Doces Mixórdias

Neste espaço, cabem todos os momentos, todo o saber que, em cada experiência, retenho para partilhar convosco. É aqui que encontram citações inspiradoras, relatos de vivências diversas que levam à reflexão, dicas de lifestyle, receitas, registos musicais…enfim, encontram SÓ good vibes!

“A boa madeira não cresce com facilidade, quanto mais forte é o vento, mais fortes são as árvores.” J. Willard Marriott

PIPOCAS, UM PRAZER SAUDÁVEL…

Esta é daquelas boas notícias para mim e para todas as pessoas que adoram comer pipocas. Pois bem, fiquem a saber que podem comer pipocas sem ficar com a consciência pesada, pensando que faz mal e que engorda. Mas, existem cuidados a ter na sua confeção e consumo. O ideal será comer pipoca sem sal e sem açúcar. Eu já costumo fazê-lo sem problema pois isso não prejudica em nada o prazer de comer pipocas. Agora que o Inverno está já a bater à porta, que bom ter uma mantinha, ficar no sofá e degustar uma bela taça de pipocas durante um filme. Se é bom. É mais que bom e delicioso!

A pipoca, se preparada e consumida da forma correta, pode trazer vários benefícios para nossa saúde, pois possui nutrientes importantes para o organismo. O problema está nos acompanhamentos utilizados na sua preparação: evitar a  margarina e a manteiga, pois saturam mais rápido que o óleo. E quanto mais saturada, pior para nossa saúde, pois provocam aumento do mau colesterol e a redução do colesterol bom,  além de aumentar a quantidade de calorias. A pipoca doce faz mais mal que a salgada pois é mais calórica e as pipocas de micro-ondas também devem ser evitadas, pois possuem excesso de conservantes e sódio, além de serem extremamente calóricas.

A quantidade de sal e temperos prontos também deve ser controlada, já que a concentração de sódio, em excesso, aumenta os riscos de hipertensão arterial e pode desencadear outras disfunções como retenção de líquidos e sobrecarga renal.

A pipoca é um cereal integral natural, está associado ao auxílio no controle do peso corporal e na redução do risco de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. Também possui grande quantidade de fibras, por isso, tende a melhorar o funcionamento intestinal, beneficiando também a saciedade. Tem altas doses de polifenóis, antioxidantes que protegem as células do organismo contra os danos causados pelos radicais livres, desacelera o envelhecimento, além de prevenir doenças degenerativas. 

O consumo pode ser de 20 g ou 1 ½ xícara ao dia. Mas acrescentar complementos como queijo, bacon, sal, leite condensado, entre outros, faz mal, especialmente por conta das calorias. O segredo é colocar apenas um fiozinho de óleo na hora de estourar e comê-las com um um pouco de sal ou sem nada. 

Em cada fim de semana de Outono e de Inverno, as pipocas esperam-nos! Que maravilha!

A mãe e o botão On

“Mãe, viste…? Mãe, já te disse que…? Mãe, não te esqueças de… Mãe, posso…? Mãe, anda cá! Mãe, onde está…? Mãe tu sabes…? Mãe, tenho um recado. Mãe, tens de…” Talvez estejam já a sorrir com estas expressões mas todas as mães as ouvem a duplicar, a triplicar, a quadriplicar e isto porque MÃE tem um enorme simbolismo: representa amor, dedicação, amizade, proteção, uma enorme polivalência, capacidade de resolução de problemas, desenvoltura, aconselhamento e quase sempre, quer queiramos, quer não, um abdicar de si própria em prol dos seus rebentos. A propósito do papel de mães, ontem li esta frase de José Luís Peixoto ” Todas as pessoas têm direito a descanso, menos as mães. Para cada tarefa, profissão ou encargo, há direito a uma folga, menos para as mães. Mas, se todas as pessoas têm direito a descanso, será que as mães não são pessoas?”Pois é, talvez porque as mães têm um Botão On que nunca avaria e está sempre ligado…por amor. As mães refilam, as mães desnorteiam-se, as mães barafustam, as mães stressam, as mães chateiam mas…estão sempre lá e por vezes basta um abraço do filhote, uma meiguice da filha e alguma expressão engraçada, para as mães cairem em si e rirem de si próprias. Quantas vezes já ouvi a expressão: “Mãe, tu não podes stressar tanto, respira, pára”. mas paramos apenas 2 segundos pois depois se falha algo, foi porque a mãe estava a “apagar fogos” noutro lado.No fim de tudo, apesar de 7 dias sem descanso, de muitos post-it colados em todo o lado, “derretemo-nos” com colinhos, com afagos, vibramos com as boas notícias da escola, lemos histórias mesmo estoiradas de cansaço, apoiamos nos trabalhos da escola, perguntamos como correu o dia, sofremos com eles algumas coisas menos boas. Somos “unha com carne”, “sangue do mesmo sangue”. Mas, pergunto, seriamos capazes de ser diferentes? Não sei…Seriamos mais felizes? Mais completas? Sentir-nos-iamos mais úteis? Chegariamos ao “fim da linha” com o sentimento de “dever cumprido”?Mãe é muito CONTEÚDO, mãe é para eternidade. E porque merecemos, deixo aqui estas linhas de Eugénio de Andrade, para lembrar que o que é urgente é… 

É urgente o amor 
É urgente um barco no mar

É urgente destruir certas palavras, 

ódio, solidão e crueldade, 
alguns lamentos, muitas espadas.

É urgente inventar alegria, 
multiplicar os beijos, as searas, 
é urgente descobrir rosas e rios 
e manhãs claras

“Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos.” (Miguel de Unamuno)

Gulodices saudáveis…mimos saborosos

Castanhas, couve-flor, brocolos, abóbora são saudáveis e são da época. Então, porque não tentar cozinhar com eles? Deixo aqui três sugestões de receitas: 

Panquecas de Abóbora: pequeno-almoço doce e saudável

Façam umas panquecas proteicas de abóbora e misturem com aveia. São necessários 2 ovos, 1/3 chávena de puré de abóbora, 1 colher de sobremesa de farelo de aveia (ou farinha de aveia), canela a gosto, açúcar de coco a gosto (opcional) e óleo de coco q.b. (opcional). Juntem os ovos, o puré, o farelo de aveia, a canela e o açúcar de coco e misturem bem até obterem uma massa homogénea e cremosa. Numa frigideira, coloquem óleo de coco (se for antiaderente podem não colocar qualquer gordura) e vertam pequenas quantidades do preparado. Sirvam acompanhado de mel.

“Arroz” de couve-flor: almoço light delicioso 

Façam um “arroz” de couve-flor. Terão de ter 1 couve-flor, uma colher de sopa de óleo de sésamo (ou azeite virgem extra), uma colher de sopa de alho picado, 220 gramas de carne de vaca/vitela cortada em cubos, uma chávena de cenoura cortada em cubos pequenos, uma chávena de ervilhas, 2 ovos batidos, pimenta q.b. e molho de soja a gosto. Deverão cortar a couve-flor grosseiramente e picá-la num processador de alimentos até ficar com um aspeto semelhante aos grãos de arroz. Numa frigideira antiaderente, coloquem o óleo de sésamo, o alho picado e a carne. Mexam e adicionem a cenoura, continuando a mexer até começar a ficar cozinhado. De seguida, juntem à mistura da frigideira o ‘arroz’ de couve-flor, envolvendo todos os ingredientes. Coloquem as ervilhas e voltem misturar. Façam um buraco no meio do preparado e juntem os dois ovos batidos, mexendo-os e envolvendo-os no restante preparado.Temperem com pimenta e o molho de soja e voltem a mexer.

Refogado de Castanhas: jantar hiper-agradável 

Para quem adora castanhas, aqui fica uma magnífica dica de jantar. São necessárias 300g de castanhas, 1 cebola,1 tomate, 1 cenoura, 3 ramos de brócolos, 1 couve-flor pequena, 4 colheres de sopa de azeite, 2 dl de água, sal q.b, e coentros q.b.. Cozam as castanhas, pelem-nas e cortem-nas ao meio. Refoguem, ligeiramente, no azeite a cebola picada, o tomate em pedaços, a cenoura em rodelas, os raminhos de brócolos e a couve-flor. Acrescentem as castanhas e um pouco de água. Temperem com sal e deixem estufar até os legumes estarem cozinhados. No final acrescentem os coentros picados.

E têm aqui uma ementa saudável para 1 dia. Bom apetite!

“A razão pode advertir-nos do que é preciso evitar; só a intuição nos diz o que há que fazer.” ( Joseph Jaubert)

Um sumo limpinho que nos faz bem

Duas rodelas de ananás, meia papaia (sem sementes) cortada aos pedaços, hortelã e 5 floretes de bróculos e ficamos 5 estrelas. O nosso organismo ganha vitamina C, que ajuda a combater constipações, ganha potássio, que ajuda o sistema nervoso e o cérebro, ganha uma boa digestão e um bom funcionamento intestinal. Como fazer? Deitamos para dentro de um liquidificador e depois de bem lavados, o seguinte: 2 rodelas de ananásMeia papaiaUm ramo pequeno de hortelã5 floretes de brócolosAcrescentar 1/2 caneca de água de coco e 6 cubos de gelo Fechar o liquidificador e colocar a triturar. Ficamos “verdinhos/as” e “fresquinhos/as”!

“Pensar é o trabalho mais duro que existe, razão pela qual, provavelmente, poucos se dedicam a ele.” Henry Ford

Neurónios, para que vos quero?

Ter neurónios de ferro, não é assim tão difícil. Existem 5 opções ao nosso alcance: cenouras, café, brócolos, nozes e espinafres. Começando pelas cenouras, a sua glicose é absorvida mais lentamente pelo corpo, o que ajuda a fortalecer o cérebro; o café melhora a memória e aumenta o estado de alerta; os brócolos, que são ricos em vtamina K, são essenciais à atividade cognitiva e ao desempenho cerebral; as nozes ajudam a melhorar o raciocínio pois têm vitaminas E, B e ómega 3, capazes de manter os níveis de serotonina no corpo, associada à vontade de trabalhar; os espinafres, ajudam a memória, poupam 11 anos de vida aos neurónios e  estimulam o cérebro.

Neurónios, para que vos quero então?

” O químico que consegue extrair dos elementos do seu coração, a compaixão, respeito, desejo, paciência, arrependimento, surpresa e capacidade de perdoar, e que os compõe num só, consegue criar um átomo denominado amor”. Kahlil Gibran

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Os poderosos quatro!

Estes poderosos quatro aceleram e bem. Sabem o quê? O nosso metabolismo. Isso mesmo e saibam porquê:

1. Iogurte grego – tem mais proteína do que gordura e hidratos de carbono e proporciona uma digestão mais longa, dando uma maior sensação de saciedade;

2. Arroz integral – os bons níveis de fibra deste alimento fazem dele um dos maiores aliados da digestão prolongada e da sensação de saciedade, o que faz com que o organismo vá procurar energia às gorduras, queimando-as.

3. Malaguetas – o picante natural deste alimento é um dos maiores impulsionadores do metabolismo, acelerando-o e incentivando-o a queimar gordura (através da transformação de gordura branca em gordura castanha);

4. Melancia – a época da melancia está para breve e este fruto é um dos mais indicados para os dias quentes. Além de ser refrescante, contém imensa água e pouquíssimas calorias.

Um metabolismo acelerado é a melhor forma de manter o organismo saudável e capaz de combater todas as agressões externas. Mas ter um metabolismo acelerado é também uma forma eficaz de queimar gordura e perder peso.

Vamos lá acelerar e queimar muito!

“Para evitar estagnar, reformule objetivos, inclusive os perdidos.” (O Livro do Ano)

Ovas de bacalhau…uma deliciosa iguaria

Quem adora ovas de peixe? Eu! Há dias foi o meu jantar (ovas de bacalhau e grão de bico) e é uma maravilha quando adoramos comer um prato saudável: juntamos o útil ao agradável. Ovas de peixe é considerado uma iguaria, são ricas em proteínas e relativamente baixas em calorias e em hidratos de carbono, fornecendo uma ampla gama de características nutricionais benéficas. Contudo, há que comer com moderação pois tem um teor elevado de colesterol, o que pode ser prejudicial para a saúde de algumas pessoas.

Mas, de vez em quando, quem disse que não se pode? E uma saladinha fria de ovas? Hummm…..

Como usar o tempo de modo eficiente

1. Identifique as coisas mais importantes a serem feitas diáriamente. Tenha uma ideia clara dos seus objetivos profissionais e pessoais.

2. Escreva esses objetivos, redefina-os, reescreva-os e repita-os regularmente para que possam permanecer na mente de forma ordenada.

3. Anote imediatamente todas as coisas que deseje lembrar.

4. Quando tiver todos os objetivos alinhados, vai verificar que tem mais do que pode fazer de uma só vez. Divida, portanto, esses objetivos em pequenas partes para que possa realizar alguns deles nas próximas horas.

5.  Estabeleça as suas prioridades e sinta-se livre para executar as coisas mais urgentes primeiro, com liberdade total. Faça uma coisa de cada vez.

6. Para cumprir os seus objetivos, escreva-os antecipadamente na sua agenda. Chegue cedo ou a tempo em dias de reuniões e jamais participe numa reunião sem planear o seu tempo.

7. Quando planear o tempo, deixe espaço para algum imprevisto e procure agir com flexibilidade.

8. Dê uma vista de olhos em revistas e livros em busca de deias chave. Não desperdice tempo com detalhes sem importância. Mantenha um registo de coisas importantes.

9. Tenha um lugar apropriado para cada coisa e mantenha cada coisa no seu devido lugar.

“O tempo: a sabedoria caminha diante dele, a oportunidade com ele e o arrependimento atrás dele” Caleb Colton

Lembre-se que uma mente bem organizada anda em paralelo com o tempo bem organizado.

Mãos à obra.

Velhos? Velhos são os trapos!

“A idade imprime mais rugas na mente do que na face”- Montaigne

Quem disse que não existem jovens de 80 anos e velhos/as de 30 anos/40 anos? Muito gostam as pessoas de se queixarem da idade que têm. Não compreendo sequer aquelas que escondem a idade e que não gostam de dizer a idade. 

Velha é a pessoa de espírito envelhecido, que perdeu a vontade de aprender. Velha é a pessoa sem disposição para aceitar novos padrões de comportamento.  É a pessoa que desistiu de olhar para o mundo e para os outros. Que sente piedade de si mesma e que culpa o mundo pela sua infelicidade. Assim, ser velho ou velha, não depende da idade, depende da mente. Saber envelhecer é saber apreciar e usar a sabedoria obtida ao longo dos anos.

Manuel Pinto Coelho, especialista em medicina antienvelhecimento, afirma existirem estratégias que nos permitem inverter o processo de envelhecimento e de viver com saúde até mais tarde. “Chegar Novo a Velho” é o título do seu livro sobre o tema deste post.

Como sabem, a esperança média de vida tem vindo a aumentar (em 2013 era de 71,5 anos) e a população idosa nunca foi tão literata e tão preparada profissionalmente: 23 mil septuagenários continuam a receber salário e vão fazendo fluorescer o culto da juventude. O primeiro segredo é fazer da alimentação o seu medicamento: banir os açúcares artificiais e seguir, por exemplo, a dieta do Paleolítico (alimentação ancestral e com cada vez mais adeptos a nível mundial): consumir carne, peixe, ovos, legumes, sementes, gorduras saudáveis, alguma fruta e frutos secos e banir o pão, os cereais, as leguminosas e os processados. Em segundo lugar, há que tomar multivitamínicos com prescrição médica e em terceiro lugar, há que manter o corpo em atividade física (prevenção da osteoporose, manutenção do peso e facilitadora de interação social e da boa disposição). Por fim, há que olhar para a vida com “bons olhos”, ter objetivos realistas por atingir e desenvolver boas características de personalidade.

O Santo graal da juventude será daqueles e daquelas que procederem conforme.

Viva a juventude de espírito! Viva a idade com jovialidade!

Daquela janela virada p’ró mar…

Tenho uma janela
que dá para o mar
barcos a sair
barcos a entrar
tenho uma janela
que dá para o mar
sonhos a partir
sonhos a chegar
tenho uma janela
que dá para o mar
um fio de fumo
uma sombra além
uma história antiga
um cantar de vela
um azul de mar
tenho uma janela
que dá para o mar
tenho uma janela
que seria bela
seria mais bela
que qualquer janela
janela fosse ela
de Lua ou de estrelas
ou qualquer janela
de qualquer escola
se não fosse aquele
pescador já velho
que anda pela praia
a pedir esmola
barcos a sair
barcos a entrar
chego-me à janela
e não vejo o mar.

Mário Castrim

Deixem a casa velha…

Fotos de Júlio Henriques 

Deixem a casa velha! Que os pedreiros não lhe tirem as rugas nem as gelhas.Que não limpem de urtigas os canteiros,que lhe deixem ficar as velhas telhas. Deixem a casa velha! Que a não sujem com óleos e com tintas os pintores.Que lhe deixem as nódoas de ferrugem,os velhos musgos, as cansadas flores. Que não fiquem debaixo do cimento mais de cem anos de alegria e dor.Não lhe pintem a chuva, o sol, o vento,que a cor do tempo é assim: vaga e incolor. Que tudo fique assim, parado e absorto,no tempo sem limites, sempre igual.Ah, não, por Deus! Como se faz a um morto,não a sepultem sob terra e cal! Não fechem as janelas mal fechadas, ouçam da brisa o tímido lamento,deixem que a vida e a morte, de mãos dadas,vão com seu passo reflectido e lento. Não endireitem as paredes tortas nem desatem, da aranha, os finos laços.Abram ao vento as desmanchadas portas,ouçam do tempo os invisíveis passos. Deixem que durma, quieta, ao sol do Outono,velada pela flor, o vento, a asa.Será talvez o derradeiro sono…Que importa? Morra em paz a velha casa. Fernanda de Castro, 1955

A PONTE – José Saramago

 Vidraças que me separam 
Do vento fresco da tarde 
Num casulo de silêncio 
Onde os segredos e o ar 
São as traves duma ponte 
Que não paro de lançar 

Fica-se a ponte no espaço 
À espera de quem lá passe 
Que o motivo de ser ponte 
Se não pára a construção 
Vai muito mais a vontade 
De estarem onde não estão 

Vem a noite e o seu recado 
Sua negra natureza 
talvez a lua não falte 
Ou venha a chuva de estrelas 
Basta que o sono consinta 
A confiança de vê-las 

Amanhã o novo dia 
Se o merecer e me for dado 
Um outro pilar da ponte 
Cravado no fundo do mar 
Torna mais breve a distância 
Do que falta caminhar 

Há sempre um ponto de mira 
O mais comum horizonte 
Nunca as pontes lá chegaram 
Porque acaba o construtor 
Antes que a ponte se entronque 
Onde se acaba o transpor 

Sobre o vazio do mar 
Desfere o traço da ponte 
Vá na frente a construção 
Não perguntem de que serve 
Esta humana teimosia 
Que sobre a ponte se atreve 

Abro as vidraças por fim 
E todo o vento se esquece 
Nenhuma estrela caiu 
Nem a lua me ajudou 
Mas a ruiva madrugada 
Por trás da ponte aparece.  

José Saramago

Quando a urtiga não pica e é a rainha na culinária…

Saibam que a urtiga não é mais “a má da fita” e que é a “menina bonita” da Confraria da Urtiga, nascida em 2009 em Fornos de Algodres (Guarda) e que tem feito maravilhas na arte da culinária. Bombons, queijadas, esparregado, alheira e caldo de urtigas são algumas das delícias que confecionam com as urtigas, voltando atrás no tempo quando em periodos de fome, as pessoas utilizavam as urtigas na alimentação.

A urtiga é rica em vitaminas, sobretudo as do grupo B, C e K (possuindo seis vezes mais vitamina C que a laranja), betacaroteno, minerais como o magnésio e ferro (possuindo duas vezes mais ferro que o espinafre), oligo-elementos, aminoácidos e proteínas, cálcio, fosfato e sais.

Agora, “não me mandem às urtigas” e se as arrancarem do jardim levem-nas para a cozinha. Bom apetite!

“Não queiras saber tudo. Deixa um espaço livre para te saberes a ti” Vergílio Ferreira

Alimentação de Outono

Frio, calorias mil. Como equilibrar as coisas? No outono, à medida que as temperaturas vão descendo, alteram-se não só as preferências alimentares, como o próprio  ritmo do organismo. As necessidades calóricas aumentam, por se gastar mais energia a manter a temperatura corporal. Isso, porém, não pode ser motivo de erros e excessos alimentares, até porque essa necessidade de calorias é apenas ligeiramente superior. Então, o que fazer?  Para ajudar a manter a temperatura corporal podemos fazer várias outras coisas, para além de comer mais: 

Usar roupa e calçado apropriado;

Ingerir líquidos quentes com e fora da refeição: chá,café, leite, capuccinos, chocolate quente;

Usar picantes na comida como malagueta e piri-piri;

Beber 1 copo de vinho à refeição;

Trocar as saladas frias pelos legumes cozidos, estufados, grelhados ou salteados em azeite virgem e alho;

Usar e abusar da sopa;

Não colocar a fruta no frigorífico;

Pode trocar a fruta fresca por fruta cozida ou assada, como os marmelos, maçãs e pêras;

Misturar compotas de fruta sem adição de açúcar com queijo magro gratinado no forno ou no grill do micro-ondas: o calor do queijo assado conforta o estômago, activa o sabor da compota e resulta numa combinação extremamente agradável. 

 Mas a natureza também nos ajuda a preparar para o frio dando-nos alimentos que reforçam o sistema imunitário. É o caso das frutas ricas em vitamina C: citrinos, kiwi e dióspiro, este último é também bastante energético por ser rico em açúcar. Por isso, atenção às quantidades desta fruta tão saborosa, porque o seu açúcar é de absorção rápida (coma no máximo 2 por dia, por exemplo, a meio da manhã e no primeiro lanche da tarde). Bom Outono! E poucas calorias!

Somos o que comemos ou somos o que pensamos?

Eis a questão. Efetivamente nós somos o que pensamos pois se existir um bom equilíbrio psicológico, vamos conseguir identificar se estamos a comer porque temos apetite (fome física) ou se estamos a comer porque existe uma desordem de emoções (fome emocional). Teremos de reconhecer a relação que existe entre o nosso estado emocional e a comida. Por exemplo, comeu um pacote inteiro de bolachas Maria em apenas 10mn. Mas porquê? Talvez porque esse pacote foi um mimo que se permitiu oferecer a si próprio/a. para compensá-lo/a da falta de algo. E depois, como nos sentimos? Arrependidos/as, frustrados/as, tristes. Se conseguimos identificar e separar os bons dos maus alimentos, se reconhecemos que estamos acima do peso, porque razão não conseguimos respeitar uma alimentação saudável? Porque mais uma vez, estamos perante o desequilíbrio psicológico, porque é a mente que tudo controla e se existe “fome emocional”…lá diz o ditado “Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga”. Vamos lá prestar atenção às nossas emoções e ao estado da nossa mente pois “uma vida feliz consiste na tranquilidade da mente” (Cícero). 

Pastel de Nata…presença intemporal… e o melhor companheiro do café

Assumo que adoro pastel de nata e na hora de escolher um bolo para acompanhar a tradicional “bica” da manhã, é ele que escolho. Existem vários tipos de confeção: com ou sem gosto a limão, de massa mais ou menos folhada, mais altos ou mais baixos. Eu prefiro os parecidos com os originais e lendários Pastéis de Belém: de massa bem folhada e estaladiça, sem sabor acentuado a limão e baixinhos, com um toque de canela. Saibam que, entre um queque (407 kcal/ 100 g) ou o bolo de arroz (404 kcal/ 100 g), o pastel de nata é o menos calórico pois tem apenas 298 kcal/ 100g, o que faz deste bolo um dos com menor densidade energética.

Recentemente o  Business Insider destacou cerca de 50 iguarias mundiais que todas as pessoas devem experimentar pelo menos uma vez na vida e o nosso Pastel de Nata está lá referenciado. Não é por acaso que ele é uma das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa (Título adquirido em 2011).

Os pastéis de nata ou pastéis de belém são uma das mais populares especialidades da doçaria portuguesa. Embora se possam saborear pastéis de nata em muitos cafés e pastelarias, a receita original é um segredo exclusivo da Fábrica dos Pastéis de Belém, em Lisboa. Aí, tradicionalmente, os pastéis de Belém comem-se ainda quentes, polvilhados de canela e açúcar em pó.

E de onde vêm os Pastéis de Nata? Em 1837, em Belém, próximo ao Mosteiro dos Jerónimos, numa tentativa de subsistência, os clérigos do mosteiro puseram à venda uns pastéis de nata. Nessa época, Belém e Lisboa eram duas localidades distintas com acesso assegurado por barcos a vapor. Ora a presença do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre De Belém, atraíam inúmeros turistas que contribuíram para assim difundir os Pastéis de Belém.

Mas, na sequência da revolução liberal de 1820, o mosteiro fechou em 1834. O pasteleiro do convento decidiu então vender a receita ao empresário português vindo do Brasil Domingos Rafael Alves, continuando até hoje na posse dos seus descendentes.

No início os pastéis foram postos à venda numa refinaria de açúcar situada próximo do Mosteiro dos Jerónimos mas em 1837 foram inauguradas as instalações num anexo, então transformado em pastelaria, a “A antiga confeitaria de Belém”. Tanto a receita original como o nome “Pastéis de Belém” estão patenteados.

Como um doce português, o pastel de nata é também bastante comum no Brasil e é muito popular na China, onde chegou através de Macau, no tempo da presença portuguesa. Mas, podemos encontrá-lo em muitos outros cantos do mundo pois onde existem muitos portugueses, existem Pastéis de Nata. Verdade?

A arte de bem comer…

Com o regresso das férias, o arranque do ano letivo e a chegada dos dias mais frios, as famílias recolhem-se ao conforto do lar e colocam as “mãos na massa” com mais afinco. Os portugueses gostam de comer bem mas, cada vez mais, de bem comer, optando por pratos saudáveis/mediterrânicos, valorizando ainda mais a fama mundial da nossa gastronomia. A primeira receita que aqui vos deixo é Arroz ao Forno.Ingredientes

  • 2 col. (sopa) de manteiga
  • 1 xíc. (chá) de arroz cozido
  • 200 g de peito de peru defumado picado
  • 50 g de azeitonas pretas sem caroço
  • 1 lata de milho-verde
  • 3 col. (sopa) de queijo parmesão ralado

Modo de Preparação

  1. Num refratário, misture todos os ingredientes, menos o queijo.
  2. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno (médio), por cerca de 10 minutos.
  3. Retire do forno, mexa e sirva polvilhado com o parmesão.

E…Bom Apetite!

O que é a verdade?

O que é a verdade? É o que se vê escrito, é o que se ouve de terceiros ou é o que se observa, o que se consegue provar e o que se sente cá dentro? Em tudo, temos de ter sentido crítico antes de absorvermos tudo o que até nós nos chega. Parar. Calar. Refletir. Tirar as nossas próprias conclusões. Ser imparcial. Todas estas, são palavras de ordem para quem quer ser algo mais do que uma simples “esponja” e, pior ainda, um “espanador”, multiplicando notícias, informações que pecam por serem falsas e desvirtuadas. Hoje, apeteceu-me falar disto. Não sei porquê. Ou talvez saiba.

Vale a pena pensar nisto.

O valor das citações…

Neste momento, estou a ler “O livro das citações” de Eduardo Giannetti e gostei imenso de uma que se refere ao impacto das citações e que nos interpela sobre o facto de estarmos demasiado ligados/as às nossas convicções e zona de conforto. Datada de 1928, diz a citação de Walter Benjamin que “No meu trabalho, as citações são como bandidos de beira de estrada, que repentinamente surgem armados e tomam de assalto as convicções dos passantes.” As citações agitam-nos (no bom sentido), permitem-nos refletir, usar o nosso sentido crítico, ligar as palavras e as frases às situações de vida e dão-nos respostas, as quais, muitas vezes, optamos por ignorar ou rejeitar, na ânsia de nos mantermos fiéis àquilo que para nós é, erradamente, um “porto seguro”.

Adoro citações. Elas corroboram, incentivam e reforçam as mensagens de melhoria que vou “semeando” em contexto formativo. Também no blog, dediquei há bastante tempo, um separador ao coaching das emoções e que nada mais é do que um conjunto de frases/citações com alguma profundidade e que por si só são um “despertar” de consciências. Tudo o que não agita e não inspira à mudança positiva, é inerte e o que é inerte, acaba por levar à estagnação e ao recuo.

Amo citações. Respeito, portanto, todas as pessoas que, em segundos ou minutos, escreveram e deixaram frases sábias e eternas. Um património de sabedoria que não se deverá ignorar.

Aventura movida a energia positiva…

Finalmente o prometido post sobre a Lolla. Agora, já sabem quem é 😉

Lolla é o hipopótamo fêmea – autocarro anfíbio – que nos levou pelas artérias históricas de Lisboa e que culminou com um passeio fluvial no Rio Tejo. Dizia a guia e muito bem que, a Lolla só andava a energia positiva e que por isso tínhamos de a “alimentar” de vez em quando com um “Hip, Hip, Hurra!!! E assim foi durante 1h30. Uma aventura movida a energia positiva. Partimos de Alcântara-mar pelas 12h e fomos em direção à Baixa Lisboeta. Subimos pela Avenida da Liberdade, zona que antigamente era designada por “Passeio Público”, passámos pelo Marquês de Pombal, com a alusão aos três setores onde o mesmo interviu (Indústria, Agricultura e Educação), bem como à parte da estátua onde se pode observar um homem a sair dos escombros, em referência ao terramoto de 1755. Subimos à Estrela e passámos por Campo de Ourique, onde curiosamente ficámos a perceber a origem da expressão “resvés Campo de Ourique”. Esta reporta-se ao facto de, por ocasião do terramoto de 1755, uma rua de Campo de Ourique, ter delimitado a zona atingida pelo terramoto: do lado esquerdo, os prédios foram atingidos mas do lado direito, não, pelo que hoje, é possível compreender a diferença de estética dos prédios de cada um dos lados da rua. De regresso à zona ribeirinha de Lisboa e, bem perto da Torre de Belém, eis que a Lolla divertiu todos os passageiros e passageiras, ao ter deslizado rápidamente por uma rampa e ter entrado na água com um enorme “splash”. Navegando meia hora pelo Rio, fomos observando a beleza dos monumentos e a arquitetura do prestigiado Centro Champalimaud.

Bom, foi uma aventura deliciosa, interessante, divertida e original. Não deixem de experimentar. Hippotrip espera-vos.

Desconectar para sintonizar…

Desconecta-te do Wi-Fi e sintoniza-te…contigo. Desliga do mundo para viveres a mãe Natureza. Desliga-te para te ligares ao que importa. É tão importante que o faças. É quando te recarregas, no barulho do silêncio. Observa apenas e inala o que vês. Grava o momento na tua memória. E…aproveita para pensar, para te conectares com algo superior a ti, a tua intuição, a voz sensata que tudo sabe e que te diz tudo o que precisas de saber de ti, do teu caminho, da tua marca no mundo. É aí que sentes a mais perfeita sintonia entre o papel da mãe natureza e a tua intuição. A natureza dá-te a lucidez que precisas e ajuda-te a chegares até ti. Basta deixares. Pára, reorienta-te e recomeça pelo rumo certo. Experimenta. Verás a diferença.

Hakuna Matata…

Se o destino te desafiar, reúne forças, coragem e enfrenta-o, mesmo com medo. Cada passo que dás, é um pequeno grande avanço na direção da ação, da mudança. Não vale ficar imóvel. Todas as pessoas têm problemas mas isso não deve ser mais um problema. Há que desbloquear e lembrar do lema tão conhecido das duas personagens hilariantes do filme do Rei Leão – Timon e Pumba. Viver à sombra dos problemas do passado, tão pouco é saudável. O passado pode ser triste e magoar mas não devemos viver nele, devemos aprender com ele, olhar para o tempo que agora temos e usá-lo para agirmos na direção do futuro que queremos. Não podemos mudar o que passou mas podemos e devemos mudar o que temos agora. Se vivermos nas problemáticas do passado, não sobrevivemos, sucumbimos aos pés do passado, abandonamos o presente e anulamos o futuro.

“Os teus problemas são para esquecer,

P’ra sobreviver, tens de aprender Hakuna Matata.”

A humanidade que vê morrer o mar…

O estado em que se encontram os oceanos, são o reflexo exato de uma humanidade não civilizada e desprovida de consciência. A continuarmos assim, o mar translúcido será, no futuro, uma miragem e será isso que deixaremos aos(às) nossos(as) descendentes. Uma herança doente. Os plásticos são uma das faces mais visíveis da poluição. Estão a acumular-se nos oceanos e entraram na cadeia alimentar. Entre 1950 e 2015, 6.300 milhões de toneladas de plástico foram deitadas fora no mundo, o equivalente a 1.300 anos de produção de lixo em Portugal. Apenas uma pequena porção foi reciclada (9%) ou incinerada (12%), estando o resto espalhado em aterros, lixeiras, campos e oceanos, de onde dificilmente desaparecerá por completo. A produção global de plástico passou de dois milhões de toneladas, em 1950, para 380 milhões em 2015, e a fatia que mais cresceu foi a dos plásticos das embalagens.

Saibamos que durante o processo de produção dos plasticos, são adicionados aditivos, produtos químicos que conferem dureza ou resistência ao fogo, que os aterros produzem gases tóxicos e que podem causar infiltrações de toxinas nas águas subterrâneas e nos solos adjacentes (ainda são depositados cerca de 7 milhões de toneladas de plástico por ano em aterros na UE).

Saibamos ainda que GIROS OCEÂNICOS, são sistemas de correntes oceânicas rotativas criadas pelos ventos e marés, existindo cinco grandes giros no planeta Terra: os do Pacífico Norte e Sul, os do Atlântico Norte e Sul e o Giro do Oceano Índico. Os giros oceânicos acabam por funcionar como locais de acumulação de lixo marinho e, atualmente, todos os 5 grandes giros têm muito lixo acumulado, sobretudo plástico. Nomeadamente é bem conhecido o “grande depósito de lixo do Pacífico” ou “ilha”de lixo): estima-se que o depósito de resíduos plásticos à deriva no oceano Pacífico, entre a Califórnia e o Havai, contém pelo menos 79 mil toneladas de resíduos espalhados por 1 milhão e 600 mil quilómetros quadrados.

Assustador, feio, preocupante…

O que fazer?! A prevenção terá estar no topo das preocupações de Governos, das empresas e dos cidadãos e cidadãs. Traduz-se nos esforços de redução da produção de lixo, através de medidas políticas, tecnológicas e na alteração dos comportamentos. Ao nível dos comportamentos individuais, prevenir passa por escolher produtos com poucas embalagens, recusar produtos supérfluos ou desnecessários e reutilizar o mais possível. Utilizar sempre o mesmo saco para ir às compras ou a mesma garrafa de um material rígido para beber água são formas de evitar fazer lixo. Por outro lado, a reciclagem depende em grande medida da colaboração dos cidadãos e cidadãs, na separação dos materiais a montante. Em relação às embalagens, a UE tem objetivo global de 65% de reciclagem até 2025 e de 70% até 2030. Para as embalagens de plástico, as metas são de 50%, até 2025, e 55%, até 2030.

Que mar queremos? Que futuro queremos deixar às gerações seguintes? Um planeta azul ou cinza? O planeta foi-nos emprestado para vivermos nele, para o nosso consciente usufruto, não é propriedade nossa, temos de o deixar para as gerações seguintes. Para além de nós, da nossa etapa de vida aqui, estarâo outras pessoas, estarão os nossos filhos, as nossas filhas.

Vamos ser conscientes. Chegámos a uma situação catastrófica e o tempo “corre”.

O senhor mail…

Este post pode até parecer absurdo, mas não o é. Por incrível que pareça, decidi dedicar o meu tempo a escrever um post sobre…o “senhor” mail. Mas, por que razão haveria de o decidir fazer? Pois bem, há muito, mas mesmo muito tempo que me deparo com uma séria problemática profissional: as pessoas ignoram o mail e aqui coloco-me a pensar sobre as razões para o fazerem. Ou devem odiá-lo, ou detestam pensar, tomar decisões ou até mesmo escrever uma resposta de duas linhas ou então sofrem de inércia profissional. Parece-me um pouco de tudo. Expliquem-me, pois não percebo e não aceito, por que razão as pessoas não acusam, pelo menos, a receção do mail, agradecendo o respetivo envio e referindo que se vão pronunciar sobre o assunto mal lhes seja possível, caso não tenham uma resposta para dar no momento? Não será o mail e a forma como o mesmo é tratado, uma questão de boa ou de má imagem profissional? Para mim é, e afirmo aqui que existem lapsos gravíssimos na forma como as empresas, instituições e os(as) profissionais (não) utilizam esta ferramenta de trabalho. Um absurdo. Uma perfeita falta de ética profissional.

O “senhor” mail continua a ser uma chatice, uma banalidade…é melhor fingirmos que não existe. Viva o reino da inércia e da irresponsabilidade. Felizmente que ainda existe uma minoria que se destaca pela positiva e que utiliza o mail como um meio de comunicação profissional. Mas, uma minoria chega?! Fica a reflexão. Hoje, deu-me para isto. Defender a imagem do “senhor” mail e agitar as consciências desligadas do mundo.

Humanidades, ciências, sábios e poetas…

Nunca tinha refletido sobre isto. Aí está. Foi preciso ter surgido a oportunidade de ouvir o investigador e físico Carlos Fiolhais, para perceber o quanto é importante a interdisciplinariedade entre as ciências e as humanidades, entre os sábios e os poetas. Tal como Fiolhais defendeu o tempo todo, ao contrário de um braço de ferro, as duas dimensões deverão caminhar de braço dado e aqui o sistema educativo deveria dar o primeiro passo e fazer compreender que ambas se complementam e se enriquecem mutuamente.

Há quem pense que nas ciências não se tem intuição, não se gosta da imaginação, da criatividade e do sentido crítico e que, por outro lado, os humanistas não são racionais nem lógicos. Ora, Jacob Bronowski defendeu que a ascenção do Homem inclui a ascenção nas artes e nas ciências. “O ato da criação é o mesmo nas ciências ou nas artes”.

“Radicou-se há muito no meu espírito a convicção de que entre sábios e poetas existem íntimas afinidades.” António Vilela

Séc. XXI…o século das doenças psicossociais

Não deveríamos no século XXI estar a assistir a uma revolução da qualidade de vida psicossocial? Depois da revolução científica do século XIX e da revolução tecnológica do século XX, deveríamos estar no século da cidadania, do humanismo, da democracia das ideias, da arte de pensar e da revolução da educação. Este deveria ser o século da formação de pensadores, o século da preservação e do respeito pela natureza e o século da preservação dos direitos humanos. Mas não…estamos no século das doenças psicossociais e da ausência de espírito crítico. As pessoas estão no século da informação mas, não sabem pensar, duvidar, criticar construtivamente, interpretar, produzir ideias, reciclar o autoritarismo, a rigidez intelectual e acima de tudo, não sabem repensar-se a elas mesmas.

É urgente o desenvolvimento coletivo da inteligência, que tem como meta melhorar a qualidade de vida emocional, intelectual e social das pessoas. Por outro lado, as escolas devem formar pensadores e pensadoras, não depósitos massivos de cultura e reprodutores de conhecimentos. Todas as pessoas deveriam interiorizar de que são eternos aprendizes na curta trajetória existencial. Ninguém sabe tudo, ninguém já aprendeu tudo e as pessoas que assim pensam já “morreram” intelectualmente. A ditadura da verdade absoluta não existe. Cada pessoa não pode compreender o mundo apenas dentro da órbita do seu conhecimento. Uma pessoa pensadora é aquela cujo corpo vai ficando abatido pelo tempo mas que não rejeita novas experiências. Há que procurar conhecer, pensar antes de reagir, refletir, aprender, gerir pensamentos e emoções, desenvolver a arte da pergunta e da dúvida, há que desenvolver a criatividade, há que ter disciplina, paciência, perseverança, há que saber trabalhar as dores, as perdas, há que repensar o sentido da nossa existência, há que cultivar a honestidade intelectual, há que combater a competição selvagem, há que procurar ser um agente social, há que ter empatia, há que expor e não impor ideias, há que aprender a ouvir, há que desenvolver o humanismo, Vale a pena pensar nisto…

362 milhões de km2…um oceano ferido

Este é o planeta azul. A nossa casa. Um planeta que nos foi dado para nele sobrevivermos e vivermos em equilíbrio e respeito. Um planeta onde vivemos, amamos e que deixaremos um dia, aos nossos filhos e filhas. Um planeta, o único possível, para se habitar. Um planeta exausto, corrompido, degradado, doente, incompleto, desiludido, não estimado, negligenciado pelo ser humano. Um planeta vitimado por ódios, falta de humildade, ganância, avidez, ignorância, soberba e inconsciência. Um planeta onde se deveria viver em respeito por todos os povos e em respeito pela natureza. Um planeta que já perdeu espécies, um planeta que está a morrer pela mão do ser humano. Um ser humano, supostamente racional, que demonstra uma séria crise de interiorização e de consciência crítica, que não se repensa, não se questiona, não se recicla, que se abandona a si mesmo. Quem não duvida e não se critica a si mesmo/a, nunca será aprendiz diante da vida, nunca alcançará a maturidade psicossocial e será doentio/a. Tem-se registado uma gravíssima falta de humanismo e de cidadania. 

Hoje, estive no Oceanário de Lisboa e fiquei comovida com toda a sensibilização informativa sobre o estado dos oceanos e particularmente com um vídeo que todos os seres humanos deveriam ver e ouvir repetidamente. Senti-me triste…em casa. Na nossa casa. No planeta azul que nos acolheu e que por nós foi desprezado. Que futuro? Muita inquietação…metade da minha alma é feita de maresia e como disse Sophia…

Crónicas de uma Formadora…

Como é gratificante a profissão de Formadora. Desafiante, exigente, situada sempre fora da zona de conforto, criativa, mas enriquecedora em termos pessoais e profissionais. E é no “terreno” que vamos tomando conta de um Portugal muito diversificado em termos de realidades empresariais. Um Portugal onde se detetam graves desequilíbrios e lacunas nas atitudes e comportamentos das pessoas, em resultado das baixas qualificações, em resultado de muita resistência à mudança. Um Portugal em que nas empresas se encontram várias gerações e que por isso se notam problemas diferentes, inerentes a cada faixa etária. Um Portugal em que se torna por demais evidente a diferença entre as empresas que apostam na formação continuada das suas pessoas e todas as outras que não o fazem, seguindo os mesmos vícios do passado. É incrível como se nota a “olho nu” essas diferenças nos contextos empresariais. Talvez como sou Formadora e por natureza observadora, me seja tão fácil entender tudo isto. Cada vez mais tenho a consciência de como é crucial a prática da formação contínua. Toda e qualquer formação bem estruturada e ajustada a cada contexto de trabalho, faz uma enorme diferença. É gratificante a felicidade que sinto por ser Formadora e por fazer parte de tantos processos de melhoria. É gratificante a satisfação por integrar uma missão de tão grande impacto transformador. Num Portugal que tanto precisa,

É hora…

“A ignorância gera mais frequentemente confiança do que o conhecimento: são os que sabem pouco, e não aqueles que sabem muito, que afirmam de uma forma tão categórica que este ou aquele problema nunca será resolvido pela ciência.” Charles Darwin

Trouxe hoje esta frase porque, de facto, vamos verificando que algumas pessoas permanecem no “caminho” errado, confiantes de que estão certas, nunca refletindo sobre atitudes e comportamentos, como se o mundo girasse ao contrário do bom senso social. Como afirma Darwin, são as pessoas que menos sabem, que mais segurança têm e mais afirmam com veemência. Preocupante. É o saber, a ponderação,  a reflexão, o bom senso que deverão assumir mais força. A assertividade terá de ser levada para o campo de ação: é hora de se defender opiniões sem ofender, é hora de afirmar convicções sensatas, é hora de “separar o trigo do joio”, é hora de a sabedoria assumir o seu papel na sociedade e de “travar” qualquer “assalto” inconsciente, insensato ou impulsivo. É hora de intervir sensatamente, de insistir nos “caminhos” corretos, é hora de respeitar o conhecimento e de o fazer respeitar.

Carisma é…

“Carisma é a expressão da alma. Quando a alma fala, a sua essência espiritual e divina manifesta-se, e a pessoa brilha, conquista, aparece. É nela que reside sua força e poder. Negá-la é preferir a obscuridade.”

(Zíbia Gasparetto)

Que frase…ter carisma é ter força sem exercer poder, é ter a simplicidade de “ouvir” o que cá dentro nos move, o que a alma nos “diz”, e quando o fazemos, é a simplicidade que “brilha”, que cativa, que “prende”, que conquista, que nos leva mais para a frente, sem mais “mas” nem “porquês”. O carisma é a nossa essência mais genuina e é quando a respeitamos, que fazemos o que devemos fazer com felicidade, que simplificamos, que melhoramos, que nos “abrimos” à mudança positiva e que “movemos” um pouquinho, o mundo à nossa volta, que nos tornamos na nossa melhor versão. É quando assumimos a nossa melhor versão, que tudo conspira a favor. É a ordem natural das coisas. E quem ignora ou nega isto, vive na obscuridade. A boa notícia é que todas as pessoas podem desenvolver o seu carisma. Em qualquer idade. Vale a pena pensar nisto.

Dia Mundial da Terra…celebrar ou mudar?

22-04-2019 14:41

Dia 22 de Abril de 2019, Dia Mundial da Terra. O que ela nos diria hoje, se falasse? Foi esta a questão colocada pela minha filha mais velha, no dia do movimento juvenil em torno do ambiente. O Dia da Terra serve para nos lembrar – mais uma vez – que é dever do ser humano, respeitar o Planeta onde vive e de onde retira o que precisa para a sua sobrevivência. A água, o ar, o solo, os recursos minerais e todos os elementos da natureza, são dádivas que temos estado a desperdiçar e a desrespeitar, na procura de obter ganhos de curto prazo, cada vez mais concentrados num conjunto ínfimo de pessoas.  

Estudos informam que hoje, necessitamos de cerca de 1,5 planetas para suportar o nosso modelo de produção e consumo, isto quando apenas uma parte da Humanidade faz uso dos recursos naturais. Infelizmente, os seres humanos perturbaram o equilíbrio da natureza e, como resultado, o mundo está a enfrentar a maior taxa de extinção, desde que perdemos os dinossauros há mais de 60 milhões de anos.

Tomem nota dos seguintes dados:

O número de animais que vivem na Terra caiu 40% desde 1970.

As populações de animais marinhos também caíram 40%.

40% das 11000 espécies de aves do mundo estão em declínio.

As populações animais nos ecossistemas de água doce reduziram-se 75% desde 1970.

As populações de insetos diminuíram em 75% em alguns lugares do mundo.

Cerca de um quarto dos recifes de coral do mundo já sofreram danos irreversíveis e 75% dos recifes de corais do mundo estão em risco de stress às escalas local e global.

Estima-se que os seres humanos tenham impactado 83% da superfície terrestre, o que em muito afetou os ecossistemas, bem como as áreas em que espécies específicas de animais selvagens existiam.

Que medidas podem então ser tomadas?

Educar e sensibilizar para a taxa acelerada de extinção de milhões de espécies, bem como as causas e consequências desse fenómeno.

Alcançar grandes vitórias políticas que protejam grandes grupos de espécies, bem como espécies individuais e os seus habitats.

Construir e participar num movimento global que abrace a natureza e os seus valores.

Incentivar ações individuais, como a adoção de dieta baseada em vegetais e a interrupção do uso de pesticidas e herbicidas.

Que seja um Feliz Dia da Terra por muitos milhares de anos. Que pensemos nas gerações seguintes e no Planeta que lhes vamos deixar.

Lisbon under stars…600 anos em 45 mn

12-04-2019 15:30

O palco deste evento serão as ruinas da Igreja do Carmo, em Lisboa. Depois de ter sido visitado por mais de 30.000 pessoas, nacionais e estrangeiras, na edição de 2018 e de ter recebido o Prémio de Melhor Evento Cultural para o ano de 2018 – pela BEA WORLD – o evento Lisbon Under Stars regressa ao mesmo local em 2019. Assim, no período entre 2 de maio e 17 de Julho/19, o evento terá duas sessões diárias, de segunda a sábado, nos horários das 21h30 e 22h45, e será narrado por Catarina Furtado, em português e em inglês. 

Serão projetadas imagens multimédia sobre os 600 anos de história da cidade de Lisboa e de Portugal, veremos  bailarinos virtuais e efeitos visuais, ao som de grandes nomes da música portuguesa (Mariza, Rão Kiao.Teresa Salgueiro, entre outros). Nascida há 630 anos, a Igreja do Carmo é o testemunho da sua resistência ao grande terramoto de Lisboa (1755) e por isso as suas ruinas serão o local perfeito para este evento.

Serão 45 mn sob as estrelas e…sob a História.

Medo ou ousadia…a história da 4L

Corria o ano de 1990. No último ano da Faculdade, surgiu a oportunidade de um part-time como técnica de formação em Lisboa. Excelente. Entusiasmada por ganhar um dinheirito, e de conseguir conciliar os estudos com o primeiro contacto com o mundo laboral, lá fui e fiquei. Estava entusiasmadíssima e no primeiro dia, o diretor esclareceu que teria de visitar algumas empresas clientes, no sentido de verificar os dossiers técnico-pedagógicos e de constatar se tinham os elementos em dia. Deu-me para a mão as chaves de uma viatura da empresa, aproximou-se da janela do escritório e mostrou-me, do 6º andar, o local onde a mesmo se encontrava estacionada. De chaves na mão e sem qualquer experiência de condução em Lisboa, apenas como mera utilizadora de transportes públicos, pensei “não posso desistir, vou tentar.” Chegada ao local da bendita viatura, reparei que era um modelo vintage, meti as chaves na fechadura, entrei e sentei-me. Enquanto me ia ambientando ao interior da viatura, verificando todos os manípulos, procurei pelas mudanças. Não existiam. Não estavam onde supostamente deveriam estar. “E agora?”, pensei eu. E ali estive, muito atrapelhada durante 5mn a espreitar para todo o lado, tentando encontrar as benditas mudanças. Pelo retrovisor, vi aproximar-se um senhor idoso e logo abri a porta para lhe pedir ajuda. O senhor, mal me ouviu, deixou sair um sorriso e disse: “Ó menina, isto é uma 4L, as mudanças estão junto ao volante.” E lá me mostrou com imensa simpatia e calma, como deveria fazer. Agradeci-lhe e ali fiquei por minutos a pensar se deveria subir e dizer que não conseguia conduzir aquele tipo de viatura ou, se me deveria desafiar e tentar. desenrascando-me. Bom, liguei a 4L, pus a primeira, destravei e andei. Devagar, muito atenta, cheia de calores e de olhos bem atentos, segui no meio do caos lisboeta. Enganei-me nos percursos várias vezes, levei com buzinadelas, perdi-me mas, indiferente aos outros e muito atenta, consegui sempre cumprir com a minha missão e nem um arranhão na viatura. Quando na Faculdade contei a história deste primeiro dia de trabalho, as minhas amigas residentes em Lisboa disseram que era maluca, que nem elas, mesmo com uma viatura normal, conduziriam em Lisboa. Passados uns tempos, a 4L e eu, já éramos “comadres”;)

Conto esta história imensas vezes, sempre que abordo a questão dos medos, da resistência à mudança e orgulho-me daquela minha ousadia e de acreditar que poderia conseguir, do meu ingénuo atrevimento e o que é certo é que temos de nos atrever a fazer, a ser, a querer. Não há nada exterior a travar-nos o caminho. Nós é que nos travamos a nós próprios/as nas várias circunstâncias da vida.

Os medos, os receios corróiem a nossa auto-estima, corrompem a nossa autoconfiança, fazem-nos crer que somos perdedores e perdedoras e assim, se não os vencermos, nunca teremos a ousadia de vencer.

Os sonhos são…doses de futuro

Sonhar acordado ou a dormir. O que são os sonhos? De uma forma ou de outra, os sonhos fazem-nos pensar no seu significado e, quer queiramos, quer não, “Os sonhos são as manifestações não falsificadas da actividade criativa inconsciente”, tal como disse o psiquiatra e psicoterapeuta suiço Carl Jung  (1875-1961). É pois, naturalmente importante, que as pessoas sonhem, que tenham horizontes e se desafiem mas, tão importante como “olhar para fora e sonhar”, é “olhar para dentro e acordar”. Quem defendia isto, era também Carl Jung. É imprescindível que cada uma das pessoas, “saia da sua névoa”, que tenha plena consciência da sua individualidade, das suas diferenças e das suas potencialidades, sem, no entanto, deixar de ser tolerante face às ideias alheias, pois faz parte de uma consciência coletiva. O que interessa é identificar, interpretar e tentar realizar esses sonhos, atribuindo um significado a cada existência humana. Nenhuma existência deve ser insignificante. Vale a pena pensar nisto.

Procurar a felicidade…

Felicidade. Como procurá-la? Sendo livre. Livre para refletir, para decidir, para criar, para filtrar, para escolher coisas e momentos que não nos tirem a juventude de espírito, o sorriso e a sabedoria da idade. Viver em consciência e sintonia com o bem, “enriquecendo” a pessoa que somos. Sorrir para a vida e encará-la como uma “ponte” para sermos algo maior. Há dias, no concerto do luso-canadiano Shawn Mendes – de quem sou fã – ouvi-o dizer que, independentemente da idade, não devemos deixar que nos tirem, nem a felicidade, nem a liberdade. Concordo. 

Também neste 4º Domingo Pascal, considerado o “Domingo do Bom Pastor”, nos convidam a sentir a alegria da Páscoa. Devemos “semear” esperança e confiança, entregar a nossa vida, o nosso tempo, as nossas idéias a projetos que sejam um sinal de vida e de esperança para todas as pessoas. A Pieces of Life surge nessa mesma perspetiva: dar ânimo, alegria, confiança, cor e leveza de espírito às pessoas. “Contagiar” com a positividade das suas mensagens e padrões. Hoje, estreei a minha primeira T-Shirt inspiradora Pieces of Life. Não é espetacular?

A alegria deve ser a nossa característica do Tempo Pascal. A alegria deve estar presente nas pessoas, nas comunidades, na sociedade. Sejam felizes.

Dá cor às tuas horas…

O que são os dias? O que são as horas e até os minutos? Uma oportunidade para nos voltarmos para nós, para descobrirmos qual é o nosso contributo social, para amadurecermos ideias, projetos que se sintonizem com o que somos e com o que gostamos de fazer. O tempo existe também para criarmos relações harmoniosas com outros seres humanos, para fazermos uma profunda reflexão sobre o que somos, o que temos sido, o que queremos ser e assim reconhecer que temos de aprender a modificar os nossos pensamentos e as nossas atitudes. Sim, sem exceção, todos/as temos a melhorar. Independentemente dos espaços onde nos encontremos, há que ter conciência inequívoca de que “não temos o tempo todo do mundo” e portanto, há que saber utilizar o tempo de forma produtiva, ética e moral.

O tempo tem a “cor” que lhe dermos. Vale a pena pensar nisto.

Voar, acreditar e ser feliz

Todos nós temos o mesmo objetivo: o de sermos verdadeiramente felizes. Nessa procura, percorremos inúmeros caminhos, lutamos contra monstros e moinhos de vento, sonhamos ser ricos, em encontrar o verdadeiro amor, como se isto fosse o suficiente para nos fazer felizes. Vamos tão longe quando a felicidade está e sempre esteve…dentro de nós. A Felicidade é, em primeira instância, o Amor e o Respeito por nós próprios. E é na perspetiva deste amor, que devemos começar pelo nosso autoconhecimento e reconhecer com humildade o quanto temos a melhorar na nossa forma de estar na vida, na nossa forma de lidar com as outras pessoas e connosco também.  Os medos e as inseguranças apenas paralisam os impulsos para nos atrevermos a querer mais, a ser mais. “Uma ave tem de voar, mesmo que o céu esteja cheio de abutres.” 

 “Esta é a primeira lição da sabedoria. Sejamos humildes, e nos tornaremos sábios. Conheçamos as nossas fraquezas, pois isso nos dará força.”  William Ellery Channing

Não existe felicidade plena e genuina se antes não fizermos o nosso trabalho de casa: reconhecer que temos melhorias a fazer, identificá-las e trabalhá-las, em prol do amor e respeito que devemos ter por nós mesmos/as. Esta é uma das mensagens que transmito nas minhas ações de formação. A mudança tem de começar por nós e só depois, as outras pessoas poderão ou não fazer a sua mudança também.

Voar para fora da zona de conforto, acreditar na melhoria, no desenvolvimento, no crescimento e…ser feliz. Ontem foi o Dia Internacional da Felicidade e por isso quis hoje partilhar esta reflexão convosco.

“Voem”, acreditem e sejam felizes.

O puzzle da felicidade…

19-03-2019 22:34

Pois hoje inicia a Primavera e é o Dia Internacional da Felicidade. Faz sentido. Curioso é o facto de, também hoje, as primeiras t-shirts Pieces of Life terem ficado prontas para entrega. Estão lindíssimas!!! O efeito final é incrível, como podem verificar pelas fotos acima. A cliente da primeira entrega exclamou “Uau!!!” Agora vocês!!! Já se decidiram pela vossa?

O dia 20 de março 2019, fará pois, parte do meu puzzle da felicidade. Do meu puzzle de desafios, do meu puzzle de auto-descobertas. Ser feliz é de facto construir momentos felizes, para mim e para as outras pessoas, é acreditar que, através do que somos e do que fazemos, podemos contribuir para um mundo mais feliz. Ser feliz é a nossa forma de estar na sociedade e na vida, é a nossa disposição para “construir” algo que não termina connosco.

Foi em 2013 que se comemorou pela primeira vez o Dia Internacional da Felicidade, inspirado no Butão, um pequeno reino budista localizado nos Himalaias, que adota como estatística oficial, a “Felicidade Nacional Bruta” em vez do Produto Interno Bruto (PIB). O Butão, situado entre a China e a Índia, é o país mais feliz do mundo e tem 800 mil habitantes.

Assim, também a ONU passou a considerar a felicidade como um objetivo humano fundamental. O objetivo económico deve promover o desenvolvimento sustentável e o bem-estar das pessoas, em termos psicológicos, culturais, ambientais e espirituais.

Hoje é um dia feliz! A linha de sweats e t-shirts Pieces of Life já está nas ruas, a espalhar as suas cores e a sua inspiração! Vamos lá ser felizes?

Pensar e decidir moralmente…

E se, de repente, o nosso teclado tivesse a tecla da justiça? Dizia Marco Aurélio que “A perfeição moral consiste em viver cada dia como se fosse o último, evitando a agitação excessiva, a indiferença e a hipocrisia.” Sobre isto, ele referia ainda: “Pensa firmemente a cada instante (…) e fazer o que estiver nas tuas mãos com uma seriedade total e sincera, com sentimento, independência e justiça, e trata de livrar-te de quaisquer outras preocupações. Livrar-te-ás delas se praticares cada ação de toda a vida como se fosse a última (…)”. Simples, não é? Se em nós, os sentimentos de justiça, de sentimento e de seriedade estivessem sempre presentes, tão simples que tudo seria…

Como é importante pensar firmemente a cada instante, como se este fosse o nosso último pensamento. Como é importante decidir com resolução e sentido de justiça e independência, como se esta fosse a nossa última decisão. Como é importante criar “valor” em nós e na sociedade, como é urgente a viragem de tipos de condutas que estão apenas de “olho no próprio umbigo”, de comportamentos e de atitudes falsos, de superficialidades, de hipocrisia.

Esta é a reflexão que hoje vos deixo. O mundo, as sociedades, as pessoas estão sub-desenvolvidas nas suas formas de estar na vida. Vão-se, no entanto e felizmente, desbravando caminhos. É ainda um trabalho de poucos/as corajosos/as e resilientes mas, vão-se acendendo centelhas e conseguindo compromissos de melhoria. Até já.

Cultivar a mente…

Começo o post de hoje com a frase de Suzuki “Sou um artista no meu modo de viver – a  minha vida é a minha obra de arte.” Mas, podemos ser artistas na vida? Claro que sim. Ser artista, significa cultivar a mente, significa querer fazer coisas diferentes, significa entusiasmo pelo novo, significa ser líder de nós mesmos/as, descobrir outros potenciais, “florescer” para além das nossas expetativas, “alimentar” a mente para “enriquecer” a alma. 

Ser artista é inspirares-te com a vida, adquirires outras facetas alinhadas com a tua essência e entender que a vida exige muitos começos e recomeços e que isso é bom pois permite-nos avançar, alavancar o nosso potencial, muitas vezes “adormecido”, “entorpecido”. Está nas nossas mãos, trazer magia para as nossas vidas e para a vida das outras pessoas.Vamos lá! Feliz semana! 😉

“Quando te sentes inspirado por um objetivo grandioso, por um projeto extraordinário, todos os teus pensamentos quebram as suas grilhetas: a tua mente transcende as limitações, a tua consciência expande-se em todas as direções e tu deparas-te com um novo, magnífico e maravilhoso mundo. As forças, faculdades e talentos adormecidos despertam para a vida e descobres que tu próprio és uma pessoa muito melhor do que jamais pensaras que era possível.”

Patanjali

Sentir a vida…

07-03-2019 15:11

E assim “nasce” hoje mais um projeto inspirador. Pieces of Life será, a partir de hoje, a minha forma de inspirar ainda mais as pessoas que já seguem o Blog Pieces of Moments, através de um conjunto de Sweats e de T-Shirts giríssimas! Gosto de criar, gosto de cores, gosto de frases, adoro flores, amo a natureza e portanto, acredito que as pessoas também gostam de se sentir vivas e de “respirarem” bem-estar. A roupa é, na minha opinião, uma forma de nos expressarmos também, de nos energizarmos e de “contagiarmos” quem cruza connosco. Num mundo tão cheio de “nódoas negras”, tão cheio de hipocrisia, tão cheio de ódio, tão cheio de rancores, tão cheio de maus valores, é importante que cada uma/uma de nós tente contrabalançar esta vaga doentia e que dê um novo ânimo às nossas vidas. 

Pieces of Life está aí para marcar um passo no caminho da inspiração, do pulsar da vida. É preciso parar, optar por estados de espírito mais “coloridos”, que nos despertem para a boa essência da vida genuina. Vamos lá vestir-nos de cores e de mensagens positivas. Vamos lá SENTIR A VIDA. Encomendem a vossa! Até já.

Sair da ilha ou sair da caixa?

Diz Saramago no seu conto “A ilha desconhecida” que “é preciso sair da ilha para ver a ilha” e, é curioso, que nas minhas ações de formação, também costumo brincar com um exercício que remete para o pensar fora da caixa. Bom, sair da ilha ou sair da caixa significa o mesmo e é fundamental que se faça. Temos de nos afastar para vermos melhor, para analisarmos melhor, para tomarmos melhores decisões, para desbloquearmos. É de longe que melhor se avaliam as situações, que cultivamos a imparcialidade, a isenção, e é quando o fazemos que nos desenvolvemos, que começamos a melhoria, que recomeçamos de outro prisma, largando as nossas crenças já gastas. Temos de sair de nós, temos de nos fazer recomeçar, temos de nos desafiar, para nos conhecermos verdadeiramente. Há que construir novas histórias, novos trajetos, reinventar muito. Há que criar. Ter audácia. Sem limites de idade e as vezes que forem necessárias. Há que contribuir para novas formas de estar. Há que promover o equilíbrio. Há que “pintar as vidas e o mundo” com novas cores.  E, falando de cores…novos aromas estão a chegar.

Design Thinking…cultura primaveril nos contextos de trabalho

O nome de Design Thinking cruzou-se ontem comigo e fiquei curiosa sobre o que seria. Pareceu-me interessante e agora percebi o seu significado. Design Thinking é o conjunto de ideias e de insights gerados na abordagem de problemas, com o intuito de se chegar a propostas de soluções. 

Ora, neste processo de Design Thinking, exige-se uma competência social essencial: a empatia. É necessário que as pessoas envolvidas se imaginem no contexto de um problema, por forma a que se coloquem no centro do desenvolvimento de um projeto de resolução. Depois, terão de ter também uma competência pessoal essencial: a criatividade, para o encontro de soluções.

Design Thinking tem vindo a crescer como uma forma de abordar e de solucionar problemas, reforçando o trabalho de equipa e a inovação nos contextos de trabalho.  Funciona como um método de renovação, de “refresh” interno, de motivação e de alinhamento de colaboradores e colaboradoras face à missão da empresa/organização.

Design Thinking procura diversos ângulos e perspetivas para a solução de problemas, propõe um novo olhar no tratamento de problemas complexos, um ponto de vista mais empático que permite colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto, gerando resultados que sejam mais benéficos para elas, mas que ao mesmo tempo sejam financeiramente interessantes e tecnicamente possíveis de serem conseguidos.

Diria que o Design Thinking é um género de “cultura primaveril”, uma renovação de mindsets, uma “lufada de ar fresco” nas empresas e organizações. Engraçado é que nas minhas ações de formação sobre “Resolução de Problemas no Trabalho”, tenho trabalhado o Design Thinking sem o saber. Mais um conceito adquirido 😉

Cultura e estratégia…uma desigual luta de forças

Vale a pena pensar nisto. Vale a pena, sobretudo, refletir e agitar consciências. O que terá mais força numa empresa ou organização? A cultura ou a estratégia? Obviamente que a cultura. São as crenças e comportamentos das pessoas que podem”deitar por terra” qualquer estratégia empresarial ou organizacional, por melhor que ela seja. Se não conseguirmos criar culturas flexíveis e inovadoras, em que colaboradores e colaboradoras tomam a responsabilidade por resultados, não valerá de nada o nosso esforço estratégico.

Como então podemos definir cultura e como a poderemos modificar? Podemos identificar seis elementos integrantes de uma cultura empresarial ou organizacional: estórias e mitos, símbolos, rituais e rotinas, estruturas de poder, estrutura empresarial/organizacional e sistemas de controlo.

As estórias e mitos relacionam-se com eventos/acontecimentos passados da empresa ou organização, com os casos de sucesso  e fracasso das mesmas, com “heróis” ou “heroínas” sobre os quais as pessoas falam dentro e fora da empresa/organização.

Os símbolos são o tipo de fardamento utilizado, a forma como os espaços de trabalho estão caracterizados, os logotipos. Trata-se da imagem corporativa da empresa/organização.

Os rituais e rotinas são os procedimentos internos, são as atitudes/decisões diárias, que podem ser positivos (tratamento atempado de reclamações de clientes, suporte emocional, entreajuda, etc) ou negativos (desigualdade de género, discriminação racial, etc).

As estruturas de poder caracterizam-se por pessoas ou grupos que internamente são núcleos influenciadores em termos de decisões, os quais podem ser formais (inerentes a cargos de chefia) ou informais (pessoas ou grupos que, por exemplo, pela sua personalidade ou pelo seu estatuto de antiguidade, assumem grande influência).

A estrutura empresarial/organizacional consiste no organograma, no “esqueleto”, na representação formal de orgãos e funções e nas ligações hierárquicas e de influência social interna.

Por último, os sistemas de controlo enquadram os aspetos financeiros, as métricas de qualidade, entre outros aspetos sujeitos a controlo permanente.

Ora, as pessoas são mais leais à cultura do que à estratégia. Como então conseguir a mudança? Temos cinco passos possíveis para o conseguir:

A) Analisar a atual cultura com a maior honestidade possível, através de inquéritos, de reuniões com pessoas internas e externas à empresa/organização;

B) Traçar a cultura ideal, tendo em conta o seu alinhamento com a estratégia;

C) Mapear as diferenças entre a cultura atual e a ideal (que forças e que fraquezas existem, que fatores devem ser trabalhados e transformados, que novas crenças e comportamentos se devem impulsionar);

D) Traçar um Plano de Ação para a mudança de cultura e dá-lo a conhecer a todas as pessoas;

E) Medir os desvios com uma determinada periodicidade (semanal, mensal ou anual) e transmitir os resultados às pessoas fulcrais no processo.

Resumindo, é a cultura de uma empresa ou organização que pode aderir e comprometer-se com uma determinada estratégia, bem como é a cultura de uma empresa/organização que a pode rejeitar, boicotar e fazê-la falhar.

Façam uma Auditoria à vossa cultura corporativa, vejam o seu “estado de saúde” e surpreendam-se. A estratégia deve fundamentar-se num propósito e este só será bem sucedido se for bem aceite e suportado pela cultura. Fica o desafio.

“Culture eats strategy for breakfast but culture gets its appetite from purpose.”

John O’Brien

Mil-folhas de bacalhau e gambas

Ingredientes (3 pessoas)

Preparação

Ligue o forno e regule-o para os 250ºC. Coloque os lombos de bacalhau num tacho, cubra com água e leve a ferver suavemente durante cerca de 5 minutos. Retire do lume e deixe o bacalhau arrefecer dentro da água de cozedura. Descasque os camarões e tempere-os com uma pitada de sal, alho e raiz de gengibre previamente pelada e ralada. Borrife com um pouco de vinho do Porto e deixe marinar.


Entretanto corte a massa folhada de modo a obter 9 retângulos iguais, coloque-os no tabuleiro do forno forrado com papel vegetal e pincele a superfície com a gema desfeita. Leve a cozer durante cerca de 15 minutos ou até a massa estar dourada e estaladiça.
Escorra os lombos de bacalhau, limpe-os de peles e espinhas e desfaça-os em lascas grandes.


Cubra com azeite uma frigideira larga e salteie os camarões. Depois de fritos, retire os camarões para outro recipiente e junte mais um pouco de azeite na frigideira. Junte a cebola e deixe cozinhar até começar a alourar. Junte as lascas de bacalhau e borrife com um pouco de vinho do Porto. Deixe apurar durante breves minutos, volte a introduzir os camarões e ligue o molho com as natas. Deixe ferver até engrossar um pouco.
 

Num tabuleiro coloque 3 retângulos de massa folhada e cubra com o preparado de bacalhau. Por cima coloque outro retângulo de massa e repita as operações. Cubra com os últimos rectângulos de massa folhada e volte a pincelar com a gema.

Por cima, disponha o presunto rasgado em tiras, leve ao forno até tostar um pouco e… voilà! Sirva-se, sirvam-se e deliciem-se 😉

Filmes, competências profissionais e formação…

A 24 de Fevereiro/19, decorrerá mais uma vez a cerimónia de entrega dos prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, desta vez no Teatro Dolbyem Los Angeles, na Califórnia. Dois dos filmes nomeados são “A Favorita” e “Roma” e é com eles que refletimos sobre as competências essenciais para fazer face à 4ª Revolução Industrial. Curioso é que ambos os filmes nos levam até épocas longínquas – Inglaterra do século XVIII e México na década de 70  – mas abordam, nas suas tramas, competências válidas para o século XXI, nomeadamente as competências genuinamente humanas. Falamos então de cinco: Negociação, Julgamento e Tomada de Decisão, Inteligência Emocional, Trabalho em Equipa e Pensamento Crítico.

O que significam então cada uma das cinco competências?

Negociação é a capacidade para se estabelecer acordos e consensos com pessoas e grupos, gerindo adequadamente os conflitos de interesses e tentando chegar a resultados positivos para todas as partes envolvidas.

Julgamento e Tomada de Decisão consiste na análise de dados e números e em decidir estrategicamente em função dos mesmos, por forma a tomar-se decisões eficientes e eficazes.

Inteligência Emocional envolve reconhecer e avaliar as nossas emoções e as das outras pessoas, estabelecendo empatia e produzindo os resultados desejados.

Trabalho de Equipa é a capacidade de integração, de dinamização e de criação de sinergias, através da participação ativa de indivíduos.

Pensamento Crítico é a competência para analisar dados, ponderar alternativas de resposta e propor soluções para resolver problemas em tempo considerado útil.

Ok, e como conseguir adquirir ou melhorar estas competências?

Através da formação. A formação focalizada nas necessidades e problemáticas dos colaboradores e das empresas, ministrada com elevado sentido ético,  é de uma enorme mais-valia para as empresas e para os colaboradores: maior motivação, maior foco, maior responsabilização, maior consciência da melhoria e maior qualificação.

Um colaborador que se sinta feliz, reconhecido e motivado no seu trabalho, não terá quaisquer motivos para abandonar a empresa e quanto a esta, não perderá talentos.

Apostem tudo no vosso desenvolvimento de competências. Como formadora na área comportamental, são imensas as provas dadas de carência prévia e de sucesso pós-formação. Este tem sido e continuará a ser o meu sentido de missão. O de ajudar as empresas e colaboradores a implementar processos de melhoria.

Falta de visão ou falta de compromisso?

12-02-2019 15:21

Hoje assisti a um episódio, ou melhor, a mais um episódio de um caso real de autêntica falta de visão e/ou falta de compromisso profissional. Tão lamentável, que profissionais haja ainda hoje, que não vêem para além da biqueira dos sapatos ou das botas. Foi numa estação dos CTT. Uma dezena de pessoas aguardava por ser atendida, duas funcionárias estavam no atendimento ao balcão e uma terceira estava no “entusiasta” e “aclamado” Banco CTT. De repente, deixámos de ver uma das funcionárias ao balcão, ficando apenas uma no atendimento e a terceira, que se manteve no Banco CTT. Um casal ao balcão que já lá estava quando entrei, lá permaneceu durante meia-hora a tratar de não sei do quê, com a única funcionária no atendimento ao balcão. E, nada do regresso da funcionária que se tinha ausentado. As pessoas, tal como eu, observavam e algumas movimentavam-se pela impaciência. A funcionária do Banco CTT não despregava os olhos do écran do computador, como se estivesse alienada e ali não estivesse. Inacreditável. De repente, entra mais alguém na estação que se dirige à porta do ou da Chefe da Estação e bate ferozmente, exigindo a comparência de alguém. Começa o burburim e a troca de olhares e uma funcionária ainda atira “Credo, o que é isto?”. A funcionária do Banco levanta-se, como que acordando para a vida e dirige-se à pessoa recém-chegada, resolvendo a questão. Depois, a funcionária dirige-se ao “bunker”- espaço que não se vê de fora mas que nos deixa tudo ouvir – deixamos de a ver e ouvimos alguma troca de palavras, até que ela sai, notoriamente zangada e a refilar, sentando-se no balcão de atendimento, auxiliando a única colega que estava no atendimento. Fantástico. Que exemplo de postura profissional. Que atitude. Não tinham o Livro de Elogios, apenas o Livro de Reclamações 🙂 lá se foi o meu elogio. Durante o tempo que ali estive, perguntei-me: ” Será que é o mundo que roda ao contrário ou são as pessoas que trabalham de cabeça para baixo?!”

Que vontade de lhes explicar que o profissionalismo se prova nas situações mais complicadas e que sim, os profissionais e as profissionais devem ter uma visão maior que a biqueira dos próprios sapatos…ou botas.

Sejam lá proativos/as. Sabem que isso se “aprende” na formação? Já que não sabem…

Últimos ou primeiros?

Não queiramos ser as primeiras pessoas a opinar sobre o que quer que seja. Falo da importância da assertividade, do saber escutar, de saber avaliar outras opiniões, de filtrar as mais sensatas e de, por fim, intervir com segurança, coerência, utilizando os argumentos necessários e cruciais para a boa fundamentação da nossa opinião. 

Um dos vícios mais comuns, é o de querermos dar a nossa opinião no imediato e isso será tanto mais grave quanto maior a complexidade do tema. Claro que existem assuntos que não merecem grande reflexão e aí não será tão grave dar uma resposta mais impulsiva e imediata. Contudo, em situações ou decisões de maior exigência analítica. é crucial que sejamos assertivos, que saibamos esperar, escutar, retirar de outras pessoas os pontos que nos pareceram mais congruentes e no final, darmos a nossa opinião de uma forma consciente e sem recuos. Esta é a pessoa assertiva, aquela que é firme, que é segura, que dá o seu “sim” ou o seu “não”, que sabe argumentar, que sabe respeitar opiniões alheias, que é objetiva e direta e aquela que acaba por ser respeitada e ouvida porque…soube e sabe escutar.

Falamos da assertividade, uma competência que raramente é inata e que é sempre…treinável. Que comecem os treinos para serem os últimos e os primeiros 😉

O valor da empatia…

“Quando um não quer, dois não brigam”, diz um dos nossos conhecidos provérbios portugueses. E o que quererá dizer isto? Quer dizer que existe uma coisa que quase ninguém tem, na hora de agir ou de reagir: empatia. E o que é isto da empatia? Simplesmente reside no facto de eu me colocar no lugar da outra pessoa, antes de dizer algo, antes de tomar uma posição, antes de decidir o que quer que seja, antes de assumir qualquer atitude. Ora, se mesmo que nos momentos em que alguém age de forma contrária aos nossos valores, não “pagarmos” da mesma moeda, estamos a ser empáticos. Contudo, eu posso ser empática sem concordar. O que me leva a ser empática é não concordar mas, mesmo assim, não deixar de dar uma resposta assertiva, referindo a minha posição sem desrespeitar a outra pessoa. A pessoa assertiva é aquela que se afirma no respeito por ela mesma e no respeito pelo outro. “Trata as outras pessoas da mesma forma como gostarias de ser tratada/0.” Isto não faz de ti alguém fraco, faz de ti alguém que sabe dizer “sim” ou “não” e que mesmo em discordância, “desarma” a outra pessoa que agiu de forma incorreta. “Desarma” porque simplesmente não seguiu pelo mesmo caminho e de uma forma automática não “alimenta” possíveis rancores que poderá existir da parte alheia. “Quando um não quer, dois não brigam.”

Vamos praticar a empatia?

Pour ma Sophie…

27-01-2019 10:02

Sophia de Mello Breyner Andresen foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX e a primeira mulher portuguesa a receber o Prémio Camões em 1999, o mais importante galardão literário da língua portuguesa. O seu corpo está no Panteão nacional desde 2014 e tem uma biblioteca com o seu nome em Loulé.

Sophia era filha de Maria Amélia de Mello Breyner (filha de Tomás Breyner, conde de Mafra, médico e amigo do rei D. Carlos) e de João Henrique Andresen (filho de um dinamarquês Jan Andresen, que um dia desembarcou no Porto e ali ficou a morar). O pai de Sophia, João Henrique, em 1895, comprou a Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico do Porto, onde Sophia passou a infância e adolescência, retirando daí a sua grande inspiração. 

Sophia foi mãe de cinco filhos, entre eles o conhecido jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares e foram estes que a motivaram a escrever contos infantis. Agora, em 2019, o seu neto Martim Sousa Tavares,  curador da exposição Pour ma Sofie, convida até 22 de Fevereiro, à descoberta do mundo de Sophia, a partir de mais de 300 livros da sua biblioteca pessoal (dividida por dois locais – Lagos e Lisboa). Isto porque se comemora agora o centenário da grande poetisa. A exposição decorre no Jardim Botânico do Porto, que foi precisamente o lugar de inspiração de muitos dos contos e poemas de Sophia.

Esta exposição revela um conjunto de livros com dedicatórias de vários autores (Saramago, Teixeira de Pascoaes, Torga, Drummond de Andrade), bem como manuscritos inéditos, cartas, anotações, postais, recortes e traduções. É como se fosse um livro aberto sobre a personalidade de Sophia.

Espontânea, impulsiva e distraída, Sophia aproveitava os espaços em branco dos livros oferecidos – alguns de considerável valor, como um exemplar único de Teixeira de Pascoaes – para dar largas aos seus poemas. “Há uma urgência tal na poesia de Sophia que agarra naquilo que está mais à mão para escrever”, sublinha o neto. 

Compreende-se. Sempre que estamos absorvidos/as de uma forma criativa, o fogo do engenho é tal, que temos vontade de dar forma ao mundo. Assim foi com Sophia e assim é com todas as pessoas que criam. Num simples espaço em branco cabe uma criação que ao não ser registada, se poderá perder num momento fugaz.

“A criatividade não é a descoberta de algo, mas fazer algo de uma coisa quando a descobrimos.”

 James Lowell

A equação da felicidade laboral…

17-01-2019 10:25

Podemos ser felizes ou simplesmente ter momentos de felicidade, sendo que é sobre o primeiro – o mais difícil – que vou falar. Ser feliz significa alinhar-me com os meus objetivos pessoais e profissionais, comprometer-me com eles e agir para os atingir. Ser feliz significa também ter a capacidade de me ajustar à vida, através da resiliência e da adaptação permanente, superar obstáculos e comemorar as pequenas grandes vitórias, associadas ao meu desenvolvimento e crescimento enquanto pessoa e profissional. Ser feliz é vivenciar a satisfação resultante do esforço e dedicação. Ser feliz é contribuir ativamente para ter muitos momentos de felicidade, quer no trabalho, quer na esfera pessoal. Contudo, foquemo-nos agora no trabalho. O que é isto da equação laboral da felicidade? É eu descobrir-me a mim própria, descobrir as minhas capacidades e competências e colocá-las  em prática na sociedade, através do meu trabalho. Simplesmente isto.

O modo como encaramos e desenvolvemos o nosso trabalho, define-nos. Devemos tomá-lo como uma missão – se o que fazemos é sentido como vocação – descobrindo no trabalho aquilo que nos preenche, nos faz felizes e onde fazemos a diferença. Todo o trabalho tem uma importância social, desde o calceteiro, à recolha do lixo, à gestão de uma empresa, à investigação, ao ensino, etc, etc, etc

Todas as pessoas devem assim buscar um sentido no seu trabalho e compreender o papel que têm na sociedade. Só assim, conseguirão motivar-se para a melhoria, para o seu desenvolvimento, crescimento e alcançar a felicidade laboral. E aqui, volto a reforçar o efeito potenciador da formação, da aprendizagem ao longo da vida. É através dela que a melhoria de competências acontece. Como formadora, vejo acontecer essa mudança nas outras pessoas e por isso aposto tanto na minha equação da felicidade laboral. Apostem também na vossa.

Let the stress begin…again

15-01-2019 11:39

Como anda a sua vida? Em stress ou “sobre rodas” tranquilas? Calculo que tende mais para a primeira resposta. Mas, não está sozinho/a. O stress é um dos problemas mais comuns da sociedade. Temos o stress crónico, recorrente e permanente, que leva a perturbações do sono, à irritabilidade, à desorientação, à frustração, à insegurança, à distração e ao pessimismo. Depois, temos ainda o stress pontual, aquele que se manifesta de quando em vez, sempre que temos de cumprir prazos ou quando nos confrontamos com um problema ou um conflito e sentimos a pressão do momento. Neste caso, os efeitos emocionais e físicos vão desaparecendo à medida que as coisas ficam resolvidas.

De qualquer modo, seja o stress crónico ou pontual, faz-nos mal. Corta-nos a liberdade e a estabilidade necessárias para pensar e criar com imaginação. Enfraquece a nossa confiança e auto-estima, inibe a nossa capacidade para assumir novas responsabilidades e a ambição para se começar novos projetos. Mas, atenção que o stress vivido no local de trabalho – onde nós passamos a maior parte do nosso tempo e da nossa vida – não resulta da tensão do trabalho em si, resulta da nossa péssima ou inexistente Gestão Pessoal. Pois é. Tendemos a não resistir à hiperatividade, à indisciplina e vamos dando importância a tudo o que vai surgindo, mesmo que não seja importante.

O que fazer então? Implementar e/ou otimizar a sua Gestão Pessoal, começando por definir os seus objetivos diários de vida (laborais e pessoais) e separando o urgente do importante. Muito mais haverá por dizer e eu posso ajudá-lo/a de uma forma personalizada, simples e eficaz. Saiba como através de mensagem. Deixe-me o seu mail.

Mãos à obra.

Procura sempre o que te faz bem…

12-01-2019 19:47

Enquanto os dias estiverem assim e a disponibilidade bater certeira, não há como recusar este hábito positivo. Temos de procurar fazer o que nos faz sentir bem. Aumenta os nossos níveis de endorfina e assim, a nossa felicidade. Mas, o que há de tão especial em olhar para o céu, em olhar para o mar e observar um pôr-do-sol se já o fizemos tantas vezes? Julgo que a Natureza, infinitamente bela e misteriosa, tem o poder – simples – de nos relembrar qual é o nosso lugar na grande teia da existência. Faz-nos sentir a vida e a felicidade, faz com que regressemos à nossa essência e ao respeito pela divindade da Criação. É sagrada, a relação que temos com a Natureza. Ela é realista e determinada em nos inspirar e nós projetamos nela as nossas emoções. Foi um dia bom…um dia feliz.

“Louvado seja Deus pelo padrão sarapintado das coisas – pelos céus de duas cores…” 

 Gerald Hopkins

Audiências ou conteúdos com essência?

09-01-2019 23:44

Bem, não era para falar disto mas aqui vai – por já não ter pachorra para as notícias cansativas sobre a guerra de audiências entre o Goucha, a Cristina Ferreira e outros/as que tais. No meio disto tudo, onde fica o nosso bom senso de sentido crítico? Onde fica a nossa capacidade, não de seguir o programa de quem quer que seja, mas de avaliar o valor que nos acrescenta cada programa? Claro que cada pessoa tem gostos pessoais diversos mas mesmo assim, perguntem-se por favor: “Este programa televisivo faz-me sentir melhor ou pior? Dá-me informações relevantes, importantes para a minha vida ou nem por isso? Que conteúdos são comentados? Ao ver este programa, sentir-me-ei um pouco mais culto ou culta ou serve apenas para me distrair?” É que todas estas guerras de audiência só acontecem porque somos pouco exigentes na hora de escolher um canal televisivo. Deviamos ter senso de sentido crítico e não temos. Deveriamos ser nós, telespetadores, a mostrar que certos programas não nos interessam MESMO, e que os nossos interesses vão para além do mediatismo e das banalidades. O tempo – pelo menos falo por mim – é cada vez mais diminuto para as coisas REALMENTE importantes, pelo que não faz qualquer sentido, no pouco tempo que tenho, estar a ver coisas que nenhum “valor” real me trazem e com as quais não me identifico de todo. E, mesmo que tenham esse tempo, considero que talvez seja bem mais interessante optarem, por exemplo, pela leitura, por um canal de culinária, por um documentário ou por outro programa que vá para além de abordar vidas alheias em praça pública, encontros amorosos, farsas, etc, etc, etc. É que quanto maior for a audiência deste tipo de programas, menor será a qualidade do que vão fazendo em televisão, na medida em que o que importa é fazer subir as audiências e quanto maior a polémica que se construir melhor pois o público é disso que mostra que gosta. A responsabilidade é, portanto, nossa. Será o nosso senso crítico a não aceitar a imposição de qualquer “coisa” em televisão.

Ah, e deixemos de fora desta trama, o nosso Presidente da República porque ele já veio esclarecer que, por uma questão de equilíbrio, marcou a sua intervenção nos três canais televisivos. A questão não é com ele, é connosco, reside em avaliarmos o que nos “serve” e interessa e o que não passa de trivialidades, banalidades e mediatismos.

Como disse um dia o nosso Eça de Queiroz “O meu espírito crítico é grosso, só apanha as coisas de enorme relevo.”

Queremos ou não conteúdos relevantes, conteúdos com essência? Sejamos exigentes. Queiramos mais.

Dedica-te mais tempo…

07-01-2019 09:21

Dedica-te mais tempo. Toma o tempo para ti. Precisas. Para seres e estares para as outras pessoas, precisas também de te conceder tempo. E é na natureza que o consegues. É quando nada escutas, que escutas o som mudo da natureza que mais te sentes, que mais te examinas, que mais te escutas, que mais te entendes, que mais te conheces, que mais te reorientas, que mais te aproximas da tua essência, que mais te aproximas de ti, que te esvazias do inútil e que te enches de energia, de vigor, de calma, de inspiração…

Se te apetece, vai. Experimenta. Caminha. Procura o melhor para ti. Procura o que te faz bem. Toma a iniciativa. Liberta-te. É inquestionável o poder que a natureza tem sobre nós. A natureza tem uma divindade inerente e por isso nos traz tanta sabedoria. Basta procurá-la, parar ou caminhar nela, vê-la, senti-la. Prescruta, observa cada pormenor que te encanta nela e regista. Grava nos teus olhos e na tua alma. Descobre-te.

Celebra a natureza…celebra-te a ti.

Com inspiração se faz magia…

Corria o ano de 1991, quando J. K. Rowling, autora da saga Harry Potter, veio viver para o Porto. Escrevia de dia e dava aulas de inglês à noite. Foi aí que conheceu o seu ex-marido, tendo tido uma filha em 1993. Neste mesmo ano, no entanto, divorciou-se e partiu para a Escócia, levando na mala os três primeiros capítulos do seu primeiro livro “Harry Potter e a Pedra Filosofal”.

Foi assim, em Portugal e nomeadamente através das suas vivências culturais no Porto, que foi retirando inspirações que vão desde os nomes de personagens aos trajes académicos utilizados pelos estudantes. Os Uniformes de Hogwarts foram inspirados no traje académico, um dos maiores símbolos da tradição universitária (originária de  Coimbra): uma longa capa preta, gravata, camisa social, calças para os homens e saias para as mulheres. Este visual pitoresco fez com que a escritora incorporasse diversos desses elementos nas roupas dos alunos da escola de bruxaria de Hogwarts, tanto nos livros quanto nos filmes. Depois, nas capas dos estudantes, é comum usar-se emblemas cosidos que simbolizam  uma multiplicidade de coisas: o local de origem, o clube de futebol, a Faculdade que frequentam, etc. Cada curso possui cores diferentes, que as distinguem, um pouco como em Hogwarts com as cores e emblemas das casas, Gryffindor, Slytherin, Ravenclaw e Hufflepuff.

Por outro lado, com mais um toque de criatividade, Rowling utilizou também parte da história de Portugal para incorporar num dos personagens. O bruxo da era medieval, Salazar Slytherin – um dos quatro fundadores de Hogwarts – foi inspirado no ditador António de Oliveira Salazar, que governou o país entre 1932 e 1968, inserindo traços da personalidade do próprio António em Slytherin.

Também a Livraria Lello e o famoso Café Majestic foram uma fonte inspiradora para Rowling (já anteriormente referenciado aqui no Blog). Rowling foi frequentadora assídua dos espaços durante a temporada em que viveu no Porto, e foi nas célebres escadarias de madeira da Lello que se inspirou para criar as escadas dinâmicas de Hogwarts.

Com inspiração se fez, se faz magia…

Se cresço, logo existo…

“Se penso, logo existo”. É célebre esta frase do filósofo Descartes. Nunca o pensamento foi tão necessário como hoje. As pessoas não estão a usar a auto-crítica, a auto-reflexão para a sua melhoria pessoal e profissional. É necessário consciência e humildade para o fazer. Mas, este processo causa desconforto. Nas sessões de formação, costumo aflorar esta questão tão basilar. É comum detetar nas pessoas a pouca vontade de “remar contra a corrente”, de fazer diferente, de ser mais, de construir o melhor “cartão de visita” delas próprias. E, quando as abordo neste sentido, ficam a pensar. Já é um passo. Pensar, refletir sobre as suas próprias atitudes e comportamentos deve ser encarado como uma prioridade. Que imagem quero construir? Que pessoa quero ser? Que marca quero deixar no meu “caminho”? É sempre mais fácil criticar quem está à volta, é sempre mais fácil detetar posturas erradas, quando não são as nossas. Depois, por vezes o que acontece, é que, apesar de haver um reconhecimento do que está mal, existe uma “contaminação” negativa de atitudes impróprias. “Se o meu ou minha colega não faz, porque hei-de eu de fazer?”Pois bem, terão de reformatar este modo de pensar. “Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele.”Não devemos pensar nem agir tomando como referência exemplos que nos diminuem. O valor de cada pessoa reside na sua forma de pensar e de agir e esse valor poderá ser negativo ou…positivo. Que valor querem ter? É pondo em prática as suas competências intelectuais e morais que as pessoas se aperfeiçoam, se desenvolvem e crescem. O trabalho não é só um meio de sustentação económica, é um meio de identidade pessoal e de relação social. Sejam o vosso melhor “cartão de visita” nos espaços de trabalho e… na vida.

“Pensar o futuro de outra maneira, é já mudar o presente. O sonho fecunda a realidade.” 

Raul Diniz

A anestesia da indiferença…

29-11-2018 14:51

E se, de repente, vos perguntasse o que vos faria mais felizes no local de trabalho? Que resposta me dariam?

Pois bem, saiu muito recentemente o resultado de um estudo feito pelo Linkedln (conhecida rede social de trabalho) acerca disto mesmo e os resultados apontaram não para o aumento salarial, não para uma promoção, não para o aumento dos dias de férias, não para refeições gratuitas. Foram 2.400 as pessoas inquiridas e o ponto comum identificado como o promotor do aumento de smiles nos espaços de trabalho foi…a possibilidade de APRENDER! Sim, APRENDER, é considerado o fator-chave para o aumento da felicidade no trabalho. Refere o estudo que, quer seja através da frequência de cursos online, da leitura, da participação em webinars ou em novos projetos desafiantes da empresa, são bem-vindas todas as situações que colocam as pessoas fora da sua zona de conforto e que criam a necessidade de aprender novas habilidades. CONCORDO em absoluto.

Acerca disto, avanço dizendo que estamos ainda muito longe de conseguir despertar nas pessoas esta consciência e de que é urgente parar com a anestesia da indiferença perante o SABER. Como Formadora, são imensas as provas dadas de que as pessoas apenas “crescem” pessoal e profissionalmente, se deixarem de ser indiferentes ao SABER.

De acordo ainda com o estudo, as pessoas que ocupam parte do tempo do seu horário de trabalho a aprender apresentam:

– Menos 47% de probabilidades de se sentirem stressadas;

– 39% mais probabilidades de se sentirem produtivas e bem-sucedidas;

– 23% mais preparadas para terem responsabilidades adicionais;

– 21% mais probabilidades de se sentirem confiantes e contentes.

MAS, não são apenas as pessoas que “crescem”, também as empresas se desenvolvem e “crescem”. E, isto não significa aprender uma vez por ano numa formação, mas sim estar constantemente a aprender. E aqui, são ainda imensas as empresas que nem sequer cumprem com a formação anual OBRIGATÓRIA por lei. Ou então, que executam a formação sem qualquer eficácia: repetem-se temas, não se inova, não se definem objetivos, não se enquadra a formação como um instrumento estratégico de ação, aumentando a descrença na formação junto dos seus trabalhadores e trabalhadoras.

Como se resolve então este dilema gravíssimo? Insistindo, agitando consciências, realizando ações de formação de uma forma consciente, ética e responsável, fazendo acreditar que de facto é preciso que as pessoas tomem a iniciativa de “investirem” nelas próprias e que as empresas terão de reformatar a questão da formação. A mudança é cada vez mais veloz, mas vejo as pessoas e as empresas a viverem ainda lá atrás, com a mentalidade do séc. XX, vivendo, pensando e agindo de um modo totalmente obsoleto. O mundo há muito que não é já o mesmo e precisa de competências novas, de novas pessoas.

Vale a pena refletir sobre isto…com sentido de urgência. CUIDADO com a anestesia da indiferença.

Quem diz tudo saber…

“Para um ser consciente existir consiste em mudar, mudar para amadurecer, amadurecer para se criar a si mesmo indefinidamente.” (Henri Bergson.) , Ora, quem não se cria a si mesmo indefinidamente, ou não tem consciência do que tem de amadurecer ou tem preguiça de o fazer, pela dificuldade que isso comporta. Diria então que quem não assume a melhoria ao longo da vida, não adquire ou desenvolve competências essenciais para vida pessoal e profissional. São as competências pessoais e sociais que distinguem quem deixa uma referência positiva nos locais de trabalho dos/das restantes que dizem tudo saber. E quem tem preguiça para mudar, não sai da zona de conforto e terá de trabalhar dobrado. Mas, porquê? Porque lhe faltam as “ferramentas” essenciais para o seu bem-estar, quer pessoal, quer profissional. Falta-he o entendimento sobre o que significa trabalhar com foco, sobre como se poderá motivar com a função, como se relacionar com os pares e com as chefias, como tornar o local de trabalho num espaço de aprendizagem ao longo da vida e num meio para o seu desenvolvimento e crescimento profissional. Existem ainda tantas pessoas a resistir à mudança…a permanecerem fechadas a novos conhecimentos e a não acreditarem que o trabalho as identifica e que não pode ser encarado como um “fardo” diário. No final de mais um ano de trabalho, invistam na vossa formação, retirem daí todos os benefícios possíveis e sejam motores de uma mudança positiva. Vale pensar nisto…com humildade.

Quanto mais alto sobe…

Este provérbio tem um perfeito enquadramento na temática da Liderança. Na minha temática formativa de Liderança e Gestão de Equipas, alerto para o novo formato do papel dos/das líderes deste século. Refere Golsmith que “Quanto mais alto sobe, mais os seus problemas são comportamentais.” Contextualizando esta frase com o provérbio acima, avanço afirmando que uma das competências dos/das líderes/chefias de hoje é a da responsabilização dos membros da sua equipa, a par do seu crescimento e desenvolvimento. Os/as líderes, para além das suas vastas competências pessoais, terão de ter as competências sociais necessárias para que consiga deixar um legado positivo e uma referência para o futuro. E, neste sentido, uma das competências sociais que deverá ter é a da flexibilidade comportamental e isto significa exatamente ter “um olho no peixe e outro no gato”. Cada membro da equipa tem a sua particularidade, sendo que um/uma líder deverá ajustar-se a cada pessoa por forma a conseguir desenvolver as suas competências, a mobilizar e motivar toda a equipa para um mesmo objetivo. Existem membros passivos e outros agressivos. O poder da observação é aqui essencial. Conhecer bem para bem liderar. A liderança deve ter uma visão de helicóptero: afastar-se para ter uma perspetiva global do trabalho e dos objetivos e aproximar-se do terreno, estando presente, observando, dialogando, intervindo, auxiliando, atenta às especificidades das pessoas e situações. Porque…as pessoas têm percursos diferentes de vida e motivações diferentes. Não se pode padronizar a liderança. Vale a pena pensar nisto.

“Um mau líder até pode ser esperto e inteligente, mas só quem se preocupa verdadeiramente com os outros pode ser um bom líder.” François Pienaar

Uma questão de moral…

Este provérbio remete-nos para uma questão pertinente. Sempre que dou formação em Trabalho de Equipa, faço questão de abordá-la. Deste sábio provérbio, retiramos que em contexto de trabalho, não devemos misturar a amizade ou inimizade com as relações de trabalho. A nossa ética pessoal e profissional não deve ser colocada em causa por razões que se prendem com as nossas relações pessoais de amizade. Em contexto de trabalho, sigamos a regra da imparcialidade. Se o nosso colega ou a nossa colega é também nosso/a amigo/a, sempre que tiver uma postura incorreta, devemos dizê-lo com todo o respeito e clareza e não condescender, desvalorizar ou até “tomar partido”. Por outro lado, se, pelo contrário, tivermos de colaborar com alguém com o/a qual não sentimos qualquer afinidade, que o façamos sem ripostar pois, em contexto de trabalho, não temos de ser amigos/as de todos/as os/as colegas, mas temos, sim, de ser bons ou boas colegas de trabalho. Não “misturemos as águas.” Não se deverá perder o foco nem prejudicar a nossa imagem profissional. A questão da moral existe para além da esfera pessoal. Também deve existir na esfera profissional. Podemos ser o nosso melhor ou pior “cartão de visita”. Deixem uma marca positiva na vida e no trabalho. Vale a pena pensar nisto.

Errar é humano…

13-11-2018 22:47

Sempre que haja enquadramento ou se se proporcione nas minhas temáticas formativas, lanço desafios aos grupos, falo dos erros e falo de como é tão importante errar para se “crescer”. De como é imprescindível sair da zona de conforto e querer-se ser mais do que éramos ontem. Mais, em termos de participação, de criatividade, de inovação em contexto de trabalho. Mais em termos do “pensar fora da caixa”, de melhoria das competências pessoais e sociais de cada um/uma. Mais em termos de se reconhecer com humildade de que não sabemos tudo, de que temos de tentar, não ter medo de arriscar. E se errarmos? Saberemos que esse “caminho” já foi testado, que não resultou e daí retiramos a devida aprendizagem. Como foram conseguidas todas as grandes invenções? Por muitas tentativas e erros. Imaginem se os cientistas tivessem tido medo de errar e se optassem pela desistência após os erros. Errar algo pela primeira vez, é normal. Repetir o mesmo erro, já deixa transparecer falta de sabedoria. Portanto, lá diz o provérbio e muito bem de que “errar é humano”  e só não erra, quem nem sequer tenta, o que é bem pior. “A preguiça é mãe de todos os vícios”.

Sabedoria popular em estado bruto que afinal de contas é sensata e ética. Este será o primeiro de muitos outros posts alusivos aos provérbios portugueses e que prometem agitar consciências.

O que era, já não é, nem será jamais…

Como formadora e independentemente das temáticas que abordo, não deixo nunca de alertar para as mudanças que já chegaram e que se vão reforçar rapidamente nos anos que temos pela frente. Tudo acontecerá bem depressa e a população ativa tem de tomar já consciência de que deverão reformatar a sua forma de estar no mundo do trabalho. 

As formas de gestão do século XX estão obsoletas e os/as profissionais deverão adquirir novas competências para enfrentarem o mundo do trabalho e “crescerem” com ele. Isto porque, os robôs chegaram e vão ficar, o que poderá representar o céu (aumento da qualidade de vida e da produtividade) ou o inferno (perda de empregos e desigualdade social). Em 2025, mais de 50% dos empregos do globo estarão nas mãos de máquinas. Tão pouco a arte escapará a esta realidade. Estamos aqui a falar, por exemplo, da escrita e da pintura.

Com o avanço da Inteligência Artificial, serão as tarefas mais simples e mais mal pagas, as primeiras a serem automatizadas mas todas irão sofrer os efeitos da automação. E em Portugal, os efeitos far-se-ão sentir bastante (58,9% dos empregos em Portugal, apresentam elevado risco de automação nos próximos 20 anos). Assim, já em 2022, o trabalhador ou trabalhadora ideal terá de ter um conjunto de competências que passarão pela resolução de problemas, pelo pensamento crítico, pela criatividade e pela capacidade de iniciativa. As pessoas deverão ser intra-empreendedoras nas empresas, deixando de lado o medo e a passividade do passado,

Ora, sendo esta a Semana Europeia da Formação Profissional, acreditem e mentalizem-se de que devemos ser eternos aprendizes, teremos de saber coisas novas e em pouco tempo, aplicando-as em novos ambientes de trabalho. Têm de sair da zona de conforto, mudar mentalidades e adquirir novas competências Por outro lado, às empresas interessará recrutar talentos.

A educação, a formação e a aprendizagem ao longo da vida não deverá ser pois considerada como uma opção. Delas dependerá a vossa sobrevivência no mercado de trabalho. As vossas qualificações e competências serão “carimbos” obrigatórios no vosso passaporte pessoal e profissional. 

Quantas horas de formação frequentaram este ano? As temáticas abordadas foram relevantes? Importantes para a melhoria do vosso desempenho ou repetiram-se temas do ano passado?

Fica a reflexão.O que era, já não é. nem será jamais.

Foco…precisa-se

As tarefas da casa, as compras, os compromissos triviais do dia-a-dia, as crianças, os horários, o nosso lado profissional, as mochilas, o acompanhamento escolar, o descanso, as refeições…já estão cansados/as? Pois bem, regressámos às rotinas e acredito que não tem sido nada fácil manter o foco entre as múltiplas tarefas que temos diáriamente. Este post vai, portanto, ajudar. Começo por dar algumas dicas práticas:

Faça pausas – a nossa produtividade aumenta caso se faça pausas de 5mn a cada hora de trabalho. É o suficiente para se fazer um restart mental. Renova a nossa energia.

Medite – nas pausas de 5 mn tente focar-se em algo: num quadro, numa pintura, numa paisagem, e relaxe.

Mude de tarefa – se está com um trabalho complexo e está a forçar a concentração, pare e mude de tarefa. Temos de aceitar os nossos limites e regressar mais tarde à mesma tarefa  sem sentimentos de frustração.

Sintonize-se com o seu  ritmo biológico – trabalha melhor de manhã, à tarde ou à noite? Então, tenha consciência do seu melhor período do dia para que concentre aí o que lhe é mais difícil concretizar.

Tome notas – é simples e resulta. Defina as prioridades e escreva-as. Quando chegar ao final de cada dia, vai sentir-se satisfeito/a e com uma sensação de eficácia pessoal.

Saiba dizer “não” – diga “não” às interrupções, aos sabotadores da sua eficiência.

Organize o espaço de trabalho – se o nosso espaço de trabalho estiver organizado, limpo e até bonito, isso motivar-nos-á para o que temos de fazer e a nossa criatividade subirá em flecha.

Faça exercício físico – todos/as já sabemos que o exercício físico tem um grande impacto a nível físico e psicológico. Basta uma caminhada de meia-hora por dia.

Alimente-se bem – também conhecemos os benefícios de uma alimentação saudável e alguns alimentos têm propriedades que potenciam as funções cerebrais. Alimente-se bem.

Durma bem – dormir 8h diárias é conceder-nos o descanso ideal para a renovação de energias para mais um dia focado.

Mantenham, pois, o foco. Por uma vida com menos ansiedade e stress.

FIB…um bom investimento

Falemos hoje do FIB. Este é o novo indicador das empresas de sucesso. O FIB – Felicidade Interna Bruta – é um conceito que foi adotado pela primeira vez pelo Reino do Butão, um pequeno país da Ásia e que veio revolucionar a forma como se mede o desempenho de uma nação e agora também…das empresas. 

Desde a Segunda Guerra Mundial que ouvimos falar do PIB (Produto Interno Bruto), indicador que mede a produção económica de um país e também as empresas têm medido os seus desempenhos com base nas mesmas métricas. Regem-se pela quantidade de dinheiro obtido. Contudo, algumas empresas de vanguarda, de visão, já entenderam que são os indicadores de felicidade que têm o potencial de se converterem em ganhos financeiros e de garantirem o sucesso sustentado. 

De acordo com o conceito original do Butão, é a saúde, a felicidade e o equilíbrio, as coisas mais importantes que um país pode oferecer ao seu povo. E, nas empresas? Não será o mesmo? Cada vez mais proliferam opiniões de que é importante que as empresas implementem um conjunto de incentivos emocionais que aumentem o comprometimento e a produtividade dos seus colaboradores e colaboradoras, que façam com que as pessoas sintam prazer em ir trabalhar todos os dias e por vezes estamos a falar de medidas muito simples, pormenores que são difíceis de medir mas que no final aumentam o compromisso e a fidelização às empresas (reforço e melhoria da qualidade da comunicação interna, espaços de trabalho criativos/inspiradores, happy-hours, agradecimentos genuínos, etc).

Falamos de salário emocional. Um outro conceito de salário, muito diferente da conceção de salário (espelhado nos recibos de vencimento) que conhecemos. É verdade que as pessoas têm de ser recompensadas através de salários adequados às suas funções e responsabilidades mas, hoje, só isso não é suficiente. As pessoas querem sentir-se valorizadas, respeitadas e ver o seu trabalho reconhecido. As pessoas querem sentir-se felizes nos locais de trabalho, nos locais onde passam a maior do seu tempo e da sua vida e compreender em como são importantes para a missão das empresas.

FIB é pois um bom investimento e é um desafio que fica para as empresas.

O fenómeno da contaminação e a missão da liderança

Tem-me insistentemente mostrado a experiência formativa de que são ainda muitos os colaboradores e colaboradoras que persistem em seguir os maus exemplos e que, nos locais de trabalho, se deixam “contaminar” pela passividade ou pela agressividade de outros e de outras. Ou baixam os braços ou contribuem para “alimentar” focos de tensão laboral. Existirá algum benefício? O que ganharão com isso, afinal? Talvez ganhem mais uma “nódoa” negra no seu cartão de visita profissional, talvez ganhem pontos na descida da sua carreira profissional, talvez até a sua imagem saia prejudicada? Será que é mais frutuoso do que simplesmente refletir sobre os seus valores, sobre o que é correto e “copiarem” o colega ou colega que demonstra comprometimento com o trabalho, com a equipa e que se interessa em criar valor para a empresa e para si? Será?

Falta aos primeiros ou primeiras uma competência, talvez duas: a capacidade de se liderarem bem a si mesmos/as e a consciência de que, como profissionais, deverão deixar um legado de bons exemplos, de profissionalismo ético nos locais de trabalho. Isso sim, faz deles ou delas, verdadeiros casos de sucesso pessoal. Isso sim, fará com que sejam respeitados/as, inspirem melhorias nos/nas colegas de equipa, fará com que motivem para a mudança, fará com que ajudem outros/as a se desenvolverem nos contextos de trabalho.Isso sim, fará deles e delas, verdadeiros casos de orgulho pessoal.

Penso agora também nos líderes e nas líderes, na grande e exaustiva missão que têm em mãos, mas que fará deles e delas, verdadeiros líderes com sentido de missão, líderes com visão, líderes que deixarão um legado positivo nos meios laborais, como também na vida pessoal. Não esqueçamos que o trabalho é uma extensão daquilo que somos e a forma como o encaramos espelha a nossa individualidade.

Vamos continuar a ser menos quando podemos e devemos ser mais? “Copiar” é válido mas só se nos “acrescentar” e nos fizer evoluir, enquanto pessoas e profissionais. Que a contaminação positiva comece! Vale a pena pensar nisto.

Segue os teus sonhos…

16-09-2018 12:01

E aqui estamos em mais um ano de Blog! O Pieces of Moments comemorou ontem o seu 3º aniversário! Queria que este post tivesse sido publicado ontem mas apenas hoje tive um pouco de tempo para o fazer. As minhas desculpas. Neste dia, e sendo apaixonada por livros, não podia deixar de referir uma frase retirada do livro “O Monge que Vendeu o seu Ferrari”:

“Empenha-te em aperfeiçoar a tua mente e o teu corpo. Alimenta o teu espírito. Faz as coisas que temes. Começa a viver com energia desenfreada e entusiasmo sem fim. Vê o sol nascer. Dança à chuva. Sê a pessoa que sonhas ser. Faz as coisas que sempre quiseste fazer mas, que não fazias, pensando que eras demasiado novo, demasiado velho, demasiado rico ou demasiado pobre. Prepara-te para viver uma vida plenamente desperta e sublimada.”

Não deveria ser esta a nossa filosofia de vida? O Blog nasceu um pouco deste espírito aventureiro. Não percebia nada deste assunto de Blogs mas  aceitei seguir o desafio e a pulso lá o fui construindo. Deixei-me conduzir pelo caminho da intuição, segui um dos meus sonhos e ele soube o caminho. O Blog alimenta o meu espírito, é um cantinho que me dá entusiasmo, apesar de, por motivos profissionais, não lhe ter dedicado muito tempo no corrente ano de 2018.

Contudo, hoje o Blog Pieces of Moments conta com 578.262 visitantes e atingiu o feliz número de 1.253.358 visitas. É para todas estas pessoas espalhadas pelo mundo que dou o meu melhor pelo Blog. Passo a passo, o Pieces of Moments foi ganhando tamanho, dimensão e é assim que os desafios nos entusiasmam.

Por mim, pelos meus sonhos, por vocês e pelo meu querido Pieces of Moments, continuaremos a inspirar vidas, a orientar caminhos e a promover Portugal!!! O NOSSO MUITO OBRIGADA!!! Fiquem connosco!!! ATÉ JÁ!!!

A falta de empatia empresarial…

Atualmente, a maioria das empresas atravessa dificuldades enormes em termos da gestão das suas pessoas, das suas equipas de trabalho. Já não são capazes de põr o grupo a funcionar. Trabalha-se com urgência, não se redefine o trabalho, não se lhe atribui um sentido, não se comunica ou comunica-se mal, não se aplica a empatia nos locais de trabalho. Assim, cada colaborador e colaboradora não se reencontra na estrutura profissional e todos/as perdem, incluindo a empresa.

Durante décadas, o mundo profissional tem fechado os olhos a este mal-estar no local de trabalho, o que tem aumentado o stress, a desmotivação, as baixas médicas e até mesmo os suicídios. Muitos colaboradores e colaboradoras sentem-se abandonados/as na esfera profissional, não são ouvidos/as, não têm interlocutores, sentem-se negligenciados/as, desrespeitados/as o que só contribui para o seu descontentamento e falta de produtividade.

O que podem fazer as empresas? SE são as pessoas que colocam o sistema a funcionar, se as mesmas estiverem motivadas, se sentirem valorizadas e respeitadas, CLARO que os efeitos positivos virão, quer para os próprios colaboradores e colaboradoras, quer para as empresas. SE as pessoas estiverem motivadas, serão eficientes e produtivas, terão ânimo e vontade; SE, ao contrário, estiverem desmotivadas, tornar-se-ão indiferentes, distantes, sem o foco necessário à concretização dos objetivos pessoais e empresariais.

Dirigir um empregado ou empregada que obedeça, já NÃO BASTA. A gestão com base no medo, na desconfiança está ultrapassada, está obsoleta. Há que saber tornar os colaboradores e colaboradoras verdadeiros parceiros da empresa, do negócio. Não há milagres. Para se receber, tem de se dar. É uma questão de equilíbrio, de ética profissional. Diría até mais: é uma questão de empatia empresarial. Ou se tem ou não se tem. Para as empresas se  fazerem respeitar, têm de respeitar também.

É urgente restabelecer o desejo de trabalhar, o gosto pelo trabalho e isso apenas será conseguido SE os colaboradores e colaboradoras se sentirem reconhecidos/as, estimados/as e integrados/as na empresa. O trabalho não deverá ser encarado como uma obrigação, como uma necessidade, como um hábito. Deve ser visto como algo atrativo, que crie harmonia e continuada motivação, para um crescimento sustentado das empresas, das suas pessoas e das suas equipas.

As empresas, os gestores e gestoras que assim não pensarem e agirem, não serão reconhecidos como socialmente responsáveis no meio empresarial e no mercado de trabalho e, a seu tempo, serão colocados/as à margem e alvos de uma seleção natural.

O estatuto social do trabalho…

O trabalho apoia-se numa faixa etária dos 25 aos 50 anos, existindo um adiamento da entrada na vida ativa e restando aproximadamente 30 anos para se construir o estatuto social e precaver o futuro. Nestes 30 anos, tudo avança muito rapidamente, cabendo à empresa adaptar-se aos seus colaboradores e colaboradoras:

A) Desenvolver o gosto e o desejo de trabalhar nos jovens dos 16 anos aos 25 anos;

B) Compreender, estimular e encorajar os que têm entre 25 e 50 anos;

C) Respeitar, adaptando o posto de trabalho, os que estão entre os 50 e os 65 anos.

Hoje, é preciso facilitar o diálogo com os colaboradores e colaboradoras, promover uma escuta empática que renove a vontade de trabalhar, que envolva as pessoas num projeto concreto e bem definido, que os motive e que os faça evoluir no seu estatuto social. Uma ressalva importante para a população ativa menos jovem que, sem dúvida, representa um grande potencial em termos de saber-fazer e de saber-ser e que poderá transmiti-los aos mais jovens.

Quanto aos colaboradores e colaboradoras, devem traçar objetivos e planear de modo racional, empenhando-se com o coração. Devem focar-se emocionalmente nos seus objetivos. Devem esforçar-se e ter determinação e entusiasmo. 

Enfim, empresas, colaboradores e colaboradoras, devem compreender que a razão disciplina e que o coração motiva. 

Tal como referiu Vince Dente: “Deixe-se inspirar. Permita-se o sucesso. Atreva-se a sobresssair.”

O seu futuro é sempre obra sua…

Durante muito tempo, o trabalho evocava a ideia de contrariedade, de esforço,de sofrimento, de exploração, de regras, de rotinas e até de escravidão. Mas, no início do séc. XX, a noção de trabalho evoluiu e surge a ideia de benefício, de valorização e de transformação. Atualmente, o trabalho deve ser produtivo, deve remunerar e valorizar o cidadão ou cidadã. É necessário distinguir o trabalho enquanto valor e o trabalho enquanto mera atividade. O trabalho deve contribuir para a socialização, através da participação numa estrutura e da partilha de objetivos concretos.

Qualquer cidadão ou cidadã deve procurar no trabalho uma satisfação pessoal e o principal objetivo deve ser um melhor compromisso de forma a melhorar o desempenho e a rentabilidade, de forma a fortalecer o seu estatuto profissional. Por outro lado, o objetivo de qualquer empresa é melhorar as condições de trabalho dos seus colaboradores e colaboradoras, para aumentar o seu rendimento, assegurar bons desempenhos e condições positivas de desenvolvimento. Para tal, é necessário respeitar as pessoas pois motivadas são a chave do sucesso. Toda a empresa deve investir nos colaboradores e colaboradoras enquanto pessoas, respeitando as suas especificidades, as suas necessidades, a sua originalidade, a sua força moral e a sua importância no grupo.

É este o preço para que ele/ela dê o seu máximo empenho. Se assim não for, não se poderá exigir a quem não se sente reconhecido/a.

Tenham consciência das vossas valências, construam o vosso melhor cartão de visita, assumam a vossa profissão com ética profissional mas procurem também pela vossa felicidade no local de trabalho. Só assim serão felizes.

O vosso futuro é sempre obra vossa.

O que se sente com meio século?

04-07-2018 14:25

O que se sente quando se faz 50 anos? Vida, muita vida. E sente-se, sente-se muito. Celebra-se, valorizando tudo o que temos, tudo o que temos sido, tudo o que ganhámos, entende-se o que perdemos, tudo ganha sentido e tudo se clarifica. A idade que se ganha vem acompanhada de uma sabedoria especial. O que importa são os momentos e os momentos bem pequeninos. Valoriza-se muito o pouco, que, no entanto, significa muito para nós.

É o postal que se recebe, é a mensagem que se lê “…da família que te ama”, são as flores no nosso colo, são as cores do coração, são as mensagens lidas e entendidas, é o brilho nos olhares dos meus filhos, é a alegria dos meus pais, são as risadas, o aconchego, são os gestos, as palavras não ditas mas presentes e ouvir “és a mulher da minha vida”.

Senti a VIDA. Senti o AMOR. E agradeço a Deus por SENTIR tanto.

E o que mais IMPORTA? Nada, NADA mesmo!

O envelhecimento empresarial…

Depois de as empresas entrarem na sua fase adulta, inicia-se o processo de envelhecimento e se esta é uma etapa de experiência acumulada, é também o início do declíneo orgânico. Começam a perder força, fatigam-se mais, o sistema imunitário fica mais debilitado. É a fase da reação, mais do que da ação. 

A perda de força corresponde à falta de proatividade, em que as empresas passam apenas a reagir às alterações do mercado. Não inovam, não criam nada de novo. Têm uma postura passiva, o que significará uma morte precoce, um envelhecimento acelerado, a espera pelo fim, à medida que vão invejando o amadurecimento saudável de umas e a juventude de outras.

Não deverão então as empresas esperar pelas consequências, deixando que o mercado tome conta delas. Assim como no corpo, também nas empresas, as defesas vão dimininuindo, a capacidade de reagir à concorrência, à pressão financeira, à turbulência dos mercados, vai ficando comprometida. Têm de se preocupar com a alimentação, com o exercício. Alimentar a empresa significa estimular a criatividade, promover novas estratégias, criar ramos diferenciadores de negócio. Fazer exercício corresponde à necessidade de criar estímulos à produtividade, fomentar novos desafios que impliquem ajustamentos e adaptações, os quais não são mais do que exercícios de crescimento.

Mas…atenção. Crescimento não significa desenvolvimento. O primeiro é quantitativo, o segundo é qualitativo. Não basta crescer, é preciso desenvolver. O crescimento sem desenvolvimento, é uma evolução aparente.

Uma empresa deve ter colaboradores que sejam seus parceiros, que sejam interventivos, envolvidos, criativos e emocionalmente equilibrados, por forma a terem capacidade de resposta perante a adversidade.

Palavra de Formadora 🙂

Conhece-te e foca-te no que te acrescenta

Tendo em conta, felizmente, as múltiplas e enriquecedoras experiências formativas que tenho tido como Formadora, e que me têm impedido de publicar no Blog, considerei importante falar-vos hoje da urgência do auto-conhecimento. Este é o ponto de partida para qualquer melhoria, quer seja este de âmbito pessoal ou profissional. É preciso foco no que interessa e o que nos interessa não são as outras pessoas, mas sim nós, em primeiro lugar. É por aqui que o nosso trabalho de casa deve começar. E tanto há que reconhecer. Há que pensar nos nossos pontos fracos, ter humildade em saber aceitá-los e ter a coragem e a vontade de os eliminar. Será um processo longo, mas possível. Trata-se de dar pequenos passos, trata-se da nossa reconstrução e tudo inicia na nossa forma de pensar. Depois, há que incidir o nosso foco em tudo o que nos possa acrescentar, em tudo o que possa reforçar a nossa felicidade e bem-estar.

Depois, e consequentemente, virão as outras pessoas e certamente estaremos mais aptos e aptas para nos relacionarmos melhor, para sermos mais empáticos e empáticas, mais assertivos e assertivas, para contribuirmos para o nosso bem-estar, para o bem-estar dos que nos rodeiam, bem como para a melhoria dos contextos de trabalho.

Pensem nisto.

O fenómeno do presenteísmo…

Se o absentismo é sobejamente conhecido como uma forma de diminuição da produtividade, devido à ausência do trabalhador ou trabalhadora, falemos agora do tão comum presenteísmo. E o que significa? Significa a diminuição da produtividade, da performance, devido a problemas físicos e psicológicos do/a trabalhador/a, quando este/a se encontra no local de trabalho. Pode faltar-lhe a produtividade porque está sem motivação, tem problemas de auto-estima ou porque simplesmente sofre de lombalgias, de dores de cabeça, etc. Independentemente do motivo, o/a trabalhador/a não está a produzir o que deveria, não está a conseguir potenciar o seu desempenho.

Assim, pensar apenas no tapete da empresa do que em quem o pisa, é um  erro estratégicamente grave. Não basta dispor da mais avançada tecnologia, de uma sólida base financeira ou de uma posição dominante no mercado para assegurar o sucesso, se as mesmas não forem sustentadas por uma força de trabalho motivada, ouvida, valorizada, com aptidões viradas para o futuro e de elevada produtividade. 

O relacionamento entre colaboradores/as e empregadores já não é sustentada por uma relação de trabalho dependente mas antes por uma relação de parceria. Deverá existir um alinhamento de valores entre a empresa e os/as colaboradores/as para que a empresa cumpra a sua missão social e para que os colaboradores e colaboradoras sejam intraempreendedores e intraempreendedoras.  

Vale a pena pensar nisto.

Gerir é treinar…

Um líder de uma organização tem de estar na vida com a mesma postura de um atleta de alto rendimento. Este programa a sua época por forma a estar em forma nos torneios mais importantes da organização. Para isso treina, recupera, alimenta-se e descansa para que no momento em que precisar de todas as suas capacidades físicas e mentais, esteja no auge. Ora, um líder, para estar em forma nos momentos estratégicos da empresa (apresentação do plano de ação, lançamento de novos produtos, etc) terá de estar em forma, quer em termos físicos, quer em termos intelectuais. Terá de ter foco, entusiasmo, rigor e treinar as suas competências. Deverá acreditar na missão da empresa e motivar os colaboradores e colaboradoras. Para tal, há que treinar o corpo e treinar as competências comportamentais. Um corpo treinado mas desmotivado, é um veículo sem combustível, sem energia, sem envolvimento, sem compromisso.

Vale a pena pensar nisto.

A biologia e as organizações…

Um dos traços mais interessantes do nosso organismo é o facto de as células, tecidos, orgãos, aparelhos e sistemas trabalharem em equipa, por forma a garantirem a eficiência: menor dispêndio de energia para o maior retorno possível. Se gastamos mais energia do que a necessária, algo vai mal. Assim como acontece na empresa. Tanto no corpo como nas organizações, perda de eficiência é perda de rendimento. Quando temos febre, sentimos arrepios de frio, não é? Ora, o que faz uma empresa quando recebe uma encomenda de dimensões fora do normal? Também “treme”. A febre é uma reação normal a uma situação anormal mas a seguir à tremura, deverá vir a racionalidade e os antipiréticos. Assim também o é nas empresas: há que tratar das razões da “tremura”. 

O que o corpo também diz à empresa é que quando o músculo esquelético fica inativo devido a uma fratura, vai atrofiar mas…se se treinar com pesos, o músculo vai aumentar e vai hipertrofiar. O mesmo acontece nas organizações: se os colaboradores não tiverem estímulos, acabam por “definhar” e “empobrecer” mas se tiverem estímulos crescentes, vão beneficiar da hipertrofia.

Vale a pena pensar nisto.

Um ficheiro de sorrisos…

Resultado de imagem para ficheiro de sorrisos

Cada vez mais se valorizam e se premeiam as empresas onde é melhor trabalhar. E ainda bem. Na verdade, estas são aquelas que podem inspirar todas as outras que ainda permanecem no lado obscuro em termos de práticas empresariais. As que se recusam a “ver”, as que têm “morte” anunciada em termos de imagem empresarial, as que permanecem na “cegueira” em termos da função social que deveriam assumir, bem que poderiam começar por criar um mero e singelo “ficheiro de sorrisos”. Medida muito simples e sem custos (talvez alguns cêntimos?!). Uma medida que envolveria todos os colasboradores e colaboradoras e que passaria por um mero registo de todos os comentários positivos feitos por colegas, clientes, fornecedores e superiores. Cada funcionário/a teria o seu próprio “ficheiro de sorrisos” e, no final do ano, a empresa teria um verdadeiro registo de elogios, contribuindo para a elevação da moral interna. Simples e eficaz.

Use it or lose it…

Como tonificar o cérebro? O nosso cérebro não é diferente do resto do corpo: precisa de ser exercitado de forma regular para se manter em forma ao longo da nossa vida. Use it or lose it. É necessário exercitar o cérebro através de atividades que o estimulem e que propiciem a criação de novos neurónios. É necessário propor novos desafios ao cérebro de forma a que ele sai da sua zona de conforto. Assim, dar aulas ou estudar e até mesmo ler, pode travar a deterioração mental. Procurem novos interesses e descubram novas ideias. Esta é uma boa prevenção para a doença de Alzheimer. Fica a sugestão.

Comprar coisas ou recordações?

Um iPhone ou viajar? Devemos comprar coisas ou recordações? Sem dúvida alguma, viajar será sempre a minha opção. Estudos sucessivos mostram que as pessoas ficam mais bem-dispostas quando adquirem experiências e não coisas tangíveis. É quando se ouve a expressão “dinheiro bem gasto” que atestamos a felicidade de quem fez ou vai fazer um investimento em recordações felizes e que está a contribuir para o seu historial e desenvolvimento pessoal.

E não é necessário ir longe, basta sair da rotina nem que seja para conhecer algo perto que ainda não conhecemos. Há sempre mais por descobrir e Portugal é uma grande fonte para a aquisição de novas recordações. Já conhecem bem a vossa região? Vamos a isso?

Sarar a alma…

Falemos de biblioterapia gratuita. Uma das regalias que nos são concedidas pelas bibliotecas públicas. Desde o Egito e a Grécia antigos que se crê no poder curativo dos livros e por esse motivo por cima das portas das bibliotecas se viam dísticos que indicavam que se entrava num local para sarar a alma.

É reconhecido que os livros de ficção melhoram a nossa capacidade de registar e de interpretar as emoções de terceiros e que aumentam a capacidade de refletirmos sobre os nossos problemas ao lermos semelhanças em personagens e enredos.

Uma atitude económica que nos pode trazer felicidade. E então? Têm o hábito de recorrer à biblioteca pública? Fica a dica.

O que te prende aqui?

Comecei a ler o Livro do Likke de Meik Wiking. Começa ele por transcrever um excerto de Hemingway: “- Que é que nos prende aqui, Sam? – Ainda há bem neste mundo, senhor Frodo, e vale a pena lutar por ele.” 

Isto inspirou-me a pensar que enquanto Formadora, é esse também o meu papel. O de, dentro do possível, contribuir para um maior bem-estar e felicidade de pessoas, quer em contexto de trabalho, quer na esfera pessoal. Esse excerto fez-me querer afirmar o quanto é importante a função da formação. Mas…não aquela formação de “pacote”, desprovida de comprometimento com processos de melhoria, aquela que “despeja”conteúdos sem filtrar e sem ser objetiva, aquela que não estimula a participação dos formandos e formandas. Isso não é formação, é débito massivo de teorias.

Falo da formação ministrada de forma apaixonada, que também desperta paixões nas pessoas que durante horas ali estão para “crescer”, para melhorar, para se motivarem para melhores desempenhos, enquanto pessoas e profissionais. Falo de formação que leva as pessoas a quererem saber mais e a valorizarem o seu aprefeiçoamento contínuo.

Para tal, o que deverão fazer os Formadores e Formadoras? Trabalharem incansávelmente, estudarem assíduamente e investigarem de forma sagaz. Esse é o único caminho para conseguirem respeitar e fazer respeitar a nobreza da formação profissional. Se dá trabalho? Dá, muito, mas…vale a pena. O caminho é por aqui.

“No aprendido, só poderemos saber o que as palavras significam, só as compreenderemos verdadeiramente, se delas tirarmos força para a ação, ou seja, nas consequências que tiver para nós o que aprendemos” 

Raul Diniz

Saber dizer NÃO…

Saibamos que o termo “Não” poderá não ter um significado negativo. Por vezes, dizer “Não” significa assertividade e saber gerir o tempo. Concordar com solicitações pouco razoáveis de alguém de casa, da escola ou do trabalho, pode ser uma das coisas que mais nos fazem perder tempo. A vida ficará mais simples e ganhar-se-á tempo para mais coisas.

Antes de se aceitar um pedido, analise e pondere. Algumas tarefas podem exigir mais tempo do que à primeira vista poderia parecer (devemos acrescentar sempre 10% a 25% a qualquer estimativa). Deve-se também impor um limite de tempo ao nosso compromisso (se se vai poder ajudar durante umas horas por semana, que se cumpra o estipulado).

A compreensão e a consciencialização dos nossos valores essenciais faz com que seja mais fácil dizer “Não” sem nos sentirmos culpados/as. É uma questão de auto-afirmação. de asserttividade e de equilíbrio.

Vale a pena pensar nisto.

Construir o EU e o NÓS…

De volta ao Blog. Desde 21 de Fevereiro/18 que o não fazia. Isto porque como Formadora e Consultora, o trabalho de terreno me tem “chamado”. É inadiável “(…)Buscar na linha fria do horizonte, a árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte(…)”. Tal como no Blog, identifico esta etapa da vida como uma missão inspiradora, em que me esforço por sensibilizar o tecido empresarial para o inquestionável valor das pessoas e da formação. E tem sido fabuloso. 

Fabuloso verificar que os profissionais antes de mais são pessoas que precisam de ser motivadas para a excelência pessoal e profissional. Fabuloso verificar que a cada ação de formação terminada, sinto que, por mais pequena que tenha sido a transformação, cada formando e cada formanda sairam da sua “zona de conforto” no sentido de adquirirem e alavancarem competências para o seu crescimento pessoal e profissional, Fabuloso constatar que AGORA as empresas “despertaram” para a importância que têm as soft skills na produtividade, no bem-estar e na felicidade em contexto de trabalho. 

Só existem, pois, duas razões para a falta de excelência profissional:

A) A falta de formação

B) A falta de atitude (responsabilidade, empenho e compromisso)

É necessário trabalhar o “EU”, construir um novo “EU” para chegar ao “NÓS”. Cada profissional deverá estar orientado para atuar de acordo com os seus valores, estar focado em si mas também nos outros e no serviço, estarem recetivos à necessidade de mudança como um processo de melhoria contínua.

É necessária a formação para a mudança de atitudes. Não existe outra maneira. Contudo, dar formação não passa por transferir informação, por debitar matérias, passa por um grande empenho, um grande sentido de missão, passa por criar motivação e confiança para a mudança, passa por ser autêntico/a, passa por querer ajudar cada formando, cada formanda, acreditando no aumento da sua felicidade na vida e no trabalho. Como costumo dizer “nem que seja 1% de melhoria diária”, é preciso “caminhar” nesse sentido.

Nas ações de formação da minha esfera de competência, trabalhamos a assertividade, a liderança, a comunicação, a gestão de conflitos, a gestão do tempo, a ética profissional, a gestão de equipas, o trabalho de equipa, o autoconhecimento e a gestão de carreira, a gestão de competências, as boas práticas de gestão e o comportamento organizacional.

Estamos no século XXI, na era das soft skills, não podemos mais fazer as coisas erradas. O sucesso não “mora” na nossa zona de conforto.

Tal como Fernando Pessoa referiu:

“…é ver as formas invisíveis

Da distância imprecisa e, com sensíveis

Movimentos da esperança e da vontade,

Buscar na linha fria do horizonte

A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte –

Os beijos merecidos da verdade.”

Fernando Pessoa – Mensagem

Até já e…bom fim de semana! Estejam sempre por aqui 🙂

O nosso raio emocional…

O que significa raio emocional? Refere-se aos nossos estados emocionais e ao modo como os gerimos. Inclui o que sentimos acerca de nós próprios/as, das pessoas de quem gostamos e dos acontecimentos e circunstâncias da nossa vida. Passamos uma boa parte da nossa vida estimulados/as pelas emoções mas nem sempre as reconhecemos e tentamos perceber porque estão presentes, as integramos e utilizamos eficazmente a sua energia. Saibam que a emoção significa “energia em movimento”. Por outro lado, tendemos a classificar as emoções como “boas” ou “más” e a querer apenas as que nos fazem bem e a evitar as que nos fazem mal. Contudo, a energia não é “boa” nem “má”, é simplesmente informação e nesse sentido a energia ou carga de emoções, pode gerar um impulso consciente ou inconsciente para passarmos à ação. Deste modo, qualquer emoção – até a mais difícil -pode ser utilizada para inspirar ações positivas. Esta é uma conquista comum aos grandes líderes da história.

Algo muito importante a salientar aqui é que os padrões emocionais por resolver da infância, podem afetar o desempenho na carreira e o êxito a longo prazo, na fase adulta. Será que reagimos aos acontecimentos da nossa vida adulta como lhes reagimos em criança? Pensemos, por exemplo, em alguém altamente tenso que se zanga com toda a gente no local de trabalho por uma razão trivial e que depois sai e volta às suas tarefas, sem se dar conta de que talvez tenha arruinado o desempenho da restante equipa no resto da semana. Saber lidar com as emoções de modo eficaz é importante porque elas podem produzir um impacto substancial sobre nós próprios/as e sobre as outras pessoas.

Isto é…inteligência emocional. Uma “regra de ouro” intemporal, característica diferenciadora dos profissionais de excelência.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

Rumo ao infinito…

Rumo ao infinito e mais além. Este é o tema do post de hoje. Falemos da nossa marca pessoal, da marca “EU” e do nossso raio pessoal. Será que o que fazemos, nos acrescenta valor distinto e notável? Do que mais nos orgulhamos? Vale a pena pensar um pouco nisto pois todos/as nós somos uma marca e devemos torná-la positiva, centrando-nos naquilo que faz acrescer valor. Assim sendo, devemos ser autênticos/as, ligados/as às pessoas, sermos excelentes no que fazemos, acrescentando valor e sermos visionários.

A vida tem de ser uma aventura desafiante. Nas “bifurcações do rio”, há que escolher a direção que queremos e não optarmos por nos deixarmos levar ao “sabor da corrente”. Se isto acontecer, mais a jusante, vão perceber que naquela “bifurcação”, tiveram a oportunidade de escolher mas que preferiram na altura não o fazer. Tal como Alice no País das Maravilhas, que pergunta ao Gato de Cheshire onde a conduzirá um dos caminhos, independentemente de não saber para onde vai, também nós, se não escolhermos um destino, qualquer direção/caminho servirá e vamos deambulando pela vida.

Quanto mais nos conseguirmos concentrar nas coisas que estimulam o uso das nossas capacidades únicas, melhores hipóteses teremos de preencher as nossas vidas pessoais e profissionais com conquistas.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

“Assim que descobrires qual é a obra da tua vida, o teu mundo despertará. Acordarás todas as manhãs com uma reserva inesgotável de energia e entusiasmo. Todos os teus pensamentos estarão concentrados no teu objetivo definido. Não terás tempo para desperdiçar tempo. As tuas capacidades mentais não serão, por conseguinte, desperdiçadas em pensamentos triviais.” O Monge Que Vendeu o Seu Ferrari – Robin Sharma

A atitude determina a altitude…

Do mesmo modo que o carater chinês de “crise” abrange dois sinais – o de “perigo” e o de “oportunidade” – também nós conhecemos a frase “o que não nos mata torna-nos mais fortes.” São oportunidades de aprendizagem e, um dia mais tarde, quando avançarmos pela idade, são esses momentos de “guerra”, em que algo correu mal e em que tivemos de superar, que mais vamos gostar de recordar e valorizar. Isto porque foram esses os momentos que nos tornaram na nossa melhor versão. Os grandes desafios da nossa vida são os que nos torna mais humanos/as e mais vivos/as. Ao aprendermos e crescermos, nunca nos arrependemos das coisas que fizemos. Ao aprendermos e crescermos, só nos arrependemos das coisas que não fizemos. A par das coisas negativas, ocorrem sempre coisas positivas.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar. No Novo Ano que aí vem, sejam felizes…com atitude.

Carpe Diem…

Carpe Diem significa “aproveita o dia”, sê corajoso, sê ousado. O êxito acontece quando surje a oportunidade e estamos preparados. O desafio faz parte da vida e temos de realizar o nosso propósito.

Referiu um dia Cristóvão Colombo que “A verdade é a verdade. Uma coisa não deixa de ser disparatada pelo facto de mil pessoas a levarem a sério. Tal como uma coisa não deixa de ser séria, pelo facto de mil pessoas a considerarem disparatada. A verdade nunca depende do consenso de opinião. Percebi que é melhor estar sozinho e agir de acordo com a verdade do meu coração, do que seguir um bando de gansos parvos, condenados à mediocridade.”

Há que ousar, marcar a diferença, não podemos deixar de “caminhar” sempre que nos confrontamos com a crítica, condenação, queixas, humilhação ou troça. Precisamos de convicção. E de sonhar. Uma pessoa sem sonhos nunca concretizou nenhum. E é necessário decidir de coração.

“Começa já a fazer aquilo que podes fazer ou que sonhas poder fazer. A ousadia encerra em si genialidade, poder e magia.” Goethe

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar. Preparem-se para o Novo Ano, ousem e decidam de coração.

Descobrir a nossa Estrela Polar…

Em jeito de reflexão de final de ano e preparando-nos para receber 2018 de braços abertos, sintamos este período com a nossa intuição, de modo a identificarmos o nosso propósito ou sentido de vida. Reavaliemos a vida que passou e auscultemos/equacionemos o que pensamos em relação ao tempo que temos pela frente, nem que seja apenas relativamente ao ano de 2018. 

Todas as pessoas têm a capacidade para encontrar e identificar a vida que lhes foi predestinada. Todas as pessoas têm o dever de encontrar um sentido para a sua própria vida. Umas pessoas têm essa revelação logo cedo na vida, outras têm-na mais tarde mas a maioria nunca chega a tê-la, talvez porque simplesmente nunca a procurou.

Descobrir a nossa Estrela Polar pessoal é o que nos permite marcar a diferença no mundo. A Estrela Polar é a única que permanece sempre fixa no firmamento e que indica o Norte, pelo que podemos dizer que ela representa o “caminho” da descoberta, da descoberta da nossa missão. É ela que nos orienta nesse processo.

Há então que desenvolver a nossa consciência, compreender melhor quem somos, qual é a nossa força motriz, o que nos motiva, quais são os nossos valores, as nossas qualidades.

Neste sentido, e porque passamos a maior parte do tempo das nossas vidas no trabalho, há que, por exemplo, começar por aqui e questionar se o que fazemos nos motiva, se nos está a permitir encontrar a nossa melhor versão de nós próprios e o sentido que queremos para as nossas vidas.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar. Encontrem a vossa Estrela Polar e sejam felizes.

Um Bom Ano de 2018!

A vida resume-se a conquistas…

Durante a nossa vida podemos somar muitas conquistas: umas sonhadas e concretizadas no espaço de horas, outras de minutos e outras que nos levam meses ou anos. Essas são, no entanto, as nossas conquistas: só nós sabemos o que elas significam para nós e o que está lá incluido.

No entanto, a maioria das pessoas despende boa parte do tempo a operar abaixo das suas verdadeiras capacidades e as conquistas apenas acontecem quando as pessoas desafiam as suas reais capacidades. Uma conquista é uma nova direção, uma nova dinâmica na nossa vida que nos proporcionam a oportunidade de sermos no mundo aquilo que realmente somos.

A vida resume-se a conquistas. Ganhar felicidade, realização e sentido nas nossas vidas depende de fazer conquistas. Contudo, as conquistas só podem acontecer se identificarmos os nossos hábitos, bloqueios, obstáculos e desafios. A maioria das pessoas encontram-se numa espécie de zona de conforto disfuncional e insatisfatória. 

Se desejamos ser a melhor versão de nós próprios/as e rumar às conquistas, basta “olharmos para dentro” e instintivamente saberemos se somos já ou não a nossa melhor versão. Se continuarmos a fazer aquilo que sempre fizemos, continuaremos a ter o que sempre tivemos. Tal como disse Einstein  não podemos resolver um problema com o mesmo nível de raciocínio que gerou esse problema”.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

A bússola da Gestão de Carreira

A Consulta de Gestão de Carreira “nasceu” da convicção de que a grande maioria das pessoas, jovens e adultos/as, independentemente de estarem ou não a trabalhar, se encontra a “remar contra a maré”, sob o ponto de vista pessoal e profissional. E isto é grave e preocupante. É nos locais de trabalho que passamos grande parte do nosso tempo e das nossas vidas, pelo que se o trabalho não tiver para nós um sentido de propósito, se não estivermos alinhados/as com o que fazemos, se não nos encontrarmos num estado de fluxo positivo, então estamos em sofrimento e não seremos felizes, nem tão pouco podemos ser a mais-valia que as empresas pretendem e precisam.

A Consulta de Gestão de Carreira, é um serviço inovador, a solução perfeita para ajudar verdadeiramente as pessoas. Tem sido extremamente gratificante verificar a mudança nas pessoas, o seu entusiasmo, a sua motivação para perseguirem a sua vocação. É indescritível a satisfação que sentimos ao verificar que estamos a ajudar essas pessoas a encontrarem o seu “caminho”, a validarem o que de uma forma inconsciente já sabem ou simplesmente a sairem da consulta com a autoconfiança e a auto-estima mais elevadas.

As consultas são um “bálsamo” de renovação pessoal e profissional e é indiscutível o impacto que têm tido nas pessoas. Prova disso, são os seus testemunhos:

“Recomendo que as pessoas com situação idêntica à minha façam a Gestão de Carreira. Fiquei mais ciente da minha vertente profissional, mais orientada, entusiasmada e mais apoiada. Deram-me algumas oportunidades a explorar muito interessantes. Muito bom. Recomendo.” Paula Arsénio

” Gostei imenso da Consulta de Gestão de Carreira. Consegui validação de algumas noções que tinha sobre mim, dadas não por alguém que me quer agradar, mas sim por alguém que não me conhece. Senti, por outro lado, uma “lufada de ar fresco” com dados e noções novos. Recomendo esta consulta mesmo para quem não está “perdido” mas também para alguém que procura validação para o caminho que pretende tomar”. Cátia Carvalho

Tomar, assim, melhores decisões e mudar o nosso comportamento, traz-nos melhores resultados. Para tal, é necessário alterar as nossas crenças, as quais exercem por vezes um poder limitador. A maior parte das pessoas vive num estado de impotência aprendida. Creem que nada vai melhorar e que tudo é em vão. Mas, não é assim. Só nós é que podemos decidir quem e o queremos ser e ter nas nossas vidas. Não permaneçam no desencontro do que querem e podem ser. Façam a Consulta de Gestão de Carreira e terão uma bússola para o resto da vida.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

Somos arquitetos/as das nossas vidas…

É preciso conquistar. Ir do ponto A ao ponto B. Todas as conquistas implicam sonhar um sonho e concretizá-lo. Todas as conquistas levam a que nos amemos a nós mesmos/as o suficiente para crermos que merecemos a hipótese de concretizar essas conquistas. Para além disto, é necessário ter a capacidade para reunir e dirigir as nossas energias nesse sentido. 

As nossas conquistas são a expressão mais elevada e potente de quem somos e do amor por nós mesmos/as.

A nossa capacidade para decidirmos as conquistas que queremos e para fazermos o necessário para que elas se cumpram, é a melhor prova que se pode dar de que somos os/as arquitetos/as das nossas vidas.

Sonhem e conquistem. Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

Se desejas, conquistas…

Neste momento estou a ler o livro “Tu desejas, tu conquistas” de David Carter. Diz ele que é importante sonhar com a melhor versão de nós mesmos/as e descobrir o que é preciso fazer, saber e como utilizar esse conhecimento na obtenção das nossas conquistas. Todos os dias, em quase tudo o que fazemos, somos confrontados/as com dezenas de escolhas, pelo que temos de nos perguntar constantemente: “Que escolha me poderá ajudar a ser a melhor versão de mim próprio/a?” É esta verdade e o nosso compromisso para com ela, que faz diferenciar os melhores ou as melhores dos/as restantes.

A roda da vida tem 6 raios ou áreas: pessoal, profissional, físico, mental, espiritual e emocional. E nós estamos normalmente demasiado ocupados/as para prestarmos a atenção necessária a nós próprios/as. Vivemos a maior parte do tempo de forma inconsciente, limitamo-nos a existir, não entrando de forma consciente em contacto com a vida. Andamos à deriva, sem destino, sem descobrirmos o nosso pleno potencial. Por outro lado, tendemos à impotência aprendida, à incapacidade de aceitar a inevitabilidade dos compromissos e das desilusões da vida. 

Saibamos que a felicidade é o nosso estado natural e que os reveses da vida permitem-nos demonstrar a nossa força de espírito. Se os reveses forem entendidos como oportunidades, fazem-nos crescer e aprender.

Insistir em acreditar que a vida é dececionante, revela apenas preguiça, incosnciência e entorpecimento face às potenciais alegrias.

É tão frequente desviarmo-nos do curso da vida em que seriamos a melhor versão de nós mesmos/as, que quando alguém nos vem dizer que a vida pode e deve ser maravilhosa, plena de alegria, sentido e consciência, que passamos demasiado tempo inconscientes, a nossa reação é a de depreciar, humilhar ou ignorar essa pessoa.

O nosso destino é vivermos todos os nossos sonhos: ter uma profissão que nos estimule, ter relações de amizade e familiares preenchidas de alegria e de felicidade.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar. Conquistem a vossa melhor versão.

In the space between…

30-11-2017 13:45

Estou de volta. De volta ao Blog!

Pois tenho andado às voltas com a Formação mas é com entusiasmo e enorme gratidão que o faço. ADORO dar formação. E tem sido tão, mas tão bom. Entrámos FINALMENTE na era da valorização da formação na área comportamental. Até que enfim que a consciência empresarial e organizacional se tem agitado nesse sentido. O caminho é sim, por aqui. Sempre o foi, aliás.Coloquem lá duas pessoas técnicamente experts lado a lado, uma com boas aptidões pessoais e outra que seja um zero em relações interpessoais e depois analisem se os resultados são iguais. Pois não, não são.

Ora bem, na formação dos últimos tempos tenho abordado a ética profissional, a liderança visionária e a gestão de equipas e os resultados são motivadores. Se a formação não transforma, não é eficaz e o que é fantástico é que a mudança se produz nos formandos e formandas e também em mim. Enquanto formadora, adquiro vivências importantíssimas. Cria-se um clima de entusiasmo e de empatia perante matérias que, indubitávelmente são transformadoras e nos levam à reflexão e à vontade de melhorarmos enquanto pessoas e profissionais.

Depois, são momentos de convívio que se criam e noutros deparo-me com a função inspiradora da formação e com verdadeiros “artistas” de caneta na mão. Cruzam-se essências, debatem-se questões, trocam-se experiências e no final todos e todas “ganham”. Isto significa, para mim, trabalhar por prazer.

Quando a formação decorre com o empenho máximo de ambas as partes – formadora e formandos/formandas – a amizade nasce e ficamos de sorriso no rosto e no coração. 

In the space bettween, a mudança acontece. Somos QE Performers!

Relações público-privadas…

Diz Marques Mendes que “governar nos dias de hoje exige, cada vez mais, uma relação de proximidade entre o poder político e o poder económico. Os governos discutem decisões, negoceiam entendimentos, afinam estratégias  com empresas ou grupos económicos, tendo em vista os superiores interesses do país. Esta relação de parceria, para além de importante, é mesmo uma inevitabilidade da governação moderna. Só que parceria não pode confundir-se com promiscuidade. A parceria estratégica, visando interesses comuns e nacionais, é saudável. A promiscuidade é intolerável. Qualquer decisão governativa tem de estar sempre sujeita ao escrutínio público e democrático. E, quando ela se torna pública, não pode restar uma dúvida, aos olhos dos cidadãos, de que tudo se passou dentro das mais exigentes regras da legalidade, da transparência, e da defesa do interesse público (…) os poderes de facto, existentes na sociedade, por mais importantes, poderosos e respeitáveis que sejam, não podem sobrepor-se nunca, direta ou indiretamente, ao poder político democráticamente legitimado (…) a legitimidade do decisor político, fundada no voto e centrada na defesa do interesse geral, não pode ser subvertida por outras legitimidades e interesses que o sufrágio não comanda e que o escrutínio democrático não avaliza.”

Vale a pena pensar nisto. São imensos os casos em que andamos ao contrário, ao sabor da promiscuidade.

Em democracia, ética não se confunde com lei…

“Há comportamentos, decisões e atitudes que podem ser legais, mas não deixam de ser éticamente censuráveis (…) a ética está para além da lei. Há impedimentos e incompatibilidades éticas que nenhuma lei estatui mas que são evidentes perante o mais mediano bom senso e aos olhos dos mais elementares critérios de prudência política. Administrar ou assessorar uma empresa que antes, no governo, se tutelou, pode não ser uma atividade ilegal, mas suscita, em muitos casos, impedimentos e dúvidas éticas bem legítimas e pertinentes (…) reina uma certa impunidade (…) se violar a lei é grave, desrespeitar exigências éticas não é menos condenável.” 

Marques Mendes – Mudar de Vida

Vale a pena pensar nisto. Que a ética está muito, muito para além da lei.

Liderar com respeito pela ética…

“A ética na vida política é um tema muito apetecido para enfeitar os discursos políticos mas é logo esquecido e abandonado quando se trata de o aplicar no dia-a-dia da ação concreta (…) a vida política tem de fazer-se com ética e não à margem da ética. A degradação política a que permanentemente vamos assitindo tem muito a ver com a ausência de princípios, de valores e de preocupações éticas nas orientações que se traçam, nos comportamentos que se têm e nas decisões que vão sendo tomadas. É neste ambiente de laxismo e de permissividade (…) que afasta os cidadãos da política e que gera constantemente um perigoso clima de suspeição em relação às instituições, aos políticos e aos partidos.” Marques Mendes – Mudar de Vida

A exigência ética vincula-nos a todos e a todas, desde os mais altos dirigentes políticos ao mais comum dos cidadãos. “O exercício da ação política tem de ser sempre, exemplo para os cidadãos e referência para a vida coletiva. O respeito pelas exigências éticas é indissociável de uma atividade política digna e sadia. Um político que não seja um exemplo, em termos de comportamento cívico e de respeito por exigentes padrões éticos, é um político sem autoridade. Fala mas não é ouvido, decide mas não é respeitado e, amiúde, fica condicionado na sua capacidade para agir e intervir. Há um desvalor grave que se inculca na sociedade e uma degradação do clima de confiança e de respeito entre eleitos e eleitores, entre governantes e governados.” Marques Mendes – Mudar de Vida

O exemplo vem de cima. Vale a pena pensar nisto.

A capacidade política de Portugal…

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Porque considero que se deve partilhar o que para nós é relevante, enquanto cidadãos e cidadãs portugueses e portuguesas, este post surge na continuidade do último e muitos mais seguir-se-ão, na medida em que Marques Mendes é, na minha opinião, uma referência no que defende.

Falemos da capacidade política de Portugal e da necessidade de os políticos terem lucidez, coragem, visão estratégica e sensibilidade social. “Lucidez porque não se trata de cortar a eito nas funções do Estado, reduzindo-o a um mínimo que seria inaceitável (…) coragem, porque qualquer corte na presença do Estado, por pequeno que seja, causa oposições e suscita resistências. Há sempre muitos preconceitos ideológicos a vencer e alguma “parasitagem” que se alimenta, à custa de todos, da presença indevida e excessiva do Estado. Visão estratégica, porque a alavanca de desenvolvimento de um país não está no Estado, está na sociedade. Os países desenvolvidos não se caracterizam por terem Estados grandes, mas sim por usufruirem de sociedades fortes. Sensibilidade social, porque a vida moderna não dispensa a existência de uma dimensão social do Estado, por forma a garantir uma sociedade menos desigual, mais justa e solidária.”

Portugal tem de ter uma “capacidade coletiva de pensar, de debater, de discordar e de ter coragem para mudar.”

Vale a pena pensar nisto.

Nascido onde nasceu Portugal…

24-10-2017 13:58

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Comecei a ler o livro “Mudar de Vida” de Marques Mendes. Nascido em Guimarães em 1957, escreveu este livro em 2008 mas, apesar de já ter uma aninhos, traz à consciência, muitas “verdades” sobre o que ainda está mal em Portugal, nomeadamente na esfera política.

Independentemente de cores partidárias, o que ele escreveu é, sem dúvida alguma, o confirmar do já muito que sabemos e pensamos sobre a política e os/as políticos/as.

É um livro claro, de linguagem bem acessível, que “desmascara” o que se passa nos meandros dos “bastidores” políticos mas em que também aponta soluções para a mudança, apesar de repetidamente admitir que na maioria das vezes a mudança é uma “persona non grata”, que “fere” interesses e que portanto é rejeitada imensas vezes.

Um dos primeiros pontos que de lá retirei refere-se à questão da competitividade de Portugal, a qual poderia ser maior se o Estado não fosse excessivamente interventivo, nomeadamente em áreas que não lhe deveriam estar confiadas. Por ter uma presença tão excessiva, acaba por não conseguir ter uma postura eficiente mas sim, desresponsabilizante. Mas, para além de constituir um entrave à competitividade, as funções estatais têm um peso enorme sobre o país e consequentemente somos todos/as nós que, ao pagarmos impostos, estamos a pagar para o Estado intervir (mal). O Estado deveria confinar-se a áreas nucleares (Justiça, Segurança. Saúde…) e assumir como de extrema importância a sua função fiscalizadora.

Um Estado demasiado grande enfraquece a sua intervenção e a sua autoridade, desresponsabiliza o cidadão e a cidadã, “compromete a iniciativa e a liberdade das pessoas, estimula o clientelismo e a corrupção, fomenta dependências e promiscuidades, atrofia o nosso desenvolvimento.”

Uma questão cultural difícil mas que urge mudar. Recomendo a leitura.

Vale a pena pensar nisto.

A felicidade e a paz interior vêm de fábrica…

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Sabiam? Como saber quando interpretamos a realidade de uma forma egocêntrica? Como saber quando interpretamos com a essência? É fácil. Basta partir do princípio de que a saúde, a satisfação, o bem-estar e a felicidade são o nosso estado natural e que a doença, a insatisfação, o mal-estar e o sofrimento são antinaturais.

Teremos então de estar atentos/as aos sinais do nosso corpo para saber se estamos alinhados/as com o natural e verdadeiro ou com o antinatural e falso. A nossa biologia é muito sábia. A experiência do mal-estar é um indicador muito fiável que nos permite saber se a nossa maneira de ver, compreender e interpretar o que nos sucede é enganadora, improdutiva e insustentável. O mal-estar adverte-nos que a forma como vemos as coisas é prejudicial à nossa saúde emocional, É por isso que aprendemos e amadurecemos tanto com o sofrimento.

O crescimento pessoal leva-nos à nossa verdade, à felicidade e paz interior. A verdade é filha da nossa essência, a mentira é filha do nosso ego. Devemos questionar o que nos venderam como certo e libertarmo-nos das mentiras que contaminam as nossa crenças.

“A verdade é todo o pensamento que deixa paz e harmonia na nossa mente e toda a ação que deixa paz e harmonia no nosso coração.” Gerardo Schmedling

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

Cultivar a energia vital…

Disse-me o fabuloso livro “O Principezinho põe a gravata” que cultivar a nossa energia vital é essencial para se manter um nível de consciência ideal. O estilo de vida deverá ser são e sustentável, existindo um equilíbrio entre trabalho e descanso, entre atividade física e repouso mental. Nessa medida, as empresas socialmente responsáveis comprometem-se a promover políticas e medidas que permitam conciliar a vida pessoal, familiar e profissional dos seus colaboradores e colaboradoras. Sendo a consciência, o espaço criado entre o que nos acontece e a nossa reação ou resposta, quanto menor for a energia vital, menor será a consciência e maior a reatividade. Assim, teremos de identificar o que nos rouba energia e o que nos dá energia. Rouba-nos energia os pensamentos negativos, as discussões. Dá-nos energia os pensamentos positivos, o estarmos bem com os outros em todos os contextos e situações. Vale a pensa pensar nisto.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

Na alma, Lourinhã…nas mãos, a simbiose perfeita entre Bombons e a melhor aguardente

15-09-2016 11:57

Doce Lourinhã (www.bombons.pt/) ‘nasceu’ na Lourinhã, sobejamente conhecida pelos imensos vestígios de dinossauros, pela lenda ‘Terra da Loba’ e pela famosa Aguardente DOC da Lourinhã, produto de excelência do país, produzida na única região demarcada de aguardente vínica e equiparada às famosas aguardentes francesas ‘Cognac’ e ‘Armagnac’.

Para ‘matar’ a vossa curiosidade, devo explicar que a lenda ‘Terra da Loba’ está associada a uma história verídica de há muitos anos atrás. Nesta vila, determinadas pessoas puseram-se em pé de guerra por via de um grande cão de caça que pertencia a uma família muito rica. Certo dia, o cão, dada a sua corpulência e força, soltou-se e vários homens avisaram a população de que se encontrava uma loba muito grande que a todos ameaçava. Assim, logo se juntou um grupo munido de paus, forquilhas e caçadeiras e correram atrás do animal, pensando ser uma loba.

Mas, voltando à Doce Lourinhã, ela é um exemplo de excelente empreendorismo jovem, de competência, profissionalismo e criatividade.

Estive à conversa com Sílvia Baptista, mentora do Projeto, que me concedeu uma simpática entrevista, a qual abaixo vos transcrevo:PM – Como surgiu a ideia de criarem o conceito Bombons de Aguardente da Lourinhã? SB – A ideia surgiu depois de eu terminar o curso de cake design na Academia Profissional de cake design nas Caldas da Rainha, onde aprendi a trabalhar o chocolate. Queria desenvolver algo diferente, mas que de alguma forma servisse para dar a conhecer a Lourinhã e foi então que resolvi criar  os bombons de aguardente DOC Lourinhã. PM – Quando é que o conceito foi lançado? SB –  Em Setembro 2013. PM – A evolução tem sido positiva ou necessita de maior projeção? SB – Tem sido positiva pois no Natal de 2013 (ano de lançamento dos Bombons) já tivemos quem os procurasse.A partir dai foi sempre a crescer, não fazemos publicidade, as pessoas tem conhecimento dos nossos bombons pelo passa-palavra. PM –  Para além dos Bombons de Aguardente, têm outros doces/Boimbons regionais…quais são os mais representativos em termos de vendas? SB – Para além dos bombons de aguardente temos mais uma série de bombons , todos eles com aguardente mas também com outros sabores à mistura, mas o que os distinguem mesmo não é só o sabor mas o próprio nome. No entanto, o produto principal é sem duvida os Originais de Aguardente DOCTive em atenção de a cada bombom dar um nome e uma imagem, mas nada feito ao acaso, tudo com muito estudo e sentido, pois todos contam uma história relacionada comigo ou com a Lourinhã. “O Beijo da Loba””O Amigo” (homenagem ao comendador Rui Nabeiro)”Entornadinhos da loba””Mimossauro” (dinossauros)”Gosto de Ti””Believe””Pegadas de chocolate” com 10 bombons diferentes, cada um com o nome de 1 das nossas 10 praias.”Trinca-me” (Dinossauros)”O POrtugu^s” ( batalha do vimeiro)”Paixão da Loba””Pérolas da Loba”  PM – Os clientes estrangeiros procuram os V/ produtos? SB – Tenho clientes de todo o País e também do estrangeiro que procuram os bombons. Fazemos envios via CTT. PM – Quais os V/ objetivos a curto/médio prazo? SB – O principal objctivo neste momento é expandir o mercado a nivel nacional e posteriormente internacional. PM – O que lhes vai na alma? SB – Julgo que o mais importante é que de certa forma eu consiga levar o nome da Lourinhã além fronteiras, que as pessoas entendam um pouco da nossa cultura e história e que percebam que temos tanto para dar a conhecer: desde as nossas lendas, tradições, a nossa história  ao nosso património.Temos praias maravilhosas, somos a capital dos dinossauros, temos tanto para mostrar… PM – Obrigada Sílvia e os meus parabéns pelo Projeto inovador, pelo profissionalismo e pelo carinho que nutre pela Lourinhã. SB – Eu é que lhe agradeço pela iniciativa que teve de nos entrevistar e de dar a conhecer a Doce Lourinhã. Terminada a entrevista, Sílvia deu-me a provar alguns Bombons e só vos digo uma coisa: nada como acompanhar o café lá em casa com uns Bombons da Doce Lourinhã. Estejam onde estiverem, estes Bombons estão à distância de um ‘clic’. Encomendem pela net e recebam em casa os genuínos e únicos Bombons da Doce Lourinhã.

Quinta do Gradil…uma Festa das Vindimas com História

19-09-2016 10:39

No sábado passado, estava um dia fantástico de sol, perfeito para conhecer a Quinta do Gradil (próxima de Vilar/Cadaval). Da estrada vi-a imponente ao longe e a cor amarela dos edifícios destaca-se no meio da vasta propriedade de vinhedos.

Entrei na estrada da Quinta e fui-me apercebendo do ambiente de festa: a música popular fazía-se ouvir no meio daquela paz que me envolvia ao chegar. Dirigi-me ao local da animação e deparei-me com tendas montadas no exterior, onde tinha sido servido o almoço e com um grupo de pessoas de chapéu de palha e de t-shirt ‘da casa’, que dançavam cheias de entusiasmo. Era a Festa das Vindimas. 

Bruno Gomes, responsável de Enoturismo e Eventos do Grupo Parras, recebeu-me e conduziu-me ao espaço do restaurante vínico, onde lhe coloquei algumas questões acerca da prestigidada Quinta do Gradil, originariamente propriedade de Marquês de Pombal (1760).

PM – Fale-nos um pouco da vossa História…

BG – Depois de Marquês de Pombal, a Quinta teve vários proprietários até ter sido adquirida em 1999 pelo atual propietário, Luís Vieira, integrando o Grupo Parras Vinhos, com o objetivo de produzir vinhos de qualidade. São 120 hectares de vinha e 200 hectares de propriedade (sendo uma parte de silvicultura). Temos 22 castas, o que nos permite uma escolha aprimorada do melhor vinho. Dispomos de três marcas principais de vinhos: o Mula Velha, Castelo do Sulco e Quinta do Gradil.

PM – De onde vem o nome “Quinta do Gradil”?

BG – Deriva do facto de ter sido das primeiras Quintas a ter gradeamento.

PM – Neste momento decorrem as atividades vínicas ligadas à Festa das Vindimas…quem procura mais este tipo de programas? Portugueses ou estrangeiros?

BG – Tanto portugueses como estrangeiros e estes oriundos de uma grande variedade de países. As provas de vinhos são bastante procuradas quer por uns, quer por outros.

PM – Que atividades contempla o vosso Programa?

BG – Até final de Outubro decorre a nossa Festa das Vindimas em que aos Sábados e Domingos, mas também durante a semana, recebemos grupos de pessoas. Aos Sábados e Domingos, vindimam e têm um almoço confecionado pelo nosso Chef, com menu especificamente criado para a prova de vinhos. Durante a semana, temos programas mais orientados para o acompanhamento da produção de vinhos e usufruem do menu das vindimas: são 5 pratos escolhidos pelo Chef, ajustados aos vinhos da Quinta.

PM – Têm recebido vários prémios…qual o produto de maior relevância comercial?

BG – Os Vinhos Cabernet & Tinta Roriz são os mais consensuais em termos de relevância comercial mas o Mula Velha é o mais vendido (distribuído exclusivamente pelo Hipermercado Continente).

PM – Qual foi a razão para a escolha do nome ‘Mula Velha’?

BG – É um tributo às mulas, pela sua importância no amanho das vinhas. No Douro, por exemplo, existem socalcos onde é impossível a entrada de tratores, pelo que as mulas, animais com grande capacidade de trabalho, é que lavravam os terrenos.

PM – Quais os objetivos a médio prazo?

BG – Passam pela recuperação do edifício construído por Marquês de Pombal, de forma a recebermos grupos maiores.

PM – O que os distingue?

BG – Em primeiro lugar, a nossa Quinta foi premiada como a Empresa do Ano 2016 pela prestigiada Revista de Vinhos e em segundo lugar, o que nos distingue é o atendimento personalizado e uma oferta diversificada de atividades no âmbito do Enoturismo (caminhadas, provas BTT, corridas a pé, passeios a cavalo, uma série de experiências vínicas), bem como nos situarmos numa paisagem envolvente lindíssima.

PM – Se lhe pedisse que me recomendasse um vinho, o que sugeria?

BG – Recomendaria o Viosinho (Vinho Branco, casta típica do Douro e também a nossa ‘bandeira’ emblemática) e o Syrah (Vinho Tinto).

PM – O que lhes vai na alma?

BG – Neste momento são as Vindimas, ponto alto de qualquer Adega e época de muito trabalho. Hoje temos cá um grupo de 7 0 pessoas e amanhã, Domingo, temos outro grupo de 60 pessoas. É muito gratificante partilhar a ‘arte’ ancestral das vindimas com pessoas sem qualquer experiência de vindimas.

Terminada a entrevista, ficou o convite e a promessa de vir a participar numa das experiências vínicas da Quinta do Gradil. E…antes de vir embora, Bruno Gomes conduziu-me até à Loja de Vinhos da Quinta, onde simpaticamente me ofereceu um Viosinho e um Syrah, não fosse me ter recomendado os mesmos no decorrer da nossa conversa.

Muito obrigada Bruno pela simpatia e pelo tempo que me concedeu. As maiores felicidades para a vossa emblemática Quinta do Gradil. Até breve.

SmallSteps…uma loja de sonhos

Um dia, foi a minha pequenita que me levou lá. Uma montra à entrada deixava antever algo de muito diferente e desde logo me identifiquei. Subi as escadinhas de madeira e lá em cima fiquei estupefacta. Era um pequeno mundo mágico. Com uma decoração colorida, a loja, repleta de lembranças amorosas, “prendeu-me” ali durante muito tempo e a conversa assim se fez…leiam abaixo

PM – Como surgiu a inspiração para a SmallSteps e quem são as mulheres empreendedoras por detrás deste projeto?

SS – Professora de profissão, a mãe deste projeto decidiu apostar numa loja de artesanato de qualidade, designado atualmente por artesanato urbano, ou de autor.

PM –  Há quanto tempo existe a SmallSteps?

SS – A Smallsteps®️ abriu as suas portas e degraus, a 10 de novembro de 2014.

PM – Qual a razão para a escolha do nome?

SS – Tentamos levar a vida com calma por isso o nome adequa-se a um pequeno negócio, que vai obtendo o seu sucesso, com passos pequenos. As pessoas foram perdendo o medo de subir as escadas. Não é muito comum uma loja num 1º andar, muito escondida, com a montra também escondida. Não foi fácil, mas as filhas levam as mães e a coisa vai acontecendo.

PM – É um projeto com alma?

SS –  Sim, sem dúvida. A alma da loja está presente em nós, a cada estação que passa, a cada comemoração ou época festiva.

PM – Como foi acontecendo a notoriedade da loja?

SS – De início todos os artigos eram costurados na loja, pela própria proprietária. Havia o conceito do cliente escolher as cores e padrões da sua peça, à sua medida – bolsas, aventais, sacos, porta-chaves…

Com o passar do tempo, a essência deste projeto foi-se alterando. Outras solicitações foram surgindo e a Smallsteps®️ passou a comprar artesanato urbano a outros artesãos, dando sempre primazia à qualidade e bom gosto dos artigos. O desafio agora era trazer à vila da Lourinhã bons artesãos de Lisboa e Porto, aqueles que vendem nos mercados das grandes cidades. Assim começaram a chegar à vila, marcas “feitas à mão” de grande qualidade. A apresentação da loja, o carinho e a magia que ela transmite, também ajudou a trazer estas novas marcas à Lourinhã, porque nenhum artesão quer ver os seus artigos feitos com o coração, numa loja descaracterizada, fria e desprovida de referências estéticas acolhedoras.

A exigência dos clientes fez com que a Cachuchos & Companhia se juntasse à Smallsteps®️ em julho de 2016No mesmo espaço surge um novo conceito de bijuteria feita à mão, com peças de autor que se estão a iniciar neste caminho bonito, mas não muito fácil do design urbano.

PM – Executam artigos e dispõem de outros que não são marca da casa. Quais são os de maior procura?

SS – Os produtos de maior procura são sempre os artigos feitos por mim, mas como encontrei artesãs tão fantásticas, as pessoas já se habituaram aos outros artigos, também eles fantásticos.

PM –  Qual o feedback dos/das vossos/as clientes?

SS – O feedback é muito positivo, temos artigos que não se vendem em nenhuma loja em Lisboa, encontram-se nas feiras, nos grandes hotéis da capital…mesmo assim, apesar do nosso esforço, a procura nos centros comerciais continua a ser grande, o comprar fora da vila é importante, ter um embrulho da loja tal em Lisboa, ainda é importante para muita gente.

PM – Que objetivos para o futuro?

SS – O futuro é feito a cada dia que passa, com passinhos pequenos…estamos atentas.

PM – O que lhes vai na alma neste momento?

SS – Na alma vai-nos as encomendas de verão, novos artigos que vêm com o sol, muita bijuteria nova para alegrar braços e pescoços.

….Subam as escadas, visitem a Smallsteps®️ e a Cachuchos & Companhia!! Fica na Rua do Museu, porta de vidro ao lado da “Cafetaria da Rua Grande” Lourinhã.

 Contactos – 916 445 272/919 782 831 – Rua João Luís de Moura, nº 59 – 1º andar – Loja D – Lourinhã

Um espaço encantador! Mágico! Com artigos lindos e diferentes! Cheios de inspiração! E de uma simpatia e simplicidade adoráveis! Absolutamente fã! Um projeto de alma e coração!

Inocência, ignorância e sabedoria…

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A criação da nossa identidade atravessa três fases. A primeira é o estado de “inocência”, que ocorre desde o nascimento até aos sete, oito, nove ou dez anos, dependendo da evolução de cada criança. Os bébés quando nascem são como “folhas” em branco: limpos, puros e sem limitações ou preconceitos. Ao verem o mundo, deslumbram-se com as coisas que nele ocorrem. É este o tesouro da inocência, em que as crianças alcançam a felicidade em qualquer momento. Não pensam, não têm metas a alcançar e simplesmente brincam. 

A verdade é que a “semente” que cada criança traz consigo ao nascer, fica presa sob uma grossa camada de “asfalto” imposta pela sociedade e a partir daí ocorre a segunda etapa da construção da personalidade: a ignorância. Nesta etapa, que começa com a puberdade, o sistema de crenças já se encontra formado e os jovens vivem de acordo com a programação que receberam, sentindo-se inseguros e confusos, o que provoca a crise da adolescência. Ao repetirem as ideias e mensagens ouvidas na infância, sobre o que têm de fazer, ser e ter, de modo a serem aceites pela sociedade, convertem-se no que acreditam ser e há quem fique preso nesta fase durante o resto da sua vida. Para muitas pessoas, o medo da mudança é mais forte que o mal-estar, o vazio, a tristeza e a ira provocados por não se terem tornado no que queriam ser.

A terceira fase é a da sabedoria e começa no dia em que nos comprometemos a olhar-nos ao espelho para questionarmos as crenças com que fomos condicionados pela sociedade desde tenra idade, retirando os pilares mais profundos da nossa identidade, ou melhor falsa identidade. Graças ao autoconhecimento e ao desenvolvimento pessoal, podemos voluntariamente escolher as crenças que nos agradam, inserindo novas informações e descartando as velhas. É nesta altura que confirmamos a veracidade ou falsidade dos dogmas que nos foram impostos.

A mentira alimenta o ego, que tanto sofrimento nos gera e a verdade nutre a nossa essência, preenchendo-nos com felicidade e bem-estar. Assim, o crescimento pessoal é o despertar da consciência adormecida.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

O ego e a sobrevivência emocional…

 O ego é como uma “nuvem” negra que não nos permite ver com clareza e que nos separa da nossa essência e do que ela representa: equilíbrio e felicidade. O ego é a nossa parte inconsciente, mecânica e reativa. Estando sob a influência do ego, a nossa forma de interpretar a realidade fica distorcida. Quando nascemos, nascemos como uma “semente” que contém dentro de si, o potencial que se irá desenvolver ao longo da vida. Essa “semente” é o que somos, em essência. Nessa “semente” está contido tudo o que poderemos chegar a ser. Mas, se vivermos na inconsciência mais profunda, será aos poucos envolvida pelo ego, que é um mecanismo que surge a partir da essência e que tem a função de nos permitir sobreviver emocionalmnente. 

Ao crescermos desenvolvemos “feridas” emocionais que nos fazem refugiar dentro da “couraça” do nosso ego, desligando-nos completamente da nossa essência. Aos poucos, vamo-nos identificando com o ego que, por sua vez, vai desenvolvendo uma série de padrões de conduta impulsivos e reativos, que têm a função de nos proteger e defender do mundo que nos rodeia. Por mais que a passagem do tempo nos torne adultos, ao continuarmos a agir segundo esses padrões, delegamos a autoestima, a confiança e a paz interiores em aspetos externos, esquecendo que a felicidade e o bem-estar já se encontram dentro de nós.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

Não há como semeares e não colheres…

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“Não há como semeares e não colheres. E a vida é isto. Nada cai do céu. Nada dá nada se não fizermos coisa nenhuma. Temos de ser nós a semear. Temos de ser nós a cultivar a nossa experiência. Mas também não adianta semear por semear, porque depois o mais certo é deixarmos de regar o que plantámos por falta de paixão naquilo que escolhemos. Logo, se é para fazer crescer alguma coisa, que seja a semente daquilo que desejamos e de tudo aquilo com que sonhamos.” AMA-TE – Gustavo Santos

Questionar e ouvir…

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“Todas as respostas de que necessitas encontram-se dentro de ti e será no silêncio que as irás ouvir. Pára. Escuta-te. O que te dizes? Não, não quero saber do lixo do costume. Nem das obrigações, nem dos deveres, nem do que tens para fazer, nem do que aquele te fez, nem do que aquela te disse, nem de nada daquilo a que te opões. Nada. Nada disso. Isso é zero. Neste momento, isso é zero (…) volta a parar. Concentra-te. Respira fundo. E faz por te escutar novamente mas agora questiona-te sobre algo que seja importante para ti (…) será que ainda quero esta profissão para mim? Que país quero conhecer a seguir? Qual é o meu sonho? Estas perguntas, por incrível que pareça, têm todas resposta. Só que é a nossa intuição que as guarda, não a mente. Mas para poderes aceder-lhes precisas mesmo de questionar-te. Precisas mesmo de deixar de querer saber tudo sobre os outros e focares-te em ti mesmo. Garanto-te que encontrarás em ti uma sabedoria que não conhecias e que passarás a olhar-te como alguém que, afinal, sabe tudo a seu próprio respeito.” 

AMA-TE – Gustavo Santos

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Sobre o crescimento pessoal…

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O crescimento pessoal tem menos a ver com o que aprendemos intelectualmente e mais a ver com o que experimentamos com o coração. Para se obter resultados desejados de forma voluntária, precisamos de treino diário. Temos de praticar, cometer erros e continuar a treinar. De forma natural, e cada um/uma ao seu ritmo, melhorará a competência na arte de viver. Com o tempo, já não nos custará agir de forma proativa perante as circunstâncias da vida. Desta forma, a reatividade e todas as suas consequências negativas vão desaparecendo do nosso quotidiano. Devemos assumir a responsabilidade pela irritação e pela tristeza que sentimos, ao invés de nos vitimizarmos ou culparmos as outras pessoas. Só alguém muito honesto, muito humilde e muito corajoso conseguirá deixar de se enganar e enfrentar a ignorância e a inconsciência.

Todas as ferramentas de crescimento pessoal são caminhos diferentes que nos conduzem ao conhecimento e à compreensão da nossa condição humana e que nos permite recuperar a riqueza com que nascemos: a felicidade, o equilíbrio e o bem-estar interiores.

Deixem-se inspirar, deixem-se tranformar.

Pessoas de excelência…

“Os indivíduos de excelência – isto é, as pessoas que produzem resultados fora de série – têm, quase universalmente, um tremendo sentido de respeito e apreço pelas pessoas. Têm um sentido de equipa, um sentido de propósito comum e de unidade (…) o seu sucesso reflete as maravilhas que podem ser alcançadas quando respeitamos as pessoas mais do que as tentamos manipular.” Anthony Robbins

Querer é poder?

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“Querer é poder se fizeres ou disseres aquilo que queres; caso contrário não é poder nenhum, não é nada. É preciso e precioso, portanto, agir. É a ação que nos torna poderosos. É a fibra da coragem que nos torna vigorosos e soberanos. A nossa capacidade de agir, de comunicar e de acreditar são fatores determinantes no sucesso da nossa vida (…) para seres alguém nesta vida precisas abandonar essa brincadeira pegada de querer por querer e, finalmente, mergulhar no mundo dos guerreiros que verdadeiramente querem alguma coisa porque lutam por ela.”

AMA-TE – Gustavo Santos

O sentido de missão…

“Passarás por desafios, claro, uns mais difíceis que outros, mas enquanto a paixão e o sentido de missão te correrem no sangue, jamais te abandonarás, jamais encontrarás motivos para abdicar de lutar por tudo o que queres. Se, e pelo contrário, não souberes o que queres, faz por saber. Só tu o podes descobrir. E é bem melhor parares a tua vida durante o tempo que for necessário e partires em busca dessa resposta do que andares um dia que seja para trás e para a frente ao sabor da vontade dos outros sem saberes bem por onde andas. Questiona-te, respeita-te e caminha.” AMA-TE – Gustavo Santos

Perfeccionista ou Progressista?

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“Em vez de perfeccionista, escolhe ser progressista (…) só os perfeccionistas não conseguem atingir a perfeição. Pois mesmo que até atinjam o resultado que desejavam, não o celebram, não reconhecem o caminho que fizeram nem tudo o que tiveram de superar. De nada valeu, verdadeiramente a experiência e toda a superação. A vida é para ser sentida. É nesse sentido que me parece determinante não exigir a perfeição, mas sim a progressão. A progressão em si já é perfeita pois o nosso melhor é sempre perfeito. Pode não sê-lo à luz do nosso ego, de quem nos rodeia e do mundo inteiro, mas só nós conhecemos os nossos limites, o caminho que tem sido a nossa aprendizagem e a progressão que temos feito para conseguir dar cada passo em frente. Se olhares para ti como alguém que está em constante evolução em vez de te veres como alguém que ainda não chegou onde quer, tu mudas, quem caminha contigo muda, toda a tua vida muda (…) E sempre que conquistares aquilo com que te comprometeste, celebra o momento, regozija-te com isso e desfruta. É nesse instante que conhecerás a perfeição.” 

AMA-TE – Gustavo Santos

Disse o Principezinho…

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“…a vida é uma escola e os seres humanos são alunos que aprendem três coisas: a serem felizes consigo mesmos, deixando de sofrer com o que não poderão mudar; a sentirem-se em paz, deixando de reagir ao que acontece; e a servir os outros, indo além do egocentrismo para dar o seu melhor em cada situação e diante de cada pessoa. Com esta consciência, concluimos que a nossa existência não é governada pela sorte, pelo azar ou pelas coincidências, mas pela sincronia. Tudo o que acontece tem um propósito, uma razão de ser. Mas, não podemos vê-lo com os olhos nem compreendê-lo com a mente. Esta profunda e invisível rede de ligações apenas poderá intuir-se e compreender-se com o coração.” – Obra “O Principezinho põe a Gravata” – Borja Vilaseca

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

Reativo/a ou proativo/a?

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Reativo/a ou proativo/a? Pois bem, todas as nossas atitudes e condutas negativas surgem dentro de nós de forma mecânica e impulsiva. Isto significa que somos “escravos/as” das nossas reações emocionais. Somos seres reativos e vítimas da circunstâncias à nossa volta. Mas, a negatividade destrói-nos, mina o nosso sistema imunológico e ficamos mais vulneráveis às doenças. Qualquer pensamento, emoção, atitude ou conduta negativa, não trazem nada de positivo. Mas, felizmente, é possível deixar de ser reativo/a e ser proativo/a. 

Ser proativo/a é ter a capacidade que todos temos de deixarmos de ser reativos/as e de começarmos a encarar o que nos acontece de uma forma mais sã e construtiva. Entre um estímulo exterior, em que, por exemplo, alguém é rude connosco, e a nossa reação subsequente (irritação, tristeza) existe um espaço em que temos a liberdade de escolher a resposta que melhor nos sirva a nós e aos outros. A este espaço dá-se o nome de CONSCIÊNCIA.

Se vivermos de forma consciente, podemos decidir não nos incomodarmos quando acontecem as coisas que normalmente nos incomodam. Não são os comentários das outras pessoas que nos agridem, mas sim a nossa reação perante eles. Se deixarmos de reagir, não criaremos perturbação no nosso interior. E se alguém for reativo connosco, teremos de pensar que age por impulso, que não podemos tomar isso como algo pessoal e que essa pessoa se está a agredir a si mesma.

Se observarmos bem, verificamos que a verdadeira causa do nosso mal-estar ou bem-estar não depende tanto do que nos vai acontecendo mas da forma como olhamos para isso e de como interpretamos. São as nossas interpretações que geram, ou reações emocionais negativas ou respostas conscientes e proativas.

O cerne da questão é o egocentrismo, é este a causa do sofrimento humano, dos problemas e conflitos que mantemos uns com os outros, convertendo-nos em seres reativos e não proativos. Quanto mais egocêntricos, mais costumamos reagir de forma impulsiva e negativa, de cada vez que sucede algo que nos desagrada. Isto porque vivemos sob a tirania de dois inimigos: a ignorância (não saber quem somos, do que precisamos e de como podemos ser mais pacíficos e harmoniosos com os outros) e a inconciência (não querer saber das consequências do nosso pensamento, atitudes e comportamento).

Queremos que a realidade se adeque constantemente aos nossos desejos e expetativas, provocando doses de mal-estar e sofrimento quando não conseguimos que assim seja. Em vez de darmos conta de que somos os/as únicos/as responsáveis pelo que experimentamos, assumimos o papel de vítimas, culpando a vida ou os outros pelo que nos acontece. Ora, não podemos mudar o exterior mas podemos transformar o interior. Para aprender, primeiro é preciso desaprender.

De que forma podemos então ser mais eficientes no momento de nos gerirmos e de nos relacionarmos com o que nos acontece? O maior desafio da nossa vida é aceitar os outros tal como são. Contudo, aceitar não quer dizer estar de acordo, não significa repressão ou resignação, não é um ato de debilidade, de indiferença, de desleixo ou imobilismo. A verdadeira aceitação nasce de uma profunda compreensão e sabedoria e implica deixar de reagir impulsivamente para começar a dar uma resposta mais eficiente diante de cada pessoa ou situação.

A conquista da aceitação é como um “músculo” que se desenvolve com treino diário. Uma atitude egocêntrica e vitimizadora “prende-nos” num círculo vicioso perigoso em que o medo, a ira e a tristeza crónicos podem ser a antecâmara da depressão.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar

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Outono, tempo de reformatação…

Bem-vindo Outono. É chegada a hora de – mais uma vez –  partir do zero, de reformatar, de tomar consciência que a raiz do sofrimento e da felicidade está dentro de nós e não fora. Somos nós que participamos na criação dos nossos problemas e somos parcialmente responsáveis por eles. Há que ser honesto/a e reconhecer isto. Depois, há que ter humildade para podermos crescer e evoluir enquanto seres humanos, para abrirmos a porta da nossa mente e do nosso coração à aprendizagem e à transformação. Isto significa partir do princípio de que não sabemos mas que estamos dispostos/as a aprender.

Há que abandonar crenças antigas, pensamentos que tenhamos e partir do zero. Para aumentar o nosso conhecimento e sabedoria, temos sempre de vencer um inimigo muito limitador: a arrogância de acreditarmos que sabemos tudo e que bloqueia a nossa mente e novas formas de aprendizagem. Temos de compreender como funciona a nossa mente, como podemos gerir os nossos pensamentos voluntariamante, como podemos regular as nossas emoções de forma construtiva e como podemos levar uma vida plena e com sentido, no presente cenário laboral, marcado pelo stress e pelo cansaço.

A partir dessa aprendizagem, podemos relacionarmo-nos com os outros e com a realidade de uma forma mais inteligente, fluida e harmoniosa. O nosso equilíbrio interior permite-nos ser melhores pais, mães, filhos/as, irmãos e irmãs, amigos/as, gestores ou gestoras, chefes e colegas de trabalho. Começamos a compreender, a aceitar, a respeitar, a agradecer, a valorizar, a ouvir, a ser amável em cada momento e situação.

O êxito não é a base da felicidade. É a felicidade que está na base de qualquer êxito. Palavra de QEPerformer 🙂

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

A função das crises existenciais…

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Pela nossa resistência à mudança, só nos atrevemos a questionar a nossa forma de compreender a vida quando chegamos a uma saturação de mal-estar. A crise existencial é um processo psicológico que remove os alicerces sobre os quais assentam as nossas crenças e os nossos valores, possibilitando a evolução do nosso nível de consciência. A função biológica do sofrimento é fazer-nos sentir que o nosso sistema de crenças caducou, é ineficiente e que é um obstáculo à nossa capacidade de viver a vida em plenitude. É por isso que a adversidade nos liga à necessidade de mudança e evolução, à humildade e coragem para irmos além das limitações com que a sociedade nos condiciona, para seguirmos o nosso próprio ritmo de vida. 

Assim, as crises existenciais são a melhor oportunidade com que a vida nos brinda para deixarmos de nos enganar a nós mesmos/as e sairmos da zona de conforto em que passámos anos instalados/as. Estas crises não estão relacionadas com a idade, cultura ou estatuto social, estão latentes em qualquer pessoa que não se sinta verdadeiramente feliz ou satisfeita com a sua existência. São uma oportunidade maravilhosa para nos atrevermos a crescer, a evoluir, para nos responsabilizarmos pela nossa própria vida, pelas nossas decisões e resultados. Chama-se a isto maturidade, que não tem a ver com a idade física mas sim com a idade psicológica.

A verdadeira experiência nasce da aprendizagem e transformação e não dos anos vividos. O medo de olhar para dentro, a busca constante de evasão, são atitudes inconscientes, ineficientes e insustentáveis pois ninguém pode fugir eternamente de si mesmo. Assim, quanto mais nos desenvolvermos por dentro, mais sábia e objetiva será a nossa forma de estar,  emergindo lentamente um bem-estar que já está dentro de nós mas com o qual fomos perdendo o contacto com a acumulação de tantas experiências de dor e sofrimento.

A mudança do nosso paradigma ou o despertar da consciência permite-nos viver com uma nova compreensão, recuperando o contacto com a nossa essência humana, com as coisas que verdadeiramente importam.

Quando nos responsabilizamos pelo que vivenciamos, recuperamos o entusiasmo de criar a nossa vida, instante a instante e passamos a desfrutar da vida com o coração.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

O Principezinho põe a gravata…

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Tenho estado a ler o livro “O Principezinho põe a gravata” de Borja Vilaseca. Um livro curioso que, com enorme fidelidade, reproduz cenários empresariais onde a felicidade no trabalho é uma miragem. É um livro que nos descreve claramente a sobreposição do capital aos valores. Empresas que, sem o saberem ou não quererem saber, estão aquém do que poderiam alcançar, apenas porque existe uma “parede” supostamente intransponível no seu interior, que separa em vez de unir.

De um lado, colaboradores insatisfeitos, não alinhados com a empresa, desprovidos de força de vontade, que desconhecem o perfil e o contributo da sua função, sujeitos a críticas e sem qualquer valorização perante bons resultados ou desempenhos; do outro lado, empresas que não têm traçadas as suas linhas estratégicas, que não definem os seus valores, focadas no lucro quase que imediato, que não valorizam as sinergias internas, que não reconhecem os colaboradores como os seus primeiros clientes.

Qual é então a (incrível e difícil) missão de Pablo Príncipe, o nosso Principezinho? Pois bem, Pablo é contratado e (auto) nomeia-se Responsável por Pessoas e Valores da Organização. Promete “revolucionar” a empresa e não perde tempo. Decide organizar internamente uma ação de formação em Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal, juntando numa mesma sala, todos os níveis hierárquicos, sem exceção. E começa.

De uma forma intuitiva vai falando e questionando, levando as pessoas a intervirem e a questionarem também. E à medida que a formação vai avançando, vai reconhecendo que todas as pessoas gostam das suas funções e que o problema é a falta de respeito, a falta de comunicação, a falta de “comunhão” e a gestão das emoções. A formação estava a ser bem conseguida, as pessoas assumiram uma atitude de honestidade, de humildade e de coragem, “abrindo a porta” da mente e do coração à aprendizagem e à transformação, o que foi fundamental para Pablo conseguir tirar o”raio x” à empresa e introduzir as alterações necessárias e vitais para a renovação da empresa. Para começar, solicitou a cada colaborador que colocasse em prática o que tinha ouvido na formação de forma a tirar as suas conclusões quanto aos resultados efetivos de cada experiência. E, a formação foi avançando e a mudança acontecendo de forma gradual. Por vezes, as pessoas reconheciam até que ainda não tinham conseguido ter a atitude certa por ser um processo difícil mas já estavam conscientes do que estaria certo e a pouco e pouco foram dando pequenos passos.

Isto para mostrar em como é importante a “figura” de um Gestor ou Gestora de Pessoas numa empresa e de como é relativamente simples melhorar significativamente a performance empresarial ou organizacional. Basta reconhecer que “o essencial é invisível aos olhos”.

“O mundo inteiro abre alas quando vê passar um homem que sabe para onde vai”. Nesta frase de Saint-Exupéry, acrescentaria apenas “…e uma mulher…”

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

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Depressão pós-férias: stress, insatisfação ou ambas?

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Os estudos avançam que, em média, 40% das pessoas que regressam ao trabalho após a pausa das férias, sofre de depressão pós-férias, que se manifesta através de tristeza, cansaço, irritabilidade, alterações do sono e do apetite. De repente, os benefícios terapêuticos das férias, desaparecem num ápice. O nosso organismo abrandou durante as férias e o corpo desenvolve um ritmo novo, mais lento, do qual gosta muito mais. Recarregamos baterias ao nível físico e emocional e é normal que nos mostremos resistentes a acelerar novamente. A situação ainda é mais gravosa no caso das mulheres pois, além do regresso ao trabalho, são confrontadas com o regresso às rotinas domésticas (casa, roupa, refeições, compras, compromissos familiares).

Mas…a questão é: será apenas isso, uma questão de falta de adaptação ao regresso à vida ativa ou será algo mais? Poderá ser uma reação de adaptação, o que não se prolongará no tempo e que pode ser minimizado se se optar por períodos mais curtos de férias e distribuidos ao longo do ano ou simplesmente por, a pouco e pouco, tentarmos introduzir na nossa rotina um tempo para uma caminhada ou para fazer algo que nos agrade.

No entanto, quando o stress é muito intenso e prolongado, pode ser um indicador de descontentamento em relação ao local de trabalho e/ou à própria profissão, obrigando a um balanço e reflexão sérios.

Que tal procurarmos por um livro de autoconhecimento? É um bom princípio. O autoconhecimento é uma ferramenta essencial se quisermos colocarmo-nos internamente em ordem, se nos quisermos alinhar com a nossa essência, com o que nos faz felizes. “Olhar para dentro” é uma viagem ao desconhecido pois cada vez mais as pessoas não se conhecem totalmente a si mesmas e não se conhecendo, não refletindo sobre o que as faz felizes, continuarão “fechadas” à aprendizagem e à transformação e muito, muito distantes da sua essência, da sua missão. Ninguém nasceu para ser infeliz, nem na vida pessoal, nem no trabalho. É preciso desconstruir, partir do zero, para que uma nova pessoa surja, totalmente consciente do que que gosta e do que a completa.

Vale a pena pensar nisto, agora que um novo ano de trabalho começa. Construam a vossa “história”…em qualquer idade. Como já dizia o grande e antigo filósofo grego Sócrates “só sei que nada sei e o facto de saber isso me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa”, “conhece-te a ti mesmo e conhecerás todo o universo…”

Sejam felizes. Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

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O nosso sucesso e o nosso poder…

“…o sucesso é um processo que está sempre em curso e que consiste em nos esforçarmos por nos tornarmos melhores. É a oportunidade de crescimento contínuo ao nível emocional, social, espiritual, fisiológico, intelectual e financeiro, enquanto contribuimos de forma positiva para os outros. A estrada do sucesso está sempre em construção. É um percurso progressivo, não um fim a ser alcançado.

“…o poder supremo é a  capacidade de produzir os resultados que mais se deseja e de criar valor para os outros durante esse processo.”

Quem o diz é Anthony Robbins e quem o reforça sou eu. O poder já não tem a ver com a força ou robustez, nem resulta de uma herança, nem tem a ver com capital, como o era noutros tempos. O poder, hoje, deriva do conhecimento e da informação e a chave que dá acesso ao poder está ao alcance de todos/as. Contudo, o conhecimento é apenas poder em potência. É a ação ou a capacidade de agir, que produz resultados efetivos. “Para todo o esforço disciplinado existe uma recompensa múltipla.” Jim Rohn

O primeiro passo é descobrir a nossa paixão, o que nos move, a razão e o propósito da nossa vida. Aquilo que nos completa, o que nos é capaz de dar a energia e o entusiasmo para fazermos, crescermos e sermos mais. É a nossa paixão ou vocação que dá o “combustível” para o “comboio” do sucesso e nos leva a realizar o nosso potencial.

O segundo passo é acreditar, ter fé de que vamos conseguir concretizar a nossa paixão.

O terceiro relaciona-se com a necessidade de um caminho, de uma estratégia, de um rumo certo.

O quarto passo está associado aos valores, aos nossos juízos éticos, morais, sobre o que está certo e o que está errado. O entendimento dos nossos valores (patriotismo, tolerância, etc) é uma das “chaves” mais importantes para atingir a excelência. Se a estratégia para o sucesso envolver valores que não são os nossos, até a melhor estratégia falhará. Estamos perante um conflito interno.

O quinto passo envolve a energia, o empenho, o dinamismo, a vitalidade. As pessoas de excelência são as que estão atentas às oportunidades, que não as perdem de vista, nem abdicam delas. É fundamental ter energia física, intelectual e espiritual para fazermos o melhor a partir daquilo que temos.

O penúltimo passo é o estabelecimento de laços. É essencial criar laços com outras pessoas, com passados e crenças variados.

O último passo é o da comunicação. É a forma como comunicamos com os outros e connosco, que determina a qualidade das nossas vidas. Devemos ter a capacidade de comunicar uma visão, uma busca, uma alegria ou uma missão. Vejamos o exemplo deste blog. Assume-se como um canal de comunicação, em que, para além de promover Portugal, partilha novas visões, sensbiliza para o bem-estar, para a construção de novos “caminhos” e para a superação de  obstáculos.

Poder e sucesso fundamentam-se no respeito pelo que nos move e no valor que se cria para a sociedade.

O mistério da vida…

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A vida tem tanto de mistério como de encanto, se a explorarmos e se sobre ela refletirmos. A vida pode ser uma frustração ou uma fonte inesgotável de sabedoria e de felicidade. A vida é uma viagem e uma aventura fascinante. Tal como refere Augusto Cury “A vida é uma grande universidade mas pouco ensina a quem não sabe ser um aluno…”

Ser feliz é ser alegre, é nunca deixar de sonhar, é ser jovem, é agradecer muito, é transformar o menos bom em lições de vida. Ser feliz é sentir as pequenas coisas, é conquistar a qualidade de vida na alma, é libertar-se do medo, é superar o mau humor, é transcender os traumas, é conquistar o que o dinheiro não compra. Ser feliz é estar preparado para as vitórias mas também para as derrotas, é saber gerir as emoções, é ter a coragem de fazer uma “faxina” na sua vida, é dialogar, é elogiar, é amar os desafios, é admirar, é contemplar, é cuidar, é fazer coisas fora da agenda. Ser feliz é praticar exercício físico, é ter uma alimentação saudável, é gerir pensamentos.

Ser feliz não é um acaso do destino, mas uma conquista existencial.

Sejam felizes.

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