Ouve o vento da mudança…

Compromete-te com a mudança. Aceita a sua inevitabilidade e faz parte de um enorme processo de viragem de mentalidades, de atitudes e de comportamentos. O planeta “grita”. Está a pedir o teu, o meu, o nosso socorro. Um socorro que não chegou a tempo, um socorro que tardou e que agora terá de compensar o tempo desperdiçado a uma velocidade estonteante. A sociedade evoluiu muito, a par da evolução do conhecimento mas, faltou a sabedoria, a consciência, o respeito. Nesta esfera, todos/as regredimos. Perdemos valores fundamentais. Agora, perante a enorme insustentabilidade do planeta, é chegado o momento de nos responsabilizarmos pelos danos causados, de admitirmos a falta de civismo e de, definitivamente, agirmos em consciência, em cada dia, em cada hora, minutos e segundos. É hora de abrandar ritmos acelerados, é hora de nos distanciarmos de coisas supérfluas que um dia nos mereceram atenção. É hora de mudar quase TUDO e agora, já não temos o tempo a nosso favor. A mudança é para acontecer num momento chamado JÁ. Ontem, a Holanda anunciou a proibição de os veículos circularem acima dos 100 km/h nas autoestradas, e o congelamento das licenças dadas a vários projetos de construção que violam as leis ambientais da União Europeia, com o objetivo de travar as emissões de monóxido de nitrogénio e a degradação da camada de ozono. Ao longo dos canais de Amesterdão, a empresa Plastic Whale convida as pessoas a pescarem plásticos atirados para a água. Os resíduos recolhidos são reutilizados para a construção de novos barcos. Também a ciência deverá dar prioridade e estar ao serviço do ambiente. O conhecimento científico tem esse DEVER. Em Outubro, arrancou a Missão eXXpedition Round the World que, durante dois anos, estará a estudar microplásticos e substâncias tóxicas nos mares.  A bordo de expedição seguem 300 mulheres de várias nacionalidades e profissões (cientistas, cineastas, artistas, professores, designers…). São 38 mil milhas náuticas, sendo que a viagem de volta ao mundo tocará alguns dos ambientes marinhos mais importantes e diversos do planeta, o que irá obrigar a atravessar quatro dos cinco giros oceânicos, onde se sabe que o plástico oceânico se acumula, e o Ártico. Também o fundador da associação The Ocean Cleanup, Boyan Slat, anunciou que a sua criação está finalmente a conseguir recolher plásticos na Grande Mancha de Lixo do Pacífico (amontoado de lixo que tem 17 vezes o tamanho de Portugal). Tirando proveito da corrente marítima, o sistema é capaz de capturar desde microplásticos até material de pesca de grandes dimensões. Animais embaraçados no plástico, como tartarugas, focas e baleias e medusas que já têm plásticos incorporados nos seus tecidos, é outro problema visível. Como é possível, o ser humano ter regredido tanto nos seus valores?! Mais uma vez, se prova o enorme fosso na esfera das competências pessoais e sociais.

Também já se fala da dieta climatarian a qual consiste em escolher os alimentos com base na sua pegada ambiental. Temos de perceber de onde vêm e como foram produzidos. Portanto temos de ajudar a salvar o mundo, também pela nossa alimentação. “Ter uma dieta amiga do ambiente implica reduzir o consumo de carne e peixe, mas também de alimentos como a quinoa, o abacate e a chia, que, embora sejam saudáveis, podem ter efeitos ambientais desastrosos. Se tiver em conta a pegada ambiental dos alimentos e se evitar o desperdício, estará a ser um climatarian. É preciso diminuir o consumo de carne e privilegiar os produtos locais e da época. Será que realmente precisamos de um abacate que venha do Peru ou de uma manga do Brasil? É necessário beber um sumo de laranja quando não há laranjas no verão? Porque não são substituídas por morangos, uvas ou tomates, que são da época e também têm vitamina C?” O consumo de alimentos como o abacate, a quinoa ou a chia nos países da Europa, embora sejam saudáveis, tem muitas vezes um elevado impacto ambiental, não só associado às emissões de gases com efeitos estufa no transporte, como também à própria produção.

Saibamos também que para gerar um quilo de carne de vaca, são necessários, em média, mais de 15 mil litros de água, elevadas emissões de CO2 e metano e grandes ocupações de solo.

Enfim, chegámos ao LIMITE…criado por nós. A escolha foi nossa. AGORA, temos a RESPONSABILIDADE de construir MOINHOS DE VENTO! De voltar aos valores essenciais, de reduzir o consumo, de reutilizar, de reciclar, de fazer escolhas conscientes.

It´s up to you. It´s up to me. It´s up to all of us. Listen to the wind of change.

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