberta ao turismo, adaptada como pousada. Atualmente funciona apenas como casa-abrigo, sob a gestão da Associação dos Amigos das Berlengas.

Conheçam as Berlengas. Ficarão encantados/as.

Havia um pessegueiro na ilha…ao largo as águas brilham como prata

Imortalizados pela bela canção “Porto Côvo” de Rui Veloso (uma das minhas preferidas) que tão bem interpretou o poema de Carlos Tê, Porto Côvo e a mítica Ilha do Pessegueiro remetem-nos para um grande estado de paz e tranquilidade. Fui lá apenas uma vez mas gravei na memória aquela reta que encontramos antes de chegar a Porto Côvo e em que ao longe se vislumbra a bela ilha do pessegueiro. Na minha memória ficaram também as tradicionais e belas casas brancas de Porto Côvo, bem como um peixinho grelhado hiper-saboroso servido por um restaurante local.

Com cerca de 340 metros de comprimento e de largura máxima 235 metros, a ilha é toda ela formada por arenito dunar assente sobre xistos. Elevando-se pouco sobre o nível das águas, a Ilha do Pessegueiro é coroada pelas ruínas de um forte inacabado do século XVII que foi muito danificado pelo grande terramoto de 1755.

Considerada Património Nacional desde 1990, a Ilha do Pessegueiro é um dos ex-libris da Costa Sudoeste Portuguesa e conserva numerosos vestígios arqueológicos que nos dão a perceber as dificuldades da navegação ao longo da costa Sul da Lusitânia, entre os séculos IV a.C. e o V d.C.

A ocupação desta costa parece remontar a navegadores cartagineses, em época anterior à segunda guerra púnica (218-202 a.C.).  Num litoral com poucos abrigos, a sua localização a meia distância entre o Cabo de São Vicente e o Estuário do Sado, contribuíram para que se tornasse na Idade do Ferro e mais tarde na época Romana, um valioso porto de apoio à navegação costeira, para quem se defendia de piratas e corsários, bem como um importante entreposto comercial. Assim, são as estruturas romanas que mais abundam por toda a ilha. Com efeito, à época da ocupação romana da Península Ibérica, a ilha abrigou um centro produtor de preparados de peixe (sobretudo sardinha), conforme atestam os recentemente descobertos tanques de salga. Da ilha seguiu (do século I ao XV) peixe das salgas para todo o Alentejo.

O nome “Pessegueiro” parece, segundo os historiadores, estar relacionado com os termos latinos “piscatorius” ou “piscarium”, termos estes associados à actividade da ilha durante a época Romana.

Durante a Dinastia Filipina e, com o objectivo de proteger os pescadores e as gentes locais das incursões dos piratas e corsários argelinos e holandeses, de forma a que não utilizassem o ancoradouro natural como ponto de apoio, foi projectada a sua ampliação através de um enrocamento artificial de pedras que ligaria a Ilha do Pessegueiro à linha da costa.

No âmbito desse projecto, foi iniciado a partir de 1590 a edificação do Forte de Santo Alberto, com a função de cruzar fogos com a fortaleza gémea existente em frente, no continente, o Forte de Nossa Senhora da Queimada.

A Ilha do Pessegueiro é mítica e singela e dá o maior ‘ar de graça’ a Porto Côvo, um bonito porto de abrigo para umas férias calmas e tranquilas.

Deixem-se embalar agora pelo Poema:

Roendo uma laranja na falésia
Olhando o mundo azul à minha frente
Ouvindo um rouxinol nas redondezas,
No calmo improviso do poente

Em baixo fogos trémulos nas tendas
Ao largo as águas brilham como prata
E a brisa vai contando velhas lendas
De portos e baías de piratas

Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Côvo

A lua já desceu sobre esta paz
E reina sobre todo este luzeiro
Á volta toda a vida se compraz
Enquanto um sargo assa no brazeiro

Ao longe a cidadela de um navio
Acende-se no mar como um desejo
Por trás de mim o bafo do estivo
Devolve-me à lembrança o Alentejo

Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Côvo

Roendo uma laranja na falésia
Olhando à minha frente o azul escuro
Podia ser um peixe na maré
Nadando sem passado nem futuro

Cabo Girão…sob os pés uma paisagem de cortar a respiração

Em funcionamernto desde Outubro de 2012, o miradouro do Cabo Girão (Ilha da Madeira) é uma plataforma com chão em vidro que permite admirar a 2ª  falésia mais alta do mundo, com 580 metros de altura. No miradouro, encontramos a Capela de Nossa Senhora de Fátima, que foi construída em 1931 e que é um dos principais locais de peregrinação da ilha.

No sopé da falésia, vê-se uma pequena área de terras cultivadas, designadas por Fajãs do Cabo Girão, as quais, antigamente, só eram acessíveis por barco mas em que, desde Agosto de 2003, os agricultores têm um elevador de acesso para melhor chegarem até lá. É ainda um local privilegiado para a prática do parapente e de base-jumping. 

O Cabo Girão foi classificado, em Setembro de 2014, pela revista Condé Nast Traveler, como o quinto penhasco mais incrível do mundo.

Temos sob os pés, uma das muitas maravilhas de Portugal. Um skywalk de ‘cortar a respiração’.

A carrinha, as aldeias, as crianças…

03-02-2019 22:59

Num vislumbre da memória, recordei hoje uma das melhores experiências da minha infância: a carrinha da biblioteca itinerante da Fundação Gulbenkian. Recordo a expetativa das chegadas, a magia de olhar para as minúsculas prateleiras e a alegria de ler depressa e de trocar de livros. Hoje, passados tantos anos, sou capaz de valorizar o enormíssimo papel cultural que essa iniciativa teve em Portugal. Na altura, achava imensa piada mas claro que não tinha noção de como Portugal precisava tanto de leitura, de como as pessoas precisavam tanto de ler. As bibliotecas itinerantes foram um dos projetos mais carismáticos e valiosos da Fundação, na medida em que pretenderam promover a leitura pública e a cultura em Portugal. 

Corria o ano de 1958, quando 15 bibliotecas itinerantes iniciaram o seu circuito pelo país, num momento em que a taxa de analfabetismo era alta e o Estado Novo reprimia o que era escutado e lido. Desta forma, independentemente da idade ou profissão, crianças, jovens e adultos podiam aceder a livros, de acordo com os seus gostos pessoais. E foram muitas as pessoas que com elas começaram a ler.

Mas, recentemente a Fundação Calouste Gulbenkian voltou à estrada, em nome do Fundo de Apoio às Populações e à Revitalização das Áreas Afetadas pelos Incêndios, entregando ao Município da Sertã uma carrinha totalmente adaptada aos serviços de biblioteca, que começou a percorrer o concelho já no início de janeiro. A carrinha, devidamente caracterizada, começou a percorrer os cerca de 240 lugares do concelho no início de 2019, levando à população mais isolada do concelho (ou com maiores constrangimentos ao nível da mobilidade) livros e revistas, numa ação de disseminação da cultura muito semelhante da que fizeram as Bibliotecas Itinerantes da Fundação Gulbenkian. Além de biblioteca, a viatura acolhe outras valências, como um serviço de apoio à saúde, um posto móvel do Balcão Único do Município, acesso à internet, fotocópias e serviços disponíveis numa caixa multibanco.

As bibliotecas itinerantes marcaram uma autêntica revolução cultural. Extintas em 2002, devido à criação das bibliotecas públicas, deixaram eterna saudade e, sem dúvida, que por esse país fora, são ainda muitas as pessoas sem acesso à leitura e que esboçariam um sorriso se um dia elas regressassem… à sua aldeia.

90 km em modo zen…

17-01-2019 17:38

Foi noticiado recentemente, que renasceu um novo percurso para caminhantes em Portugal. São 90 km em modo zen, serpenteados por altos e baixos, em comunhão com a mãe natureza. Trata-se do percurso pedestre GR28, designado por “Monte e Vales”, que o Município de Arouca vai voltar a lançar na Primavera de 2019. 

Após os incêndios de 2016, a zona foi requalificada, tendo sido remarcado o trajeto da rota, que é circular e que tem início e fim na vila de Arouca, junto ao Museu Municipal. No decurso da rota, encontramos “”aldeias de montanha habitadas e abandonadas, cursos de água, cumeadas com vistas panorâmicas, vias romanas e antigas minas de volfrâmio, assim como ligações a outros trilhos de pequena rota.”

São 90 km de contemplação, de tranquilidade, de inspiração.

O que nos define…

13-12-2018 22:04

São 12, as palavras que definem o povo português. De acordo com o site ncultura, o nosso povo, o nosso país, nunca se conformou com os seus limites fronteiriços. Com a sua longa costa, o mar Atlântico sempre levou o povo português para mais longe, “semeando” a sua cultura pelos quatro cantos do mundo. Portugal marcou a sua individualidade no mundo, apesar de séculos de batalhas, guerras, revoluções e terramotos.

Não será então difícil caracterizar Portugal e o povo português com as 12 palavras que tão bem nos identificam:

Universal (presença em todos os continentes), Resistência (país guerreiro que nunca negou a sua bravura), Individualidade (carisma e alma próprios), Tempo (a sua forma sedutora de nos levar a viver o presente e as belezas de Portugal), Mar ( a sua longa costa é um porto natural), Descobertas (pioneiro nos descobrimentos, deu “novos mundos ao mundo”), Ouro (Portugal mostra o seu tom dourado nas dunas, na filigrana, na talha dourada), Azul (a cor do mar, do céu azul, dos azulejos, das lagoas), Fado (canto único, um dos marcos da nossa identidade), Hospitalidade (portugueses são calorosos, excelentes anfitriões), Pedra (a calçada, o imenso património cultural) e Saudade (paixão por momentos idos, valorização das conquistas, o reacender do brilho nos olhos).

Portugal, país pequenino mas tão GRANDE.

EN2…738km de recônditos lugares

07-12-2018 13:33

A editora norte-americana Frommer’s, especialista em viagens, elegeu recentemente a EN2 como um dos 19 locais a visitar no mundo em 2019. Conhecida como a “Route 66 portuguesa”, a Estrada Nacional 2, que começa em Chaves e termina em Faro, é uma rota turística nacional e internacional, classificada pela Frommer’s como a “estrada-mãe” de Portugal ou a “coluna vertebral de Portugal”, pelas palavras da secretária de Estado do Turismo. 

Atravessa 32 municípios,  ligando paisagens tão diferentes como as vinhas do Douro, as planícies do Alentejo ou as praias do sul de Portugal. Uma viagem por esta estrada é uma viagem pelo país e tem um passaporte próprio, lançado pela Associação de Municípios da Rota da Estrada Naional 2 (Passaporte EN2-custo de 1€). 

Com este passaporte, os turistas podem receber carimbos referentes aos locais por onde vão passando ao longo da rota, aproveitando todo o potencial paisagístico e patrimonial que o percurso tem para oferecer.

Esta estrada é considerada a mais longa da Europa e a terceira mais extensa do mundo (a seguir à Route 66 dos Estados Unidos e à Rota 40 da Argentina).

Sigamos por ela. Pela “estrada-mãe” de Portugal.

As mais belas anfitriãs da leitura…

13-10-2018 21:57

São portuguesas, as duas das mais belas bibliotecas do mundo. Uma de Coimbra e outra de Mafra. A Biblioteca Joanina, situada na Universidade de Coimbra e a Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, fazem as delícias de quem aprecia Cultura, de quem aprecia arte e de quem aprecia “viajar” através do tempo e dos livros. A Biblioteca Joanina, que reúne cerca de 70 mil volumes, é uma biblioteca do século XVIII situada no Palácio das Escolas da Universidade de Coimbra, no pátio da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Apresenta um estilo marcadamente barroco, sendo reconhecida com uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias. A sua construção começou no ano de 1717, por ordem de D. João V, e foi concluída em 1728.

O Palácio Nacional de Mafra possui uma das mais importantes bibliotecas portuguesas. Com chão em mármore, estantes em estilo rococó e uma coleção de mais de 36 000 livros com encadernações em couro gravadas a ouro, incluindo uma segunda edição de Os Lusíadas de Luís de Camões. É uma construção do século XVIII, de D. João V e abrange áreas de estudo diversas. A biblioteca de Mafra é também conhecida por acolher morcegos, que ajudam a preservar as obras.

Autênticos templos do Saber que o passado nos deixou. Uma riqueza imensa.

Camilo, Exupéry e…a mais bela do mundo

04-10-2018 17:38

Não será a literatura, um amor de perdição? Não serão os livros, um amor inspirador? Não serão as livrarias, um templo de sabedoria? Brilhante foi então a iniciativa da mais bela do mundo. Falo, pois claro, da Livraria Lello.

Não fosse eu fã de livros e dos clássicos “Amor de Perdição” de Camilo Castelo Branco e d’ “O Principezinho” de.Antoine de Saint-Exupéry, não poderia deixar de destacar as duas grandes exposições dedicadas a estes dois clássicos, possíveis de visitar na mais bela livraria do mundo até dia 15 de novembro/18.

Nas exposições é possível encontrar  uma grade alusiva às grades da Cadeia da Relação, com um coração em néon, representativo do amor intenso e proibido, vivido entre  Simão e Teresa, bem como a  primeira edição do livro de Camilo Castelo Branco, assinado pelo autor, e que pertence ao espólio de livros raros e antigos da Livraria Lello.

Depois, no primeiro piso da Livraria, encontramos em exposição, as duas primeiras edições de “O Principezinho”, em inglês e em francês, assinadas pelo autor francês Antoine de Saint-Exupéry. 

Magnífico! Parabéns!

Praia da Marinha…estive numa das mais belas do mundo

18-08-2018 15:50

Ontem de manhã, avançámos para a Praia da Marinha, próximo de Lagoa, no Algarve. Esfusiante. Lindíssima. Mais uma pérola portuguesa. É conhecida como uma das mais belas do mundo e sem dúvida que a primeira impressão com que fiquei mal a avistei foi: que imensidão de mar, de azul, de natureza, de divino.

O acesso à praia é feito por uma escadaria bem estruturada e verdejante, que felizmente nos resguarda do calor, quer nas descidas, quer nas subidas. Chegados/as lá em baixo, logo fizemos um passeio até à zona das rochas, grutas e dos bem conhecidos arcos nas arribas. As lapas eram enormes e saborosas – habituei-me a apanhá-las e a comê-las cruas com o meu avô materno.

Finda mais uma bela manhã de praia, parámos no Restaurante O Ciclo, em Lagoa, por sugestão de uns amigos e as opções foram: raia frita, lulas grelhadas com batata doce, feijoada de buzinas e açorda de lingueirão. Algumas delícias que fazem parte da gastronomia algarvia. Quanto às sobremeses, saiu uma algarviada e uns profiteroles.

Deslumbremo-nos com Portugal. Com as suas paisagens, com os seus aromas e sabores. Terapêutico. Divinal.

Praia de São Rafael…outro dos paraísos algarvios

16-08-2018 15:30

Não tenho dúvidas. Para quem ama a praia e o mar, o Algarve é isto. Azul, azul, azul e mais azul. Águas límpidas e calmas e o céu…sempre azul. A manhã de praia começou hoje às 9h20. Aqui, consegue-se vir para a praia a essa hora, sem qualquer arrepio de frio. É por isso que AMO o Algarve. Podemos planear antecipadamente a ida à praia, sem a incerteza de chegarmos à janela e termos de verificar o tempo. O chinelo, o top e os calções têm de estar sempre a jeito de vestir. 

A escolha de hoje foi a Praia de São Rafael que, como puderam ver pelas fotos, é lindíssima. Os rochedos na água e as grutas fazem dela uma das minhas preferidas. 

Esta foi mais uma manhã de verdadeiro brinde ao verão.

Uma noite medieval em…Silves

15-08-2018 21:25

Sou fã das noites medievais de Silves. É fantástico. De repente, somos transportados/as no tempo. Estamos no dia 20 de julho do ano de 1189. “Do alto na nossa alcáçova observamos, muito ao longe, em local de onde certamente se avista o mar, mais de trinta naus. Parece-nos ser a terceira cruzada, de que tivemos notícia se deslocaria para a Terra Santa. Devem preparar-se para nos atacar. Os Cristãos vão tentar tomar a cidade.”

Por todo o lado, os assadores deixam no ar um aroma delicoso de carne grelhada. Trata-se, este ano, da XV Feira Medieval de Silves.

Somos convidados/as a provar as comedeiras e as bebedeiras. Presente está a Pharmacia, onde podemos tomar a Poção do Amor ou uma Anestesia (espaço da Ginjinha de Óbidos). A moeda das noites é o xilb. A décima quinta edição da FEIRA MEDIEVAL DE SILVES realiza-se entre os dias 10 e 19 de agosto de 2018, no centro histórico desta cidade algarvia. São 10 dias de recriação histórica do período medieval da antiga capital do Reino do Algarve.

Elementos como a dança, a música e a poesia são fundamentais neste cenário, mostrando a vitalidade e a diversidade das artes no quotidiano árabe medieval e dando a conhecer uma cidade vibrante no que à cultura e às artes diz respeito.

Entre as 18h00 e a 01h00 os visitantes terão oportunidade de viver aventuras únicas, experiências memoráveis que os farão regressar a outras épocas, aos tempos áureos em que Silves era a capital do Al-Gharb.

Dois torneios a cavalo por dia, animação exclusiva no Castelo de Silves, manjares medievais, dança e animação, levarão os visitantes numa verdadeira viagem no tempo, onde será possível ter uma visão do que a cidade terá sido outrora e da sua importância incontornável na história da região. A azáfama nas ruas do centro histórico será constante, respirando-se uma atmosfera com características particulares, num ambiente e cenário únicos, constituídos pelo traçado peculiar do tecido urbano e pela imponência dos seus monumentos.

O jantar fez-se por lá: um crepe salgado com legumes e um waffle com frutos silvestres e mel. Delicioso.

Conheçam. É mágico.

Sente a Vida em…Armona

12-08-2018 22:39

Em mais um ano, mas apenas pela segunda vez, partimos de Olhão, no ferry das 9h30. E logo de manhã, sentia-se já bem o calor e nem uma brisa se fazia sentir. Lá fomos a caminho da lindíssima e paradisíaca Ilha de Armona, situada no Parque Natural da Ria Formosa, no concelho de Olhão, no Algarve. A ligação à cidade de Olhão é feita diariamente por um ferry, de hora a hora, no verão, e com um horário um pouco mais reduzido no inverno.

A ilha é constituída por praias voltadas para a Ria Formosa e voltadas para o mar. Dispõe de um parque de campismo e de cabanas de aluguer, sendo também possível alugar casas particulares. Existem ainda restaurantes perto do molhe, alguns deles com tradição familiar já passados de geração para geração. Na ilha não circulam carros só apenas veículos motorizados de emergência e da limpeza.

Os adeptos dos desportos náuticos também encontram na ilha de Armona um bom local para os praticarem. Canoagem, vela e mergulho são apenas alguns exemplos. A pesca recreativa é também bastante popular.

Para além da parte habitada da ilha, existe uma secção de cariz mais selvagem, onde é possível encontrar, por exemplo, canaleõese outros exemplares da fauna local.

Mal chegados, avançámos por entre as casinhas pitorescas e os seus encantadores jardins e no final de 1km e 800mt, chegámos à praia. Pois é, um pouco longe mas vale a pena e de que maneira. Quase a chegar, passámos pelo Camaleão Beach Bar, onde mais tarde almoçámos: uma bela tosta mista e um hotdog, acompanhados por duas tigelinhas de batata frita. Aí, nos deixámos ficar e refrescámos na hora do calor. Abençoadas choupanas.

Regressámos a Olhão, no ferry das 17h, onde nos deliciámos com uns belos gelados italianos. Na parede, o quadro referia “Tudo o que  precisas não é amor…é apenas um gelato!”. Diria diferente: “Tudo o que precisas não é apenas amor…é também Armona!”

Fica a dica! Inesquecível!Fascinante! Viciante!

Pelos caminhos da Lousã…

08-08-2018 17:59

Finalmente conheci a Lousã e algumas das suas admiráveis 27 Aldeias do Xisto. Foram dois dias fantásticos. De repente, entramos no mundo mágico da quietude, da natureza em estado puro, que nos enche o peito de paz e de tranquilidade de espírito. A primeira Aldeia visitada foi a de Casal Novo e a segunda foi a de Talasnal.

Fiquei prontamente deslumbrada e apaixonada. Aquelas Aldeias, de casinhas com alpendre, todas de pedra e de madeira, com vistas de cortar a respiração, ficam longe da civilização, mas perto do essencial: dão-nos paz. E as hortenses, frondosas e coloridas? E a água a correr da serra? Pois bem, estas casinhas estão disponíveis para aluguer e simplesmente farão dos dias ali passados, momentos inesquecíveis e revigorantes.

Ficava ali. E os cafés pitorescos? Se é bom tomar café, imaginem só fazê-lo numa esplanada com a natureza a perder de vista, e acompanhado por uma divinal fatia de bolo de chocolate e mel?! Ainda lhe sinto o sabor. Uma dica: se visitarem a Aldeia do Talasnal, procurem pelo Curral e não se admirem se tiverem de se curvar a entrar. É mesmo assim. E… depois de entrarem, recuarão no tempo e darão com uma esplanada única e inesquecível.

Mas, a pausa de fim-de-semana, incluiu ainda uma ida a três das praias fluviais da zona da Lousã, o que nos permitiu refrescar ainda mais junto aos rios. Permitiu ainda a visita ao Castelo da Lousã, também conhecido como Castelo de Arouce, o qual pertence a uma das primeiras linhas defensivas criadas para controlar os acessos meridionais a Coimbra, na segunda metade do século XI. E, porque em Portugal, temos de provar os pratos típicos de cada Região…provei pela primeira vez Arroz de Bucho. Divinal.

Isto foi. Isto é Lousã. Fica o convite. Visitem. Imperdível!

Era uma vez…no Moledo

Era uma vez no Moledo. Uma história de amor genuino que não deu tréguas aos opositores e que por ali viveu alguns dos seus momentos. Falamos do amor entre D. Pedro I e D. Inês de Castro. Após a morte de sua mulher D. Constança, que morre ao dar à luz o seu terceiro filho, futuro rei D. Fernando, D. Pedro viu-se livre para viver o seu grande amor e mandou que D. Inês ficasse instalada em terras da Lourinhã. Foi então numa Quinta em Moledo (concelho da Lourinhã) que viveram momentos felizes e que aí tiveram três filhos (D. Afonso, D. João e D. Dinis). No entanto, esse amor não era bem recebido pelo povo, e quando a localidade ficou afetada pela peste, a situação agudizou-se pois culpavam D. Inês por um presumível feitiço. Passados alguns anos, mudam-se os dois amantes para Coimbra, para a Quinta das Lágrimas, onde D. Inês acabaria por ser morta, a mando de D. Afonso IV, pai de D. Pedro I.

Em memória desse amor entre D. Pedro I e D. Inês, a localidade de Moledo, no concelho da Lourinhã, apresenta diversas estátuas alusivas aos amores de Pedro e Inês, existindo até mesmo a Rota das Esculturas. As esculturas são fruto de uma parceria entre o município e a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa: “Paço”; “Presença Ausente”; “Juízo Final”; “A morte de Inês”; “A Saudade”; “P.I.“ (alusão ao infinito); “A Árvore” e “D.Pedro e D. Inês”, são os nomes das esculturas que lá poderão encontrar.

Recomendo.

Um passeio de 541 a 66 milhões de anos…

10-02-2018 18:39

Inaugurado ontem, o DinoParque, na Lourinhã, é verdadeiramente uma experiência fantástica. Uma verdadeira máquina do tempo que nos merece respeito. São quatro percursos, do Paleozoico ao Cretácico, onde os olhos têm de prescrutar muito bem o cenário para que os seres mais pequenos não passem despercebidos. Já os grandes…avistamo-los por entre as árvores gigantes e sentimos por vezes um “friozinho” ao pensar na imponência daqueles seres e na nossa pequenez. 

Bastante esclarecedor, o Parque explica as características de cada dinossauro. São 120 no total, todos de tamanho real. O Parque dispõe à entrada de um museu com um importante espólio de paleontologia, descoberto na sua maioria na Lourinhã. Também à entrada, é possível acompanhar através dos vidros, as atividades dos paleontólogos que aí decorrem no laboratório. Depois, a loja de souvenirs tem muito a oferecer, com a ressalva importante quantos aos produtos regionais aí presentes: as Areias Brancas, os Bombons de Chocolate e de Aguardente da Lourinhã, os Pastéis de Aguardente da Lourinhã, entre outros.

Depois, as crianças têm muito onde se entreter com escavações para descobrirem fósseis e outras atividades didáticas, para além dos parques infantis. Saibam mais aqui.

O Parque dispõe de várias zonas para se fazer uma pausa, com mesas de madeira e um restaurante de self-service.

Enfim, marquem na vossa agenda. Lourinhã, agora mais perto do mundo. PARABÉNS!

Pia do Urso…um Ecoparque Sensorial

Fica muito próximo de Batalha e de Fátima. Pia do Urso é um Ecoparque sensorial que contém uma aldeia totalmente recuperada. É possível usufruir de diversas estações interativas e lúdicas e o parque criou condições para que seja visitado por invisuais. Pia do Urso é um nome que se encontra associado a uma lenda que fala da existência de um urso que em tempos idos costumava beber água ali, numa formação rochosa, designada por pia. Pelo facto, existe no parque uma figura de urso junto a uma pia. 

Destacamos ainda Olissipo e Collipo, duas vias romanas que existiam naquela zona, bem como o facto de as tropas de D. Nuno Álvares Pereira, em 1385, bem como 500 anos mais tarde, as tropas das invasões francesas, terem por ali passado.

Pia do Urso é uma aldeia tipicamente serrana e um paraiso ancestral. Para uma passagem ou para uns dias passados numa das casas rurais, é garantido que quereremos lá voltar. vejam tudo aqui.

Era preciso agradecer às flores…

Fica na Graça, no antigo Miradouro da Graça, junto do antigo adro da Igreja do Convento da Graça de Lisboa. Lá em cima, ficamos mais perto da poesia e do encantamento.  Denominado agora por Miradouro de Sophia de Mello Breyner Andresen, tem uma esplanada onde se pode desfrutar de uma das mais belas vistas da cidade. 

O bairro popular da Graça desenvolveu-se no fim do século XIX e por detrás do miradouro fica o mosteiro agostiniano, fundado em 1271 e reconstruído depois do terramoto.

“Era preciso agradecer às flores, terem guardado em si (…) aquela promessa antiga de uma manhã futura.” Sophia de Mello Breyner Andresen

Onde o galo canta sempre três vezes…

E de repente regressamos ao passado. A um passado gustoso, onde a tradição tem sempre um valor especial. Estamos no século XXI mas sempre ansiosos por revivermos tempos idos. Na verdade, nunca se valorizou tanto a tradição como nas últimas décadas. Quem não gosta de acordar numa aldeia e reviver modos de vida antigos? Pois assim é, na Aldeia da Mata Pequena, em Igreja Nova – Mafra. Acordamos com os sons da natureza, o padeiro deixa-nos o pão dentro do saco que deixámos pendurado na porta, os pequenos-almoços são caseiros e toda a envolvente nos faz esquecer que o nosso tempo não é aquele.

“Entre os montes e vales da região saloia, a Aldeia da Mata Pequena é um pequeno povoado rural com uma dúzia de habitações, onde ainda se vive em comunhão com a natureza e se respira pacatez e autenticidade. Simples, rústicas, pequenas e muito acolhedoras, as casas rigorosamente recuperadas, das quais pouco mais restava do que paredes e ruínas, são fruto do muito trabalho de pesquisa, e sobretudo, da persistência de Ana e Diogo Batalha que lhes dedicaram um carinho só imaginável a gente apaixonada pelo que faz. É um lugar repleto de ternuras e pedaços de um passado que nos é comum, peças de mobiliário e utensílios que fizeram a infância de todos nós e que hoje nos avivam memórias.” Assim o dizem Ana e Diogo e nós não duvidamos.

Fica a dica para o fim-de-semana inesquecível. Saibam como aqui, na…Aldeia da Mata Pequena.

Uma vénia a Portugal…o melhor do mundo

18-12-2017 13:49

E aqui temos. No passado dia 10 de Dezembro/17, o nosso Portugal foi o primeiro país da Europa a receber a distinção de “Melhor Destino Turístico do Mundo”na final dos World Travel Awards 2017, que decorreu em Phu Quoc, no Vietname, Para trás ficaram países como o Brasil, a Grécia, as Maldivas, os EUA, Marrocos, Vietname ou Espanha.

Mas não foi só. Lisboa recebeu o título de ”Melhor Destino para City Break do Mundo”, a Parques de Sintra foi, pela quinta vez consecutiva, a “Melhor Empresa do Mundo em Conservação”, a Madeira, o “Melhor Destino Insular do Mundo”, pela terceira vez consecutiva, o Pine Cliffs Resort, o Melhor Resort de Luxo do Mundo”, o Turismo de Portugal foi nomeado como o “Melhor Organismo Oficial de Turismo do Mundo” e o site visitportugal.com como o  “Melhor Site Oficial de Turismo”.

Agora, na semana passada, também Braga, a belíssima cidade do Bom Jesus de Braga,  foi eleita pela Momondo, como a melhor cidade para escapadinhas em 2018, à frente de Valência, Toulose, Hamburgo, Turim e Salzburgo.

Orgulho? Claro, e muito!

A terra que vos pinto…

12-11-2018 23:07

“A terra que vos pinto, meus amigos, é terra de cantares, cidade medieval, bairros antigos sobre um rio e pomares.” Assim, um dia, se referiu a Coimbra, o poeta Silva Gaio. Também Camões, Antero, Eça, Régio, Nobre e Torga, sentiam por Coimbra, uma profunda admiração. A mística desta cidade será eterna. Também eu, sempre que lá vou, fico rendida. Assim foi ontem. Em dia de São Martinho, rumámos a Coimbra. Foi o aniversário da matriarca da família e depois de não termos já conseguido reservar mesa no Napolitano, tentámos a sorte no Solar do Bacalhau e de todo, não nos arrependemos. Que espaço. Depois da chuva, que acolhimento. À nossa entrada, fomos logo acompanhados até à nossa mesa e depois apreciámos a soberba decoração vintage, o pátio interior, a escadaria até a outra sala no piso superior, o enorme candeeiro de cristal, a exposição de bacalhau à entrada e a equipa, sempre presente, atenciosa e de sorriso aberto. Ficámos encantados. Esquecemos a chuva e a tarde obscurecida e ali ficámos a saborear umas entradas de  pataniscas de bacalhau, absolutamente divinais. Depois, o difícil foi escolher entre o bacalhau no forno, o bacalhau no pão ou o bacalhau à Solar. Lá optámos pelo bacalhau no forno. Nem vos digo…

À saida, apercebemo-nos também da ligação do Solar à Herdade da Malhadinha Nova no Alentejo, sendo que existe um pequena exposição de vinhos daquela Herdade, nomeadamente do Malhadinha.

Coimbra tomou-me pela alma e coração. Pronto, nada a fazer. Quem passa por Coimbra, quem a percorre pela Baixa e pela Alta, não mais a esquecerá. Coimbra é fado, é vida académica, é cultura, é arte, é história. Coimbra é romance, Coimbra é um espírito, é sonho, é tradição.

“Em cada estrela, plantávamos uma tenda, onde dormíamos e sonhávamos um instante, para logo a erguer, galopar para outra clara estrela, porque éramos, por natureza, ciganos do ideal.” Eça de Queiroz

Um dia no Buddha Eden…

08-08-2018 17:32

Estava um dia quente e há vários anos que não visitava o Bacalhoa Buddha Eden, o maior jardim oriental da Europa, situado na Quinta dos Loridos. Fiquei surpreendida pois criaram uma zona/jardim enorme, paralelamente ao que já existia. A zona nova tem imensos bambus, que nos dão sombra e refrescam, à medida que passeamos por um caminho empedrado que, aqui e ali, esconde uma escultura. Mais à frente, um enorme terraço/plataforma remete-nos para uma vista geral do Buddha Eden. Agradáveis são também os vários lagos, com imensas flores de lótus e o lago principal, que contém um lindo coreto no seu centro, ligado à margem através de uma ponte. Na zona nova, entramos a certa alturacomo que num jardim zoológico, porém com animais metálicos.

O comboio turístico, vai percorrendo o parque, fazendo três paragens em locais estratégicos, onde podemos tirar fotos e existe uma esplanada onde a cerveja não é a convidada de honra mas sim o vinho, servido a copo ou vendido à garrafa. À saída do parque, somos convidados a visitar a garrafeira, de onde acabámos por trazer 3 garrafas de vinho branco.

Com cerca de 35 hectares, o jardim foi criado em protesto contra a destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, naquele que foi um dos maiores actos de barbárie cultural.

Entre budas, pagodes, estátuas de terracota e várias esculturas cuidadosamente colocadas entre a vegetação, estima-se que foram usadas mais de 6 mil toneladas de mármore e granito para edificar esta obra monumental. A escadaria central é o ponto focal do jardim, onde os Buddha dourados dão calmamente as boas-vindas aos visitantes.

No lago central é possível observar os peixes KOI, e dragões esculpidos que se erguem da água. Terá ainda a oportunidade de observar os cerca de 600 soldados de terracota pintados à mão, cada um deles único, encontrando-se alguns enterrados, tal como há 2.200 anos.

O jardim de Escultura Moderna e Contemporânea proporciona um espaço tranquilo na natureza para apreciar arte moderna. Peças selecionadas da Coleção Berardo, como por exemplo de Joana Vasconcelos, Alexander Calder, Fernando Botero, Tony Cragg, Lynn Chadwick, Allen Jones e muitos outros, encontram-se dispostas no jardim rodeadas de plantas diversas. Esta galeria em espaço aberto possui obras que são regularmente substituídas, proporcionando ao visitante experiências novas e interessantes, em cada visita.

O jardim de arte de Esculturas Africanas é dedicado ao povo Shona do Zimbabué, que há mais de mil anos esculpe pedra à mão transformando-a em obras de arte. O povo Shona acredita em espíritos ancestrais conhecidos como “Vadzimu”. As suas esculturas demonstram a união entre estes dois mundos, o físico e o espiritual. Estes incríveis escultores de pedra mantêm a crença de que cada pedra tem um espírito vivo, que influencia aquilo em que ela se virá a tornar. O trabalho do artista é “libertar o espírito da pedra”. Existem mais de 200 esculturas dispostas sob a sombra de 1000 palmeiras

Está-se bem pelo Oeste. Visitem!

Faróis portugueses, uma luz na história marítima…

21-10-2017 11:11

Portugal conta com 30 faróis no Continente, 16 nos Açores e 7 na Madeira, constituindo um património inestimável iniciado por volta do sec. XVI. Portugal tem uma notável história marítima. Velejadores Portugueses, lançaram e lideraram a Idade das Descobertas Europeias, e navios Portugueses, têm vindo a encontrar o seu caminho de regresso a casa a partir dos longínquos cantos do mundo desde há cerca de 600 anos. Não surpreende que os faróis tenham desempenhado um papel importante na cultura portuguesa, e que sejam hoje monumentos nacionais muito acarinhados.

Durante o dia, cada farol é facilmente identificável pela sua cor, forma ou dimensão. A partir do crepúsculo, o reconhecimento é feito pelo tempo de luz que um farol está aceso, o tempo que está apagado e a frequência com que repete o mesmo ciclo e que é diferente de farol para farol. Numa época em que praticamente todas as embarcações estão dotadas de radares, sistemas de GPS e afins, a missão dos faróis não está em risco pois “O farol nunca se apaga. Se tudo o resto falhar nós estamos aqui.” (Palavras de Medeiros Migueis, faroleiro do Cabo da Roca). 

A origem dos faróis remonta ao uso de fogueiras mantidas em pontos conspícuos ou em torres pelas comunidades piscatórias para referência dos navegantes e, mais tarde, pelas irmandades religiosas, as quais remontam ao início do século XVI. A mais antiga referência histórica a faróis portugueses data de cerca de 1515 e fala de um farol instalado no convento do Cabo de São Vicente, antecessor do que lá existe actualmente. A primeira estrutura classificável como farol, terá sido mandado erigir em 1528 na foz do Rio Douro pelo Bispo D. Miguel da Silva, em S. Miguel o Anjo. Existem também referências a um farol mandado erguer pelo Bispo do Algarve, D. Fernando Coutinho, no convento de S. Vicente, entre 1515 e 1520, e que em 1537, os frades da Irmandade de Nossa Senhora da Guia de Cascais terão construído uma torre para servir de farol.

Até ao reinado de D.José I a sinalização marítima era quase inexistente e a que havia estava a cargo de particulares, que acendiam fogos nos pontos mais altos ou visíveis servindo de aviso e orientação, ou então, com intuito de assaltarem os mais incautos, faziam-nos esmagar contra as falésias ou baixíos. Contudo, só em 1 de Fevereiro de 1758 por alvará do Marquês de Pombal, passou o serviço de farolagem a ser uma organização oficial, cometida à Junta do Comércio, na sequência do qual foi ordenada a construção de faróis, dos quais o primeiro foi o de Nossa Senhora da Luz em 1761 .

«Eu El-Rei faço saber aos que este alvará com força de Lei virem que o grande perigo que correm os navios que buscam a barra de Lisboa e de Setúbal, portos do Algarve e barras da cidade do Porto e vila de Viana (…) servir os navegantes de marca e guia para se desviarem oportunamente de fazerem naufrágio da mesma forma que se pratica útil e necessáriamente nos outros lugares marítimos da Europa».

O primeiro farol na costa portuguesa a entrar em funcionamento foi o farol de Nossa Senhora da Luz, a norte da barra do Douro, no Monte da Luz e construído em 1761. Foi desactivado em 1945.

Mas, os nossos faróis, sendo um património histórico e cultural, para além das vistas panorâmicas que oferecem, estão de portas abertas a quem os quiser visitar.

«Passando o Promontório Bárbaro (cabo Espichel) para o litoral Tejo, vemos, ao poente, avançando para o oceano, o Promontório da Lua (cabo da Roca)onde começava o domínio dos antigos Túrdulos (…) Mais para dentro, a pequena distância, no extremo da abertura do estuário de Lisboa, assenta sobre cachopos uma ermida, dedicada a Nossa Senhora, chamada da Guia.à noite, acendem aliu ns fachos para indicarem o trajecto aos mareantes, não seja caso que estes, por não lobrigarem a passagem, arremessem, contra vontade, as naus para os baixios e rochedos»

Damião de Gois, “Lisboa Quinhentista” (1554)

De 1870 a 2017, um glamour que permanece

Recordo-me de passar por aquele edifício abandonado, em frente ao lindo jardim das Caldas-da-Rainha (Parque D. Carlos I), e de, apesar do estado de abandono que durante décadas o afetava, admirar a lindíssima fachada e de considerar que, sem sombra de dúvida, deveria ser reconstruido. Felizmente que o foi, em 2011, tendo sido renomeado como Sana Silver Coast

O antigo Grand’ Hotel Lisbonense era frequentado pelo rei D. Carlos I e pela família real, bem como pela elite da época – artistas, escritores e membros da aristocracia, sempre que se deslocavam às Termas das Caldas-da-Rainha. Desta forma, o Grand’ Hotel Lisbonense foi o local privilegiado para os mais importantes eventos culturais da época: bailes, saraus e peças de teatro. O Hotel é, desde a sua origem, um ícone político, social e histórico da cidade. Possui 80 quartos e oito suítes, restaurante, café e bar Lisbonense (por respeito ao património histórico), esplanada e três salas de reuniões com capacidade até 110 pessoas.

Um passado homenageado. Um glamour que foi rebuscado e que junta o passado, presente e futuro.

07 de Outubro, Dia Nacional dos Castelos…

Celebra-se hoje, dia 07 de Outubro/15, e desde 1984, o Dia Nacional dos Castelos. Sete Castelos tem a bandeira portuguesa, em honra das sete batalhas vencidas por Portugal sobre os mouros. Os nossos Castelos são a memória viva de um povo conquistador. E são sete também os Castelos mais bonitos de Portugal. Conheça então os magníficos sete:

O Castelo de Guimarães (na foto acima): castelo medieval associado ao berço da nação e umas das 7 maravilhas de Portugal.

O Castelo de Óbidos: outra das 7 maravilhas de Portugal, situado no distrito de Leiria e envolvido pela vila. Pensa-se que o local tenha sido habitado pelos romanos e pelos árabes, que foram construindo fortificações contra inimigos.

O Castelo de Almourol: no concelho de Vila Nova da Barquinha, distrito de Santarém,situa-se numa pequena ilha na linha do Tejo e está associado à Ordem dos Templários. É um dos exemplos mais significativos de arquitectura militar do século XI.

O Castelo de Marvão: em pleno Alentejo, no Distrito de Portalegre, de estilo gótico, mandado construir por D. Dinis e que envolve a vila medieval.

O Castelo de S. Jorge: em Lisboa, com uma fantástica visão sobre o Tejo e Lisboa, construído pelos muçulmanos em meados do século XI com a função principal de defesa militar.

O Castelo dos Mouros (Sintra): situado na Serra de Sintra, construído por volta do séc. X, após a conquista muçulmana da Península Ibérica. Usufrui de uma paisagem envolvente que se estende ao Oceano Atlântico.

O Castelo de Monsaraz: em Reguengos de Monsaraz, distrito de Évora, que julga-se ter sido construido por D. Dinis, a partir de um castro pré-histórico, está associado à Ordem dos Cavaleiros Templários e classificado como Monumento Nacional. Possibilita uma vista deslumbrante sobre a Barragem do Alqueva.

    Pae, foste cavalleiro.

Hoje a vigilia é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força!

Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infieis vençam,
A benção como espada,
A espada como benção!


 Fernando Pessoa sobre D. Afonso Henriques

(Obra A Mensagem)


O meu conto começa assim: existe um país num pedacinho do mundo, cujos reis e navegadores, em tempos longínquos, desbravaram terras e mares pois tinham alma de conquistadores. O nome deste país é Portugal. Sempre foi um país especial pois tem dois grandes tesouros: as suas gentes e as suas terras e património. As suas gentes, porque são um povo simpático e hospitaleiro, como também rico em conhecimentos, fazendo maravilhas do que ao longo dos tempos as suas terras lhes foram dando. É um povo trabalhador, lutador, com grande dedicação e engenho, é um povo inteligente que se destaca na investigação, na criatividade, um povo aventureiro que se demarca pela sua perseverança e vontade de ir mais longe, mesmo em tempos por vezes difíceis. As suas terras e património são o segundo tesouro deste país, marca viva da sua riqueza histórica e garantia dos seus produtos mundialmente reconhecidos. Portugal, tem potencialidades únicas e diversas que fazem dele um pequeno GRANDE país.

Portugal é um país de conto de fadas mas…real.  Como diz Joana Vasconcelos: “Portugal é um país geográficamente pequeno mas poéticamente grande.”

%d blogueiros gostam disto: